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13 de Outubro de 2015 – 10h04 horas / Automotive Business

Brasil e Colômbia fecharam acordo bilateral para comércio de veículos leves livre de taxação a partir do ano que vem, com validade de oito anos. A tarifa de importação entre os dois países será zerada para uma cota de 12 mil unidades em 2016, que subirá para 25 mil no segundo ano e para 50 mil a partir do terceiro ano em diante. Vendas acima da cota serão tarifadas normalmente e parcelas não utilizadas em um ano poderão ser somadas aos anos seguintes. O acordo foi assinado na sexta-feira, 9, durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Bogotá.

O acordo também prevê a exigência de conteúdo local. Para ter direito à tarifa zero do imposto de importação, dos 12 mil veículos isentos no primeiro ano, 9 mil terão de ser fabricados com mínimo de 50% de insumos locais e 3 mil com 35%. Para a Colômbia a exigência é inversa: 9 mil carros devem ter 35% de nacionalização e 3 mil 50%.

Essa proporção se mantém no segundo ano e, a partir do terceiro ano, 45 mil carros vindos do Brasil precisam ter 50% de peças nacionais e 5 mil com 35%, valendo o contrário para as exportações da Colômbia para o mercado brasileiro.

Por enquanto, as cotas são válidas somente para automóveis e comerciais leves, até o máximo de 3,5 toneladas de peso bruto total, mas os dois países se comprometeram a estudar a inclusão de caminhões e ônibus no futuro.

Até o momento os carros brasileiros pagavam alíquota de 16% para entrar no mercado colombiano. O acordo para zerar a tributação alfandegária vinha sendo negociado entre os governos brasileiro e colombiano desde o início deste ano e faz parte do esforço encabeçado pela Anfavea, a associação de fabricantes do Brasil, para aumentar as exportações de veículos brasileiros.

A Colômbia é o terceiro maior mercado automotivo da América do Sul, atrás de Brasil e Argentina. O mercado colombiano gira em torno de 300 mil a 350 mil veículos por ano. Mais da metade desse volume é importada de diversos países e a outra metade é fabricada localmente por quatro montadoras instaladas no país (General Motors, Renault, Mazda e Hino), com capacidade de produção em torno de 120 mil unidades/ano. Os colombianos já mantêm acordos comerciais com Estados Unidos, México, Coreia e União Europeia, além de integrar também a Aliança do Pacífico, que tem Japão e EUA como principais patrocinadores.


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