Na comparação histórica, o desempenho brasileiro continua relevante. O volume produzido até setembro de 2025 permanece bem acima do registrado em 2023, quando a produção havia sido de apenas 71,7 mil unidades no mesmo intervalo
Após encerrar 2024 na sétima posição do ranking mundial de produção de caminhões, o Brasil aparece na sexta colocação em 2025, considerando os dados acumulados até o terceiro trimestre, segundo dados da Organização Internacional de Fabricantes de Veículos Automotores (OICA) analisados por Transporte Moderno. Os números da entidade mostram que as fabricantes instaladas no país produziram 98.632 caminhões entre janeiro e setembro, volume 4% inferior ao registrado no mesmo período de 2024 (102.611 unidades).
A melhora na colocação ocorre em um contexto internacional de forte ajuste fora do eixo asiático. No mesmo intervalo, a produção mundial de caminhões somou 2,81 milhões de unidades, crescimento de 3% na comparação anual, sustentado quase exclusivamente pela Ásia-Oceania, que avançou 13% no período. A China, líder absoluta do ranking, produziu 1,46 milhão de unidades, alta de 17%, seguida por Japão (364.394 unidades) e Índia (245.418 unidades).
Apesar do avanço no ranking, o resultado brasileiro em 2025 não representa crescimento de produção, mas sim uma resiliência relativa diante da retração mais acentuada observada em mercados concorrentes. Na América do Norte, a produção de caminhões pesados caiu 29% até setembro, com quedas de 26% nos Estados Unidos, 34% no México e 45% no Canadá. Na Europa, o volume produzido recuou 17%, pressionado pela desaceleração econômica, custos elevados de energia e incertezas regulatórias relacionadas à transição ambiental.
Mesmo com o ajuste em 2025, o Brasil segue como principal polo de produção de caminhões da América do Sul, respondendo por 100% do volume regional oficialmente reportado pela OICA no período. Países como Argentina e Colômbia não divulgaram dados ou mantiveram as informações sob sigilo. No continente americano, o Brasil aparece atrás apenas de Estados Unidos e México quando considerados os dados parciais de 2025.
Desempenho relevante
Na comparação histórica, o desempenho brasileiro continua relevante. O volume produzido até setembro de 2025 permanece bem acima do registrado em 2023, quando a produção havia sido de apenas 71,7 mil unidades no mesmo intervalo, refletindo a recuperação ocorrida ao longo de 2024. No ano passado, com 141.252 unidades produzidas, o Brasil fechou o ano como o sétimo maior produtor mundial de caminhões.
No entanto, o ranking de 2025 ainda é parcial. O fechamento oficial do ano deverá ser consolidado entre fevereiro e março, quando os dados do quarto trimestre forem incorporados. Até lá, a posição relativa do Brasil pode sofrer alterações, a depender do desempenho de outros grandes produtores no encerramento do ano.
Ranking mundial de produção de caminhões
1º China – 1.461.727 unidades
2º Japão – 364.394 unidades
3º Índia – 245.418 unidades
4º Estados Unidos – 194.486 unidades
5º México – 103.631 unidades
6º Brasil – 98.632 unidades
7º Itália – 64.941 unidades
8º Rússia – 44.080 unidades
9º Espanha – 29.622 unidades
10º Turquia – 24.774 unidades
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