Pesquisa mostra alta confiança na tecnologia para tornar processos seletivos mais justos em um cenário de maior concorrência, mobilidade profissional e busca por diversidade
Com a necessidade de processos seletivos mais diversos, a inteligência artificial vem ganhando espaço como ferramenta de apoio às decisões de contratação. No Brasil, seis em cada dez profissionais acreditam que a tecnologia pode ajudar a reduzir vieses humanos, ao padronizar entrevistas e tornar as avaliações mais objetivas, segundo pesquisa divulgada com exclusividade pelo LinkedIn.
O levantamento mostra que o Brasil está entre os países com maior adoção e familiaridade com ferramentas de IA aplicadas à carreira. Cerca de 39% dos entrevistados já usaram ou pretendem usar a tecnologia para personalizar currículos, 35% para identificar habilidades compatíveis com vagas e 32% para encontrar oportunidades de emprego.
Além disso, 63% afirmam que o uso dessas soluções aumenta a confiança durante entrevistas, indicando que a IA vem sendo percebida não apenas como um apoio operacional, mas também como um recurso estratégico para melhorar o desempenho dos candidatos.
Esse movimento ocorre em um contexto de intensa mobilidade profissional. Segundo a pesquisa, 54% dos brasileiros pretendem buscar um novo emprego em 2026, percentual semelhante à média global. Quuase metade declarou ter mudado o foco de empregos fixos para trabalhos por projeto, consultoria ou contratos temporários.
Embora 37% se sintam preparados para essa transição — o maior índice entre os países analisados —, 63% avaliam que a busca por trabalho ficou mais difícil no último ano, em razão do aumento da concorrência e da maior exigência dos processos seletivos.
“Estamos vivendo um momento em que a procura por emprego não é apenas uma reação às incertezas do mercado, mas parte de uma transformação mais ampla na forma como as pessoas pensam suas carreiras. Os profissionais estão mais dispostos a experimentar novos formatos, atualizar suas habilidades e a usar a tecnologia a seu favor”, afirma Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para América Latina e África.
Apesar do avanço tecnológico, a experiência do candidato ainda apresenta fragilidades. O Brasil lidera globalmente a percepção de que os processos são longos demais (77%) e impessoais (60%), além de quase 70% dos profissionais demonstrarem preocupação com vagas falsas e golpes.
Nesse cenário, expectativa é que a tecnologia possa trazer mais transparência, padronização e imparcialidade às seleções, reduzindo distorções e ampliando a confiança tanto de candidatos quanto de recrutadores.
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