Ter caminhões rodando e carga no pátio não significa, necessariamente, que a transportadora está crescendo. Para saber se o frete é rentável, é preciso calcular se o valor cobrado realmente compensa as despesas e gera uma margem de lucro satisfatória.
Mas, afinal, como saber se o frete está sendo remunerando adequadamente?
É nesse cenário que o Serviço de Planejamento de Custos e Tarifas do SETCESP, oferecido por meio do IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas), pode ser seu aliado para uma gestão mais assertiva de sua transportadora.
O serviço reúne informações, ferramentas e orientações que ajudam a compreender a estrutura de custos da empresa e tomar decisões com maior segurança.
Na prática, funciona assim: se você precisa, por exemplo, saber quanto é a atual variação de custos, é possível solicitar um atendimento de consultoria, que fornecerá subsídios para um planejamento considerando todas as despesas envolvidas.
O suporte vai além. Também disponibiliza ferramentas de gestão que facilitam o acompanhamento de indicadores, como o painel com a Calculadora do Piso Mínimo de Frete, que é atualizada automaticamente de acordo com os índices vigentes.
A ferramenta facilita o acompanhamento das alterações na Tabela do Piso Mínimo de Frete, que, pela legislação, passa por reajustes obrigatórios ao menos duas vezes ao ano.
Outro recurso é o Painel do Diesel, que apresenta o preço médio nacional de revenda do diesel Comum e do S10 e permite identificar regiões onde o abastecimento pode ser mais vantajoso.
Além do combustível, que representa uma parcela importante das despesas de uma transportadora, a mão de obra também tem peso significativo nos custos da operação.
Por isso, o Painel de Cargos e Salários permite consultar referências de remuneração para diferentes funções e comparar os valores praticados no mercado. Já a Calculadora de PLR auxilia no cálculo proporcional da Participação nos Lucros e Resultados, de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Composição do frete: cada detalhe conta
Ainda são disponibilizadas planilhas de custos, que impactam na operação. Inclusive, a de Custos Operacionais por tipo de veículo e a do Cálculo da Hora Parada, já que tempo de espera também onera uma transportadora e, por isso, precisa ser considerado.
Uma boa gestão também depende do acesso à informação certa, no momento certo.
O Guia de Restrições de Circulação de Caminhões, por exemplo, reúne orientações sobre restrições à circulação de caminhões e às operações de carga e descarga em toda região sudeste, ajudando as empresas a evitar multas.
Já o Guia de Recebimento de Cargas em Shopping Centers traz informações sobre as janelas de recebimento dos principais shopping centers de São Paulo, além de explicações sobre locais disponíveis para estacionamento.
Com estes dois materiais você saberá para quais operações aplicar as taxas de dificuldade de entrega e de restrição ao trânsito (TRT), que são algumas das generalidades previstas nas tabelas referenciais da NTC&Logistíca, e dessa forma cobrar corretamente pelo frete, evitando que despesas não previstas corroam sua margem.
Quando chega a hora de negociar o reajuste?
Nem sempre é simples demonstrar que um reajuste de frete é necessário e justo. Para melhorar essa negociação, o serviço disponibiliza ainda modelos de comunicados e cartas de reajuste, como INCT (Índice Nacional do Custo de Transporte de Carga), que auxiliam a formalizar a comunicação com embarcadores sobre a necessidade de atualização dos valores de forma clara.
Todos os materiais desenvolvidos e disponibilizados pelo IPTC podem ser utilizados gratuitamente pelos associados do SETCESP.
No transporte, conhecer o custo da operação é uma condição para cobrar melhor e proteger tanto a rentabilidade quanto a longevidade do negócio.
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