IBC-Br avança 0,5% em abril e reforça resiliência da economia
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Indicador do Banco Central sugere continuidade do crescimento, mas ritmo mais moderado mantém atenção sobre atividade e juros

A economia brasileira manteve trajetória positiva no início do segundo trimestre. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado nesta quarta-feira (17), avançou 0,5% em abril na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais.

O resultado foi sustentado principalmente pelo desempenho da indústria e dos serviços, que registraram altas de 0,4% e 0,3%, respectivamente. A agropecuária ficou estável no período. Quando excluído o setor agropecuário, o indicador apresentou crescimento de 0,4% no mês.

O dado reforça a percepção de que a atividade econômica segue mostrando capacidade de resistência mesmo em um ambiente marcado por juros elevados, crédito mais seletivo e inflação ainda acima da meta perseguida pelo Banco Central.

Na análise trimestral, o cenário também permanece positivo. No trimestre encerrado em abril, o IBC-Br acumulou alta de 1,2% em relação aos três meses anteriores. Em 12 meses, o avanço foi de 1,6%, mostrando que a economia continua crescendo, embora em um ritmo menos intenso do que o observado em períodos anteriores.

O resultado vem na esteira de indicadores recentes que apontam uma atividade mais resiliente do que o esperado pelo mercado. Dados do setor de serviços e do mercado de trabalho têm mostrado capacidade de sustentação da demanda, mesmo diante do elevado custo do crédito.

Por outro lado, a expansão moderada reforça a avaliação de que a economia caminha para um processo gradual de desaceleração, movimento considerado necessário pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias. O comportamento da atividade segue sendo um dos principais elementos observados pela autoridade monetária na definição dos próximos passos da política de juros.

Para o mercado financeiro, a leitura é de equilíbrio. O crescimento registrado em abril afasta preocupações com uma desaceleração mais brusca da economia, mas também não aponta para um cenário de superaquecimento que exija medidas mais agressivas por parte do Banco Central.

A expectativa agora se volta para os próximos indicadores de atividade e inflação, que ajudarão a definir se a economia conseguirá manter o atual ritmo de expansão ao longo do segundo semestre ou se os efeitos dos juros elevados começarão a aparecer de forma mais intensa nos próximos meses.

Embora o IBC-Br não seja uma prévia exata do PIB, o indicador é amplamente utilizado por economistas para acompanhar a temperatura da economia em tempo real. O resultado de abril sugere que o crescimento continua presente, mas em um ambiente de maior cautela e menor velocidade do que nos ciclos recentes de expansão.

 


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