O crescimento do e-commerce continua ampliando a relevância da logística para a competitividade das empresas. Segundo projeções da ABComm, o comércio eletrônico brasileiro deve movimentar R$259,08 bilhões em 2026 e alcançar R$379,31 bilhões até 2030. O avanço do setor é acompanhado por um ticket médio estimado em R$562,15, indicador que reforça a importância da experiência de compra e da qualidade da entrega para a fidelização dos consumidores.
Esse crescimento gera impactos diretos sobre as operações logísticas. O aumento do volume de pedidos exige maior capacidade de planejamento, controle e execução, ao mesmo tempo em que consumidores passam a exigir prazos mais curtos, rastreamento contínuo e respostas rápidas diante de qualquer ocorrência. Estudos do Opinion Box mostram que as condições de frete e entrega influenciam diretamente a decisão de compra, transformando a logística em um fator cada vez mais relevante para o desempenho comercial das empresas.
Nesse cenário, a tecnologia assume papel central na gestão das operações. No entanto, a discussão já não se limita à adoção de novas ferramentas. O desafio passa a ser a capacidade de transformar dados operacionais em decisões que gerem ganhos concretos de eficiência, produtividade e nível de serviço.
Essa realidade aparece em pesquisas recentes sobre transformação digital. De acordo com o estudo Digital Trends in Operations 2026, da PwC, 85% dos entrevistados consideram suas organizações à frente da concorrência em iniciativas de transformação digital e seguem ampliando investimentos para aumentar eficiência e competitividade. Ainda assim, os números mostram que a adoção de tecnologia, por si só, não garante melhorias operacionais.
A inteligência artificial surge como uma das principais apostas para enfrentar esse desafio. Pesquisa da MHI em parceria com a Deloitte aponta que 71% dos executivos consideram a IA a tecnologia com maior potencial de transformação para as cadeias de suprimentos na próxima década. A Gartner projeta que, até 2031, 60% das interrupções nas cadeias de suprimentos poderão ser resolvidas sem intervenção humana, resultado da evolução de operações cada vez mais conectadas e orientadas por dados.
Apesar do avanço dessas tecnologias, especialistas destacam que os resultados dependem da integração entre sistemas, processos e pessoas. Estudos da McKinsey e da Deloitte indicam que o principal valor da inteligência artificial está na capacidade de apoiar decisões, identificar padrões operacionais, antecipar riscos e acelerar respostas diante de cenários complexos. O benefício não está apenas na automação, mas na utilização prática das informações geradas ao longo da operação.
O crescimento do e-commerce e a incorporação de tecnologias como inteligência artificial ampliam a quantidade de dados disponíveis para a tomada de decisão. O ganho operacional, porém, depende da capacidade de transformar essas informações em ações dentro da operação.
Transforme dados em eficiência logística
Em um cenário de operações cada vez mais complexas, contar com tecnologia capaz de gerar visibilidade, inteligência e controle faz a diferença para alcançar melhores resultados.
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