Entidades do setor alertam para alta nos preços da gasolina e do diesel no Brasil
Compartilhe

Com avanço do petróleo no mercado internacional, distribuidoras já começam a repassar aumentos, diz Fecombsutiveis. Abicom lembra que defasagem nos preços da Petrobras atinge níveis recordes, chegando a 64% no caso do diesel

A alta no preço do petróleo no mercado internacional, com a guerra no Irã, que chegou a US$ 87 o barril nesta sexta-feira, acendeu o alerta sobre um possível aumento no preço da gasolina e do diesel vendidos no Brasil, alertam instituições que atuam no setor. Hoje, as importações respondem por entre 10% e 30% do consumo de derivados no país como gasolina e diesel, respectivamente.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que reúne os importadores, e a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que engloba a rede de postos, já alertam para a alta de preços. Em nota, a Fecombustíveis disse que “as distribuidoras vêm elevando os preços de fornecimento aos postos de combustíveis, possivelmente em razão do aumento dos custos de aquisição nas etapas de refino (especialmente junto às refinarias privadas) e de importação”.

Por ora, a Petrobras, principal fornecedora do país, ainda não elevou os preços dos combustíveis. De acordo com fontes, a estatal ainda analisa a duração do conflito e como os preços do petróleo vão se comportar. Segundo dados da Abicom, a Petrobras está vendendo no Brasil o diesel 64% mais barato em relação ao exterior e, no caso da gasolina, o preço é 27% menor em relação ao mercado internacional, maior patamar da série histórica.

A Abicom informou que as defasagens nos preços dos combustíveis praticados pela Petrobras atingiram valores recordes. “Considerando que as refinarias nacionais não têm capacidade de produzir os volumes demandados dos principais combustíveis derivados do petróleo, entre eles o óleo diesel, que é amplamente utilizado no transporte de passageiros e cargas, e a gasolina, que tem forte presença na mobilidade urbana, há necessidade de importação de aproximadamente 30% da demanda de óleo diesel e 10% da demanda de gasolina”, disse a entidade em nota.

A Abicom lembrou que as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul (via Paranaguá) estão mais dependentes do suprimento de produtos oriundos de refinarias privadas e de combustíveis importados. A entidade afirma que os consumidores estão expostos a diferentes níveis de preços do diesel e da gasolina, podendo as diferenças superar R$ 1,00 por litro de diesel e R$ 0,40 por litro na gasolina.

A Fecombustíveis destacou que o parque de refino no Brasil é composto por refinarias privadas, como a Refinaria de Mataripe, controlada pela Acelen (BA), a Refinaria Clara Camarão (RN) e a Refinaria da Amazônia (AM). Segundo a federação, essas empresas “geralmente seguem os preços do mercado internacional, diferentemente dos preços praticados pela Petrobras”. A entidade destacou ainda que há empresas que realizam importação de combustíveis para distribuição no mercado interno.


voltar

SETCESP
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.