Segundo análise de Débora Oliveira, ao Live CNN, após ataque à ilha iraniana de Kharg, responsável por 90% das exportações de petróleo do país, preços disparam
O preço do barril de petróleo tipo Brent disparou nesta terça-feira (7), ultrapassando a marca de US$ 110, enquanto o WTI subiu 13,13%, chegando a US$ 115 de cotação. Alta expressiva ocorreu após a confirmação de ataques à ilha de Kharg, infraestrutura estratégica responsável por 90% das exportações de petróleo do Irã. A análise é de Débora Oliveira, ao Live CNN.
“É um alerta muito importante porque estamos no teto do que tivemos de alta do petróleo durante essa guerra no Irã. Chegamos a bater praticamente os US$119 de cotação, ou seja, estamos muito mais próximos desse teto”, afirmou Oliveira.
O aumento acentuado veio logo após a confirmação do ataque à ilha iraniana, que possui reservatórios de petróleo visíveis até mesmo em imagens de satélite. “Depois que a gente teve essa confirmação do ataque da Ilha de Karg, foi isso que a gente viu disparar. E se sustenta nesse patamar dos US$ 110 de cotação”, explicou.
O ataque representa uma escalada significativa no conflito, confirmando parte das ameaças feitas pelos Estados Unidos de atacar infraestruturas importantes e usinas de energia iranianas. O impacto econômico para o Irã é considerado gigantesco, mas as consequências se estendem globalmente.
Na França, aproximadamente 18% dos postos de combustível já estão sem abastecimento, situação que reflete a dependência europeia do combustível produzido na região do Golfo.
Impacto prolongado na economia global
A analista alerta que os prejuízos causados pela alta do petróleo devem se estender por mais de um ano. “A gente está falando de um prejuízo que deve durar por mais de um ano. Porque não é somente agora acabar a guerra, é acabar a guerra e conseguir reestruturar novamente essas usinas, essas infraestruturas”, afirmou Débora.
O cenário atual contrasta drasticamente com as expectativas do final de 2025, quando se projetava que o barril de petróleo permaneceria na casa dos US$ 65 a US$ 70 para 2026. Com a cotação atual em US$ 110, não há expectativa de retorno aos patamares anteriores no curto prazo.
As consequências da alta do petróleo já são sentidas em diversos países. Além da França, o Chile havia anunciado semanas antes um aumento de 50% no preço dos combustíveis. No Brasil, a volatilidade dificulta qualquer tipo de previsibilidade para medidas governamentais relacionadas aos preços dos combustíveis, criando um efeito em cadeia que afeta toda a economia.
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