Aberto à mudanças
Compartilhe:

Especialidade de Transporte tem nova diretoria

A maioria dos transportadores levam cargas como mercadorias, commodities, máquinas e produtos. Só que existe um segmento, que carrega peças e objetos com mais valores simbólicos do que de mercado, itens que fizeram e fazem parte das histórias das pessoas. Estamos falando do transporte de mudanças. Essa é uma especialidade bastante peculiar no setor, e por possuir características também incomuns, precisa de algumas liberações especiais para desenvolver suas atividades.

No SETCESP, os empresários deste segmento se uniram em torno da diretoria de Especialidade do Transporte de Mudanças, para buscarem condições operacionais de forma mais segura, rentável e menos burocrática no que se refere às exigências das prefeituras.

À frente da diretoria agora, assume o comando Giuliano Reali, diretor operacional da Lord Mudanças, ele já atuava como vice-diretor da especialidade. Ocupando a vice-diretoria estão Ciro Costa, fundador da Mudlog e Rafael Granero, diretor da Granero Transportes.

Nesses últimos dois anos, a bandeira da especialidade levantada e defendida com mais frequência é o fim do rodízio de placas para os caminhões que já tem permissão para transitar na ZMRC – Zona Máxima de Restrição de Circulação, mesmo após às 16h.

O assunto, mais uma vez, foi a principal pauta da reunião da especialidade realizada on-line no dia 10 de março, que também marcou a troca de comando da diretoria.

“Vamos levar em alto nível como sempre foi, a demanda das licenças já é uma luta pela qual batalhamos há mais de 10 anos, vamos focar e fazer o nosso melhor”, declarou Costa. Todos que estavam presentes ouviram as orientações e prazos para as renovações de concessão.

“Nossa reivindicação é que haja continuidade do benefício de circulação de veículos dentro da ZMRC, estendendo-o em relação ao rodízio municipal”, conta Reali. Desde 2014, existe uma autorização especial para que as empresas de transporte de mudanças associadas possam circular na ZMRC das 5h até às 21h, por meio de uma tratativa junto a prefeitura da cidade de São Paulo. “Faz uma diferença enorme não ter que retirar o caminhão antes das 16h”, diz ele.

A entidade passou a lutar em oposição à questão quando em 2008 a Zona Máxima de Restrição de Circulação passou de uma área de 25 para 100 km. Compreendendo as vias localizadas ao redor do centro histórico da cidade.

Outros temas também foram abordados durante o encontro, como: a compra de embalagens que são utilizadas por esse segmento para proteger os objetos transportados e as vagas para estacionamento da Zona Azul.

Você também transporta mudanças? Então venha participar das reuniões desta especialidade no SETCESP, com o diretor Giuliano Reali.

Sobre as compras de insumos de embalagem, Rafael Granero, esclareceu: “são produtos que consumimos muito, e impactam de 5 a 15% da receita das empresas”, disse. “Todos estamos empenhados em desenvolver novos fornecedores, mas no momento há uma escassez desses insumos, como bobina de filme stretch, fita adesiva e plástico bolha, e por isso, esse ponto passou a ser desafio para nós”, explicou.

Já próximo de encerrar a reunião, ficou definido que o segmento tentará buscar uma solução sobre os problemas de Zona Azul, junto à concessionária Estapar, porque muitos empresários relataram dificuldades na emissão de cartões, falhas no aplicativo da concessionária e acontecimentos que os deixam expostos a autuações. “São erros bastante recorrentes, é um completo absurdo”, declarou Reali.

 

 


voltar