9ª Conferência de Tarifas de Frete esclarece os valores praticados no mercado
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Evento orientou o transportador na cobrança pelo seu serviço

Aconteceu na manhã de hoje (04), a 9ª Conferência de Tarifas de Frente, que buscou esclarecer como realizar adequadamente a cobrança do frete, para que o empresário de transportes rodoviário de cargas não tenha prejuízo, e sim lucro em suas operações.

Por conta das medidas de distanciamento social em decorrência do Covid-19, o evento foi realizado on-line, via plataforma de EaD da entidade e acompanhado virtualmente pelos transportadores.

Antes de mergulhar no tema central – ‘cobrança de frete’, o assessor jurídico do SETCESP, Marcos Aurélio, falou sobre a importância da Câmara de Arbitragem do Transporte de Cargas (CATC) e como ela ajuda a resolver conflitos de forma menos onerosa e mais ágil. “A CATC funciona com mediação e a arbitragem, tem um custo menos dispendioso em comparação com o sistema Judiciário e pode resolver qualquer desacordo da área cível e comercial”, indicou.

Já com a palavra, Raquel Serini, economista do IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Carga) contou um pouco sobre o panorama econômico do setor, de acordo com os dados revelados pela pesquisa de Sondagem Econômica 2020. Segundo a amostra, houve uma redução de 0,32% da carga transporta em comparação a 2019.

A economista apresentou como deve ser feita a composição tarifária do frete considerando componentes: frete valor, frete peso, taxas, impostos e o lucro. Ela explicou detalhadamente todas as despesas fazendo em paralelo, uma simulação passo a passo de como deve ser realizado o cálculo do frete.

“É preciso um planejamento de curto e longo prazo para as perdas que tivemos com a pandemia. Além disso, é importante comparar os valores praticados pela empresa com a tabela do Piso Mínimo, a empresa não pode operar abaixo dos valores ali estabelecidos”, orientou.

Em seguida, o engenheiro de transporte e assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdívia expôs os fatores limitantes para o TRC, o maior deles o preço dos insumos, com destaque para a alta do diesel.

“Desde maio do ano passado, o diesel está em uma escalada de crescimento, em razão do aumento do dólar e a tendência é que ele continue subindo. Para o veículo com maior dimensão, isso acaba tendo ainda, um impacto mais alto”.

Na opinião de Valdívia, o que o setor precisa no momento não é uma política que force a diminuição do preço do diesel, mas sim que, o preço do frete acompanhe o aumento que vem ocorrendo.

Ao final, o presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP, Tayguara Helou, fez questão de lembrar que a entidade está à disposição do transportador para auxiliá-lo a estabelecer a precificação do seu serviço.

“Nossas entidades e o IPTC estão prontos à orientá-los quanto a apuração dos custos para formação do frete. Precisamos fazer uma operação que traga lucratividade. É com o lucro que as empresas reinvestem em seus negócios, melhoram os seus serviços, trazem mais eficiência aos seus clientes, ampliam suas atividades, contratam mais pessoas e remuneram melhor os seus colaboradores” afirmou Helou. 


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