“Quem não gerencia pneus não gerencia custos”
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Jean Zart é CEO da Prolog. Durante sua graduação em Ciência da Computação, dedicou-se ao desenvolvimento de uma solução capaz de medir o desgaste de pneus e, em 2016, ao lado de Luiz Felipe, atual CTO, fundou a empresa. Ao optar pelo empreendedorismo, desde então vem contribuindo para a inovação na gestão de frotas

De que forma uma boa gestão pode aumentar a vida útil dos pneus e trazer economia para as transportadoras?

Com um processo bem estruturado, que mantém a pressão adequada dos pneus e os sulcos em boas condições, para aproveitar ao máximo a carcaça, é que se conquista a economia. Cuidando desses dois pontos, o pneu tem uma performance melhor, reduzindo principalmente o custo com combustível. A gestão de pneus, se bem feita, gera previsibilidade e controle para a transportadora.

Com o Prolog, em quanto tempo uma transportadora costuma perceber retorno sobre investimento?

Isso é algo que varia muito, pois depende do engajamento da equipe, da padronização dos processos e da constância de uso do sistema. Considerando o cenário no qual a operação aplica da forma correta, o ROI (Retorno sobre o Investimento) é algo que aparece até mesmo no primeiro mês.

Não é apenas investir financeiramente, é preciso investir em disciplina também, para fazer um bom aproveitamento da ferramenta.

O que diferencia uma empresa que controla bem seus pneus daquela que não tem uma gestão sobre eles?

A diferença é simples: uma empresa controla seus custos; a outra é controlada por eles. O pneu é o segundo maior custo operacional de uma frota, perdendo apenas para combustível. Uma empresa sem gestão de pneus opera no escuro, sem saber dizer quando trocar.

Quem não gerencia pneus não gerencia custos. Uma opera com previsibilidade, enquanto a outra por meio da reatividade… e quem reage sempre paga mais.

O que mais o surpreendeu ao longo de sua trajetória nesse setor?

O fato de o mercado ter olhado com mais carinho para um segmento que era tão carente de tecnologia. Hoje só se enterra em problemas operacionais quem não quer mudar, ou quem está perdido nesse mar de opções.

Daqui para frente, a tendência é ter cada vez mais tecnologia de ponta. As operações que não se adaptarem, ficarão para trás.

Pensando no futuro, o que mudará na gestão de pneus nos próximos 10 anos?

A gestão se tornará cada vez mais preditiva. Vai ser um divisor de águas para quem decide antecipar ao invés de reagir. Teremos informações cada vez mais em tempo real e a gestão de pneus será ainda mais orientada por dados.


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