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Número de caminhões quebrados na Rodovia Washington Luís aumenta 11% no 1º trimestre

De janeiro a março concessionária fez 426 atendimentos. Pane mecânica é motivo mais comum.

No primeiro trimestre deste ano, 426 caminhões tiveram problemas mecânicos na Rodovia Washington Luís, no trecho entre São Carlos e Matão (SP), segundo a concessionária que administra a via. O número representa um aumento de 11% em relação ao mesmo período de 2018, quando 384 caminhões precisaram de atendimento mecânico.

O levantamento mostrou que 53,5% das ocorrências foram provocados por pane mecânica, que poderia ser evitada com uma revisão periódica.

Segundo o caminhoneiro Adailton Cardoso a manutenção é fundamental. “Se você não fizer manutenção quebra mesmo, é uso constante, né?”

“Tem alguns que atrapalham. Tem vezes que você consegue passar bem porque dá tempo dele estacionar, mas tem alguns que não dá. Fica a traseira ou a frente [do veículo] na pista. A concessionária põe aqueles cones e a gente tem que desviar , fica aquela fila que atrapalha o trânsito”, afirmou.

Frota antiga

De acordo com o assessor da Federação dos Transportadores Autônomos de São Paulo, Haroldo Araújo Christensen, a frota é antiga, o que causa risco de acidentes e gera incômodos para os caminhoneiros.

“A média de ano dos caminhões é de 25 a 30 anos. O caminhão velho dá mais manutenção e traz problemas não só para o veículo, mas também para o motorista. Ele esquenta muito, os bancos não são confortáveis, a dirigibilidade é dificultada, e é mais lento, o que leva o motorista a trabalhar mais horas para cumprir a demanda”, afirmou.

Para Christensen é necessário facilitar o crédito para que o caminhoneiro possa trocar o caminhão por um novo.

“O ideal é que o financiamento do pro caminheiro voltasse, mas que facilitasse para o caminhoneiro para que ele tivesse acesso, menos documentos para que ele pudesse cumprir as exigências que o governo faz para dar o financiamento”, disse.


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