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28 de Maio de 2015 – 10h07 horas / Agência CNT

A hidrovia Tietê-Paraná, uma das mais importantes para o escoamento da produção agrícola do Brasil, está com a navegação suspensa há um ano. O prejuízo para os transportadores já soma mais de R$ 700 milhões. A estimativa é que 7 milhões de toneladas deixaram de ser transportadas por embarcações nesse período.


A medida foi adotada porque o nível do rio baixou. Em razão da estiagem que atingiu o Sudeste do país no ano passado, a água foi destinada, prioritariamente, para hidrelétricas, a fim de garantir a geração de energia elétrica necessária para abastecer a região.


O tema foi discutido por empresários do setor em uma reunião realizada nesta quarta-feira (27), na sede da CNT (Confederação Nacional do Transporte), em Brasília (DF).


O presidente da Fenavega (Federação Nacional das Empresas de Navegação), Raimundo Holanda Cavalcante Filho, diz que, apesar de as chuvas terem normalizado, o problema permanece. “Acontece que não existe equilíbrio entre usuários da água. Se liberou demais para a produção de energia em detrimento dos demais usuários, principalmente navegação e agricultura irrigada”, explica. Os transportadores avaliam recorrer à Justiça para garantir a retomada das atividades.


Outro problema é que, como a hidrovia não está funcionando, aumenta o trânsito de caminhões nas rodovias, especialmente em direção às regiões portuárias. Isso ainda encarece o transporte para os produtores. “O grande prejudicado é o campo. Nós temos um frete 40% mais baixo que o rodoviário na região e levamos condição para que nossos produtos fiquem mais competitivos no mercado, especialmente para exportações”, complementa o presidente da Fenavega.


Ainda nesta quarta-feira, foi lançada a Frente Parlamentar em Defesa dos Portos, Hidrovias e da Navegação no Brasil. A ideia é que deputados e senadores possam atuar na intermediação das negociações sobre temas relacionados ao transporte aquaviário no país. 


Segundo o estudo Transporte e Desenvolvimento – Entraves Logísticos ao Escoamento de Soja e Milho, divulgado pela CNT no dia 25 de maio, entre 2013 e 2014, o volume de milho transportado na Tietê-Paraná caiu 73,4%, enquanto o de soja reduziu 53,5% e o de farelo de soja reduziu 79,2%.


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