Ministro se reuniu com presidente da companhia nesta segunda-feira
O ministro da Fazenda Dario Durigan disse nesta segunda-feira que a Petrobras deve seguir “reavaliando” o preço dos combustíveis em meio à alta internacional do barril de petróleo com a guerra no Oriente Médio. Ele ressaltou a importância da aprovação do projeto que prevê redução de impostos sobre os combustíveis para conter impactos ao consumidor.
Durigan se reuniu na manhã desta segunda com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no Ministério da Fazenda. Segundo ele, na ocasião, Chambriard repassou perspectivas e avaliações do impacto da guerra no preço dos combustíveis no país.
Questionado se a empresa irá realizar um reajuste frente a uma eventual defasagem dos preços em relação à cotação internacional, o ministro da Fazenda afirmou que esta decisão é da estatal.
— Esse é um tema da Petrobras, eu não discuto isso com a Petrobras. O que eu tenho sentido é que há uma necessidade da Petrobras ir reavaliando esses preços e do lado do Estado é a gente ter esses mecanismos adicionais, para além de cumprir dentro da gestão da Petrobras a política de preço — disse a jornalistas nesta segunda.
O ministro da Fazenda disse que comunicou à Magda que o tema agora está com o Congresso, e que há expectativa de aprovação do projeto nesta semana no Congresso.
Segundo ele, o governo é contra um aumento do escopo do projeto, como vem sendo declarado pela relatora, deputada federal Marussa Boldrin (Republicanos-GO).
— Conversei com ela, conversei com o presidente Hugo e com outras lideranças da Câmara, não é o momento da gente ampliar o escopo, esse é um projeto de lei complementar urgente que deve ser votado rapidamente no Congresso, sem prejuízo de outras discussões que podem seguir em paralelo.
O projeto enviado ao Congresso na semana passada prevê que a redução do PIS/Cofins dos combustíveis. O modelo proposto prevê destinar a receita extra decorrente da alta do petróleo para esse desconto nos tributos.
A medida valeria apenas enquanto perdurarem a guerra no Oriente Médio e o seu impacto sobre a cotação internacional do petróleo, que encarece a produção de combustíveis.
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