Setor de serviços fica estável em maio pressionado pela queda nos transportes
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O volume de serviços ficou estável em maio (0,0%), na comparação com o mês anterior, após crescer 0,5% em abril. Transportes foi a única das cincos atividades a registrar queda no mês, com recuo de 0,6%. Com isso, o setor de serviços está 1,1% abaixo do nível de dezembro de 2018, pressionado pelo transporte terrestre, que está 5,6% distante do patamar do final do ano passado.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje pelo IBGE. Entre as atividades em alta, na comparação com abril, estão serviços de informação e comunicação (1,7%), que assinalam a segunda taxa positiva seguida, outros serviços (2,6%), serviços profissionais, administrativos e complementares (0,7%) e serviços prestados às famílias (0,5%)

Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, se levarmos em conta os cinco primeiros meses do ano, os transportes, principalmente o rodoviário, foram um dos principais entraves para o crescimento do setor, que teve três resultados negativos no ano.

“Existe um movimento de aderência entre o setor de transportes e a indústria. Como grande parte da nossa produção é escoada pelas estradas, à medida que a produção industrial não cresce, não há necessidade de contratar o serviço de transporte de cargas”, explica.
Por outro lado, frente ao volume de serviços comercializado em dezembro, serviços de tecnologia da informação, relacionados à internet e mídias sociais, cresceram 5,5% e estão, hoje, no patamar mais alto da série histórica iniciada em janeiro de 2011.

Também crescem nessa última comparação os serviços profissionais e administrativos, com 3%, e alojamento e alimentação, 1,4%. Embora existam alguns setores com dinamismo, o setor não deslancha, segundo Rodrigo, porque existe uma dificuldade no volume de negócios entre as empresas. Nas épocas de crise, as empresas não renovam contratos de serviços considerados supérfluos como vigilância e segurança, transporte de valores e limpeza.

“O freio colocado nos gastos públicos também contribuiu para a redução dos serviços. Então, enquanto o investimento privado não ocupar o lugar deixado pelo público, parece que o setor tem dificuldade de retomar o crescimento”, concluiu o gerente da pesquisa do IBGE.


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