Petróleo inicia em alta a 5ª semana da guerra no Oriente Médio
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A cotação do barril de petróleo tem alta nesta segunda-feira, abrindo a quinta semana desde os primeiros ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que revidou as ações, ampliando o conflito para áreas da indústria petrolífera.

O que aconteceu
Petróleo é negociado em alta nesta segunda-feira. O contrato futuro do barril do tipo Brent, referência da commodity no mundo, subia 1,8% por volta das 14h, cotado a US$ 107,32. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,3%, a US$ 102,92.

Barril acumula alta de quase 50% desde início da guerra. O contrato do petróleo do tipo Brent subiu de US$ 73 o barril, antes da guerra, para US$ 105, na sexta-feira (27). Na máxima, a cotação de US$ 119 foi a maior desde maio de 2022. Com a escalada do conflito, ataques atingiram áreas de produção e rotas de petroleiros por onde circulam 20% do fornecimento diário global de petróleo, impactando o fornecimento mundial e, por tabela, alimentando a alta do ativo. 

Irã ameaça usar minas navais que podem travar o comércio e bloquear rotas. O temor é o de que a ação iraniana no Golfo Pérsico e no Estreito de Hormuz amplie o potencial de bloqueio de uma das rotas mais estratégicas do comércio mundial de petróleo e mercadorias. 

Bolsas asiáticas fecharam em baixa.

Agentes econômicos reagem à incerteza sobre a guerra no Oriente Médio, que completou um mês sem sinal de trégua e continua impulsionando os preços do petróleo, o que ameaça as perspectivas para a inflação global. O índice sul-coreano Kospi caiu 2,97% em Seul, o japonês Nikkei recuou 2,79% em Tóquio, o Taiex registrou queda de 1,80% e o Hang Seng cedeu 0,81% em Hong Kong. 

Mercados acionários europeus fecham em alta após abertura fraca. Bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, recuperando parte das fortes perdas da semana passada. Investidores acompanharam os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, bem como dados macroeconômicos europeus. Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,61%, em Frankfurt, o DAX subiu 0,88%, em Paris, o CAC 40 ganhou 0,92%, em Milão, o FTSE MIB avançou 1,02%, em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,84%, enquanto em Lisboa, o PSI 20 ganhou 2,11%.

Wall Street tem pregão sem viés firme. Após quedas acentuadas na sessão anterior, investidores reagem a comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as negociações com o Irã, mas monitoram ampliação do conflito no Oriente Médio. Por volta das 14h, o S&P 500 avançava 0,1%, o Dow Jones Industrial Average subia 0,51%, enquanto o Nasdaq Composite cedia 0,21%.


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