Terminais do Porto de Santos projetam recordes para 2019
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Apesar de queda de 3,5% no primeiro semestre, empresas estão otimistas com o aumento de movimentação no cais santista

Algumas instalações tiveram um primeiro semestre positivo. “Essa movimentação acumulada na primeira metade de 2019 representou um crescimento de aproximadamente 13% quando comparado ao período equivalente do ano anterior”, destacou o diretor comercial da Santos Brasil, Marcos Tourinho, sobre as operações da empresa.

Segundo o executivo, entre janeiro e junho, o Tecon Santos movimentou aproximadamente 800 mil TEU. Até o final do ano, a empresa pretende atingir a marca de 1,44 milhão de TEU, um crescimento de cerca de 20% em relação ao volume operado em 2018.

“O crescimento de volume esperado para 2019 tem como principais vetores os novos contratos comerciais de serviços de longo curso com rota para a Ásia, assinados em 2018, sendo que o início da operação de um deles ocorreu em janeiro de 2019. O crescimento orgânico, dependente da dinâmica macroeconômica do País, poderá impulsionar o volume de contêineres no segundo semestre de 2019”, destacou o executivo.

O diretor comercial da DP World Santos, Fabio Siccherino, também segue otimista. “Devemos fechar o ano com uma movimentação superior ao ano passado, de aproximadamente 650 mil TEU e pouco mais de 600 mil toneladas de celulose”.

A empresa aposta em uma recuperação das operações no segundo semestre. Isto porque, entre janeiro e junho, o volume de contêineres movimentados foi 5% inferior se comparado ao mesmo período de 2018.

“O primeiro semestre de 2019 foi marcado pela reestruturação dos serviços de navegação de longo curso que escalam o Porto de Santos. Em abril, iniciamos a operação de novos serviços envolvendo os armadores CMA CGM, Evergreen, Cosco e Yang Ming, que representaram um aumento nos volumes movimentados mensalmente. Houve um aumento significativo nos demais serviços de valor agregado oferecidos pelo terminal, entre eles, Crossdocking, Armazém Geral e Transporte Rodoviário”, explica Siccherino.

Economia

A situação da economia brasileira explica o resultado negativo do primeiro semestre no Brasil Terminal Portuário (BTP). De janeiro a junho, foram 695.734 TEU, uma queda de 2% em relação aos primeiros seis meses do ano passado.

Mas, para 2019, as expectativas são positivas. A BTP espera um crescimento de 5% sobre o ano passado, quando operou 1,3 milhão de TEU. “Para este segundo semestre, temos uma expectativa mais positiva, principalmente nas exportações de proteína animal, algodão, milho e café para o extremo oriente. A vinda à BTP das escalas de exportação de serviços da Ásia, durante o período de pico, também contribuirá para uma melhora do resultado esperado”, destacou a empresa, em nota.

Empresas planejam crescimento anual

Obras de expansão, novos contratos e investimentos em tecnologia. Os terminais de contêineres planejam estratégias para garantir o aumento das operações no cais santista até o final deste ano.

Na DP World, que fica na Área Continental de Santos, os investimentos foram de R$ 20 milhões. Segundo o diretor comercial do terminal, Fabio Siccherino, o montante foi utilizado na construção de um novo galpão. Também estão previstos outros esforços na expansão das operações de celulose.

“Em março deste ano, iniciamos a operação de um novo armazém logística de 6 mil metros quadrados para operação de ova e desova de contêineres, que será utilizado para armazenagem de carga geral, além de operações de ova e desova de contêineres”, destacou o executivo.

Já no Tecon Santos, administrado pela Santos Brasil, o foco elevar o nível de serviço prestado na instalação. Para o diretor comercial da empresa, Marcos Tourinho, o aumento do volume operado consolida a estratégia de manter o foco no cliente, oferecendo termos e condições competitivas e serviços customizados.

“Adicionalmente, estamos realizando vultosos investimentos na modernização e expansão das operações do Tecon Santos, com a ampliação da infraestrutura, envolvendo a aquisição de novos equipamentos para a movimentação de cargas, a qualificação e aprimoramento de pessoal e a busca de novas ferramentas tecnológicas que aumentem a eficiência dos processos e do fluxo operacional do terminal”, destacou Tourinho.

Segundo o executivo, está previsto para as próximas semanas o início das obras de expansão do cais do Tecon. A obra adicionará 220 metros ao cais atual, que passará a ter 1.510 metros de extensão (considerando os 310 metros do cais do TEV).

A nova infraestrutura de berços de atracação, somada aos novos guindastes de cais e aos demais equipamentos adquiridos no ano passado, permitirá a operação simultânea de até três navios de 366 metros de comprimento, da classe New Panamax.

Também foi realizada a compra de dois guindastes tipo “STS Gantry-Cranes”, com entrega prevista para o primeiro trimestre do ano que vem.

Já no Brasil Terminal Portuário (BTP), os investimentos somam US$ 10 milhões, o equivalente a mais de R$ 37 milhões. A empresa investiu na ampliação da frota com a aquisição de equipamentos de última geração. Foram quatro RTGs, dois Reach Stackers e 12 Terminal Tractors.

O terminal de contêine-res que fica na Alemoa também aposta na aprovação de reformas estruturantes – principalmente a da Previdência. Com isso, a expectativa é de uma reação positiva da economia.


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