SETCESP participa de encontro sobre cenário econômico promovido pela Roadcard
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Empresários e executivos do transporte acompanharam palestra sobre o atual momento do mercado com economista do Bradesco

No dia 10 de março, a diretoria do SETCESP participou de um almoço promovido pela Roadcard, empresa parceira da entidade, que reuniu os empresários para um momento de relacionamento, apresentação de soluções e análise do cenário econômico atual.

Durante o encontro, foram apresentadas aos participantes algumas das soluções oferecidas pela Roadcard, empresa que atua com meios de pagamento voltados ao setor, além de serviços desenvolvidos em parceria com o banco Bradesco.

“A ideia para esse encontro surgiu a partir de uma iniciativa da Roadcard, que fez essa ponte com o Bradesco para apresentar produtos disponíveis para o setor. Essa parceria sempre é muito positiva”, afirmou o presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP, Marcelo Rodrigues.

O CEO da Roadcard, Felipe Dick, também reforçou a parceria com a entidade e explicou como funciona a atuação conjunta com o Bradesco em soluções como meio de pagamento de frete, vale-pedágio e cartões voltados às operações do transporte.

Na ocasião, o head de novos negócios do banco, Eduardo Camara, anunciou que o Bradesco está desenvolvendo uma linha de produtos financeiros especialmente voltada ao segmento de transporte rodoviário de cargas.

Rodrigues também destacou uma das ações apresentadas pela empresa: o pagamento de vale-pedágio vinculado à placa do veículo.

“Essa iniciativa resolve uma dificuldade do transportador, especialmente quando precisamos contratar terceiros. Nessas situações, muitas vezes é necessário recorrer a uma tag diferente, o que torna o processo mais complexo do que o pagamento pela placa”, considerou.

Cenário econômico

Antes do almoço, os empresários acompanharam uma palestra da economista do Bradesco, Priscila Pacheco Trigo, que apresentou uma análise econômica global e seus possíveis impactos no Brasil.

A economista destacou que conflitos geopolíticos, como o que ocorre entre Estados Unidos, Israel e Irã, tendem a afetar o ritmo da atividade econômica.

“Guerras geram cenários de incerteza e freiam os estímulos para consumo”, afirmou. Pacheco lembrou que os países estão mais endividados após a pandemia, e isso não é uma exclusividade apenas do Brasil.

Ela chamou a atenção para a mudança no cenário do petróleo. De acordo com a economista, o mercado vinha de um período de excesso de oferta, mas a situação se alterou diante das tensões no Oriente Médio.

Cerca de 20% da produção mundial de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento da commodity e que está sendo bloqueada pelo Irã.

Apesar disso, a economista apontou alguns fatores que ajudam a suavizar os impactos. “Ainda temos alguns elementos mitigadores. A China, por exemplo, continua exportando deflação para o mundo, por meio de seus produtos industriais”, explicou.

Mesmo assim, a economista não descartou que um eventual aumento no preço do petróleo gera a possibilidade de aumento dos juros para controle da inflação local.

Expectativas para o Copom

Outro tema discutido foi a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para a próxima semana.

Segundo Pacheco, o cenário que anteriormente indicava a possibilidade de cortes mais consistentes na taxa de juros pode sofrer ajustes diante da maior volatilidade internacional.

“Caso ocorra algum corte, ele pode ser menor do que o esperado anteriormente, possivelmente em torno de 0,25 ponto percentual, justamente por conta do ambiente de maior incerteza. Nos próximos dias será importante observar se haverá algum alívio nas tensões no Golfo”, avaliou.

Diesel

Ao comentar o preço do diesel, a economista observou que “não dá para saber se haverá aumento e qual seria o tamanho desse reajuste”. Ela lembrou que a Petrobras não apenas distribui combustíveis no mercado interno, mas também exporta, o que ajuda a equilibrar a dinâmica de preços.

Por fim, Priscila destacou que, apesar dos impactos externos, fatores internos costumam ter peso ainda maior sobre o desempenho da economia brasileira.

“O fato é que crises internas interferem mais no crescimento da economia do país do que acontecimentos externos. Além disso, períodos eleitorais, ajustes fiscais e a possibilidade de reformas também influenciam o ritmo da atividade econômica”, concluiu.


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