Participação na Redecarga reforça articulação com polícias estaduais diante de prejuízos bilionários causados pelo roubo de cargas
A CNT participou do II Encontro Técnico da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga (Redecarga), realizado nos dias 25 e 26 de março, em São Luís (MA). O evento reuniu representantes da Polícia Civil dos 26 estados e do Distrito Federal com o objetivo de fortalecer a atuação integrada no enfrentamento a um dos crimes que mais impactam a logística e a economia brasileira.
Na ocasião, o gerente executivo de Governança e Gestão Estratégica do Sistema Transporte, João Guilherme Abrahão, ministrou palestra com o tema “Enfrentamento do furto e roubo de carga – integração público-privada”. Ele destacou a importância da cooperação institucional, do compartilhamento de dados e do uso de inteligência para antecipar riscos e desarticular organizações criminosas.
A Redecarga é uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública para promover uma articulação entre unidades especializadas das forças de segurança no combate ao roubo e ao furto de cargas. A participação do Sistema Transporte reforça o papel do setor produtivo na construção de soluções conjuntas com o poder público.
Em 2025, foram registrados 8.570 roubos de cargas no país, conforme levantamento da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística). Os episódios resultaram em um prejuízo de aproximadamente R$ 900 milhões. A cifra pode ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os custos indiretos, como seguros, rastreamento e impactos operacionais.
Dados do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública) indicam, ainda, que o país mantém uma média elevada de ocorrências. Os registros chegam a cerca de 27 casos por dia em determinados períodos analisados.
Lei Antifacção
A CNT tem mantido uma intensa atividade institucional na defesa de ações que fortaleçam a segurança nas estradas e combatam o roubo de cargas. Entre os avanços recentes, destaca-se a sanção do chamado PL Antifacção, rebatizado como Lei Raul Jungmann, em homenagem ao ex-ministro da Defesa, falecido em janeiro.
Uma das medidas presentes na nova lei é a suspensão, por até 180 dias, do CNPJ de empresas que facilitem ou ocultem a receptação de cargas roubadas. Em caso de reincidência, o estabelecimento poderá ser declarado inidôneo, com a inscrição considerada inapta, além de haver a interdição do administrador responsável por até cinco anos.
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