Setor de combustível defende ações para evitar desabastecimento
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Entidades divulgam nota oficial explicando impacto do preço do petróleo em toda a cadeia produtiva; na prática, defendem aumento de preços

Entidades do setor de combustíveis divulgaram nesta sexta-feira (20) nota conjunta sobre a situação dos combustíveis no Brasil e reivindicando “adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional”. Na prática, o setor defende o reajuste do preço dos combustíveis.

O documento é assinado pela Abicom (importadoras), BrasilCom (distribuidoras), Fecombustíveis (varejo), Regina Brasil (refinadores), Sincopetro (varejo) e Sindicom (distribuidoras). O texto da nota tem informações sobre a formação de preço dos combustíveis. As entidades lembram que o recente pacote do governo federal com redução a zero de alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a subvenção econômica concedida de R$ 0,32 por litro a produtores, distribuidores e importadores ainda não está vigente.

As entidades esclarecem que o combustível vendido nos postos é o diesel B, composto atualmente por 85% de diesel A e 15% de biodiesel. E destacam que as medidas anunciadas sobre o diesel A (puro) não se transferem, de forma automática e integralmente, ao produto que chega ao consumidor. O documento lembra que o efeito líquido depende, entre outros fatores, da proporção da mistura obrigatória, do custo do biodiesel, do ICMS, do frete, dos custos operacionais e da origem de aquisição do produto.

As instituições registram o aumento do preço do diesel A em R$ 0,38 por litro a partir de 14 de março. No diesel B, o efeito é estimado pelo setor em R$ 0,32 por litro para os consumidores. No mercado, segundo a entidade, os leilões realizados pela Petrobras têm negociado o produto puro com valores entre R$ 1,80 e R$ 2,00 por litro, acima do preço de referência das refinarias da própria empresa.

O documento registra ainda que parte relevante do abastecimento nacional vem de refinarias privadas e importadores que não atuam na extração de petróleo e praticam valores com referência no mercado internacional. E por isso, oscilações do valor do petróleo impactam em toda a cadeia.


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