A terceira maior economia do mundo revelou o seu calcanhar de Aquiles para o mundo
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Interrupção no fluxo de petróleo expõe fragilidade energética e pressiona mercados e inflação

A crise envolvendo o Irã trouxe um efeito imediato sobre a economia japonesa e evidenciou uma fragilidade conhecida: a dependência do petróleo do Oriente Médio.

Grande parte do abastecimento do país passa pelo Estreito de Ormuz. Com a interrupção da rota, o impacto foi direto no mercado e na atividade econômica. Cerca de 95% do petróleo consumido pelo Japão depende dessa passagem, tornando o bloqueio um choque de grandes proporções.

Nos primeiros dias de tensão, o índice Nikkei registrou queda expressiva. Ao mesmo tempo, a confiança empresarial recuou e os indicadores apontam desaceleração.

A previsão é de crescimento limitado a 0,8% em 2026, com risco de retração caso o cenário persista. O aumento no custo das importações também pressiona o consumidor, com expectativa de alta nas contas de energia.

Resposta emergencial do governo
Para conter os efeitos imediatos, o governo japonês iniciou a liberação de reservas estratégicas, com previsão de até 90 milhões de barris no mercado interno.

Também foram retomados subsídios para limitar o preço dos combustíveis, após a gasolina atingir níveis elevados. No setor elétrico, houve aumento no uso de usinas a carvão, incluindo a autorização temporária de unidades mais antigas para garantir o fornecimento.

Busca por alternativas
Além das medidas de curto prazo, o Japão intensificou negociações com novos fornecedores fora do Oriente Médio. Países da América do Sul, Ásia Central e Canadá entraram no radar, assim como um plano conjunto com os Estados Unidos para ampliar a produção no Alasca.

No longo prazo, o país tenta reduzir a dependência externa. O governo projeta ampliar a participação de energias renováveis para até 50% da matriz elétrica até 2040, com investimentos em energia solar e eólica offshore.

Outra frente é a retomada da energia nuclear. Reatores estão sendo religados e novas políticas incentivam a expansão do setor. A reativação de unidades paralisadas marca uma mudança relevante na estratégia energética japonesa.


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