Renovação de frota exige estratégia para liberação de capital nas transportadoras
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A renovação de frota é um desafio relevante para as transportadoras brasileiras, em um cenário marcado pelo envelhecimento dos veículos em circulação e pelo alto custo de aquisição de novos caminhões.

Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a idade média dos caminhões no país ultrapassa 15 anos, podendo ser ainda maior entre transportadores autônomos. A própria entidade defende a retirada de veículos com mais de 20 anos de uso, devido ao maior consumo de combustível, níveis mais elevados de emissões e menor segurança operacional.

Na prática, o envelhecimento da frota pressiona os custos das empresas. Veículos mais antigos tendem a demandar mais manutenção, apresentar menor eficiência energética e aumentar o risco de paradas não programadas. Ao mesmo tempo, mantê-los em operação, ou fora dela, representa capital imobilizado em ativos com menor desempenho.

O alto custo de aquisição de caminhões novos também impacta a capacidade de renovação da frota, exigindo maior planejamento financeiro por parte das transportadoras.
Nesse contexto, o mercado secundário de caminhões tem ganhado relevância. Dados da Fenauto indicam que foram registradas 444,8 mil transferências de veículos usados em 2025, um crescimento de 27,7% em relação ao ano anterior, refletindo o aumento da demanda por ativos com menor custo de aquisição.

Esse movimento amplia o interesse por ativos provenientes de frotas corporativas, que costumam apresentar maior previsibilidade de uso e manutenção. Ao mesmo tempo, reforça a importância de estratégias mais estruturadas no processo de desmobilização.

A venda sem planejamento ou por canais limitados pode reduzir o retorno financeiro. Ativos ofertados de forma isolada tendem a alcançar menor visibilidade e atrair menos interessados, o que impacta diretamente a formação de preço.

Plataformas digitais têm contribuído para ampliar o alcance dessas negociações. A Superbid Exchange atua nesse ambiente ao conectar empresas a uma base nacional de compradores, por meio de diferentes modalidades de venda, como leilão e venda direta. Hoje, a plataforma reúne mais de 1.7 milhões de contas ativas em todo o país.

“A forma como as transportadoras gerenciam seus ativos ao longo do tempo tem impacto direto na eficiência financeira da operação. A venda estruturada, com maior alcance de compradores, tende a melhorar o retorno e ampliar a capacidade de reinvestimento”, afirma Jacqueline Luz, diretora comercial da Superbid Exchange.

A adoção de processos mais estruturados permite às transportadoras liberar capital, melhorar a alocação de recursos e avançar na renovação da frota de forma mais equilibrada. Em um setor pressionado por custos e necessidade de eficiência, a gestão do ciclo de vida dos ativos passa a ter papel cada vez mais relevante na estratégia das empresas.

 


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