PIB sobe 0,6% no terceiro trimestre puxado por serviços e indústria
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O Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresceu 0,6% no terceiro trimestre de 2019, em relação ao trimestre anterior, e está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2012. A taxa ainda está 3,6% abaixo do pico da série, atingido no primeiro trimestre de 2014, e 4,9% acima do ponto mais baixo, registrado no quarto trimestre de 2016.

A agropecuária apresentou a maior expansão (1,3%), mas o maior impacto no PIB vem de serviços, pelo maior peso (por representar 74% da economia), com avanço de 0,4%. Já a indústria cresceu 0,8%. As informações fazem parte do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais e foram divulgadas ontem (4) pelo IBGE.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, o aumento foi de 1,2%, a décima primeira alta consecutiva nesta base de comparação. No acumulado do ano, o crescimento foi de 1%. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2019 totalizou R$ 1,84 trilhão.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2019 foi de 16,3% do PIB, a mesma que foi observada no mesmo período do ano anterior (16,3%). Já a taxa de poupança foi de 13,5% no terceiro trimestre de 2019 (ante 13,1% no mesmo período de 2018).

O crescimento na indústria se deve à expansão de 12% no setor extrativo, puxado pelo crescimento da extração de petróleo, e de 1,3% na construção. Já a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos recuou 0,9%, enquanto a indústria de transformação caiu 1%.

Nos serviços, os resultados positivos foram das atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,2%), comércio (1,1%), informação e comunicação (1,1%), atividades imobiliárias (0,3%) e outras atividades de serviços (0,1%). Apresentaram recuo as atividades de transporte, armazenagem e correio (-0,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%).

Pela ótica da despesa, as variações positivas foram registradas em formação bruta de capital fixo (2%) e a despesa de consumo das famílias (0,8%), enquanto as despesas de consumo do governo recuaram em 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

No que se refere ao setor externo, as exportações de bens e serviços retraíram 2,8%, enquanto as importações de bens e serviços cresceram 2,9% em relação ao segundo trimestre de 2019.

“Na ótica da demanda, os investimentos vêm crescendo, puxado pela construção, que havia caído 20 trimestres consecutivos e desde o trimestre anterior mostra recuperação, quando comparado a igual período de 2018. O consumo das famílias, que representa 65% da economia, também cresce, enquanto as despesas do governo – incluindo pessoal e demais gastos, exceto investimentos -, caem em todas as esferas em função das restrições orçamentárias”, analisa a coordenadora de Conta Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Ela ressalta também que, na ótica da produção, o que mais cresceu foi a construção civil (puxada pelo setor imobiliário); a extrativa mineral, puxada pela extração de petróleo; e informação e comunicação, com avanço de internet e desenvolvimento de sistemas.

“Já entre as atividades que caíram, o destaque é a indústria de transformação, afetada pela queda nas exportações em função da menor demanda mundial e a crise da Argentina”, diz a coordenadora de Conta Nacionais do IBGE.

PIB cresce 1,2% no em relação ao terceiro trimestre de 2018

Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, o PIB aumentou 1,2%, com a agropecuária liderando a alta com 2,1%. Conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado em novembro pelo IBGE, o crescimento na estimativa de produção anual de milho (23,2%), algodão herbáceo (39,7%), laranja (6,3%) e mandioca (3,6%) suplantou o fraco desempenho de culturas como café (-16,5%) e cana de açúcar (-1,1%).

A indústria cresceu 1%, puxada principalmente pela construção (4,4%), a segunda expansão após vinte trimestres consecutivos de queda; e pelas indústrias extrativas (4%), resultado do crescimento da atividade de extração de petróleo e gás. Também apresentaram resultados positivos as atividades de eletricidade e gás, água, esgoto, e atividade de gestão de resíduos (1,6%), favorecida pelo efeito das bandeiras tarifárias.

Já a atividade indústrias de transformação caiu 0,5%, resultado influenciado, principalmente, pela queda da fabricação de celulose, papel e produtos de papel; fabricação de produtos químicos; farmacêuticos e metalurgia.

O setor de serviços cresceu 1% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para informação e comunicação (4,2%) e comércio – atacadista e varejista – (2,4%). Também houve avanço em atividades imobiliárias (1,9%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,3%) e outras atividades de serviços (0,9%). Já os setores administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%), e transporte, armazenagem e correio (-1%) apresentaram resultados negativos.

PIB de 2018 é revisado para 1,3%

Na revisão anual, realizada rotineiramente no terceiro trimestre, o PIB de 2018 variou positivamente 0,2 p.p., passando de 1,1% para 1,3%. Entre os setores, a maior alteração foi na agropecuária que passou de 0,1% para 1,4%. Isso se deve, em grande parte, pela incorporação de novas fontes estruturais anuais do IBGE, não disponíveis na compilação anterior, como a Produção Agrícola Municipal (PAM), a Produção da Pecuária Municipal (PPM) e a Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs). Já a indústria teve uma ligeira redução de 0,6% para 0,5% e os serviços variaram 0,2 p.p. de 1,3% para 1,5%.


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