Espinha dorsal da economia brasileira, setor passa por agenda estruturante de modernização, eficiência e competitividade
Presente em cada elo da cadeia produtiva, o transporte rodoviário e multimodal de cargas sustenta o funcionamento da economia brasileira. É por meio das rodovias e da integração com outros modais que alimentos, medicamentos, combustíveis e insumos essenciais chegam diariamente a todas as regiões do país. Estima-se que mais de 60% da produção nacional circule pelas estradas, o que reforça o papel estratégico do setor para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Nesse contexto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atua para assegurar um ambiente regulatório equilibrado, seguro e eficiente, capaz de conciliar crescimento econômico, competitividade e interesse público. Em 2026, essa atuação ganha um novo impulso com uma agenda estruturante voltada à modernização do transporte de cargas e ao fortalecimento da governança do setor.
À frente dessa agenda está a Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), responsável por estruturar a regulação do setor, organizar o mercado e promover condições mais justas e transparentes para transportadores, caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas. Essa atuação se consolida por meio do TRC 4.0 – Modernização, Eficiência e Competitividade Nacional, uma agenda integrada que orienta a transformação regulatória, digital e operacional do transporte de cargas no país.
“O transporte de cargas é a espinha dorsal da economia brasileira. Tudo o que sustenta a vida cotidiana da população passa, em algum momento, pelas rodovias e pela integração logística. Nosso papel é garantir que esse sistema funcione com segurança, previsibilidade regulatória e eficiência econômica, alinhado à realidade operacional do setor e aos desafios do desenvolvimento nacional”, destaca o superintendente da SUROC, Amaral Filho.
Dados que fortalecem a regulação moderna
A dimensão do transporte de cargas no Brasil é evidenciada por números expressivos. O Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), principal instrumento regulatório da ANTT, reúne milhões de transportadores cadastrados, entre autônomos, empresas e cooperativas, constituindo uma das maiores bases de dados logísticos do país.
Somente em 2025, a Agência realizou mais de 962 mil atendimentos relacionados ao RNTRC. Destes, 766 mil são relacionados à movimentação de frotas entre transportadores e 383 mil pedidos atendidos via ANTT digital. Essas informações permitem à ANTT conhecer com maior precisão o perfil do setor, orientar políticas regulatórias e planejar ações de fiscalização de forma cada vez mais inteligente e direcionada.
Além disso, existem cerca de 860 mil transportadores cadastrados (50,6 mil ETCs, 187,5 mil ETCs equiparadas a TAC, 620 mil TACs e 454 CTCs). A frota tem 1,7 milhão de veículos de tração e 1 milhão de implementos rodoviários
Outro indicador relevante é o avanço do Pagamento Eletrônico de Frete (PEF). No último ano, foram registrados cerca de 20 milhões de pagamentos eletrônicos, demonstrando maior transparência nas operações, fortalecimento das relações comerciais e redução de assimetrias no mercado. Em relação ao ano anterior, houve um aumento de 7,1%.
“Os dados são a base de uma regulação moderna. Eles permitem proteger quem atua dentro da legalidade, aprimorar a fiscalização e criar políticas públicas mais eficientes, reduzindo custos, aumentando a previsibilidade e fortalecendo o ambiente de negócios”, ressalta Amaral Filho.
Regulação construída com quem opera o sistema
Um dos pilares da atuação da ANTT no transporte de cargas é o diálogo permanente com o setor produtivo. A Agência mantém iniciativas conjuntas com entidades representativas, como a Confederação Nacional do Transporte (CNT), além de associações, cooperativas e empresas, promovendo escuta ativa, debates técnicos e a construção compartilhada de soluções regulatórias.
Essa aproximação garante que normas e procedimentos estejam alinhados à realidade operacional, promovendo segurança jurídica, previsibilidade regulatória e concorrência leal, além de combater a informalidade e fortalecer o ambiente econômico.
“A regulação só é efetiva quando considera a realidade de quem está na estrada e de quem depende da logística para produzir e gerar emprego. Por isso, buscamos construir soluções técnicas, equilibradas e aplicáveis na prática”, afirma o superintendente.
Multimodalidade, integração e eficiência logística
Além do transporte rodoviário, a ANTT atua para fortalecer a integração entre os diferentes modais, ampliando a eficiência da logística nacional. A regulação do transporte multimodal favorece a conexão entre rodovias, ferrovias e demais infraestruturas, contribuindo para a redução de custos logísticos, o aumento da competitividade e um modelo mais eficiente e sustentável de escoamento da produção.
Essa integração é elemento central da agenda TRC 4.0, que busca alinhar regulação, dados, tecnologia e planejamento logístico às prioridades nacionais de infraestrutura.
Segurança, desenvolvimento e impacto social
Regular o transporte de cargas é também cuidar de pessoas. Regras claras, fiscalização orientada por dados e estímulo à formalização contribuem para operações mais seguras, redução de riscos nas estradas e garantia de que mercadorias essenciais cheguem ao destino com qualidade, confiabilidade e segurança.
“Quando estruturamos um transporte de cargas mais organizado e eficiente, estamos promovendo desenvolvimento econômico, segurança viária e benefícios diretos para toda a sociedade”, conclui Amaral Filho.
Com uma atuação técnica, dialogada e orientada por dados, a ANTT reafirma seu papel como agente estratégico do desenvolvimento nacional, impulsionando um transporte de cargas mais moderno, eficiente e competitivo — à altura da importância que o setor tem para o Brasil.
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