Preços do diesel nas rodovias desenham ranking de custo em janeiro
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Enquanto o diesel comum mais barato é encontrado na Fernão Dias, o S-10 mais em conta está na Régis; BR-101 segue com os valores mais elevados para ambos

Uma análise dos dados transacionais de preços de combustíveis nos principais corredores rodoviários do Brasil revela uma aceleração generalizada dos preços em janeiro, com a dinâmica de custo das duas variantes primárias de diesel estabelecendo um ranking geográfico claro para operadores de transporte de carga e logística. De acordo com o último Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), derivado de mais de 55 transações por segundo em 21 mil postos de combustível em todo o país, apenas bolsões isolados de alívio de preços interromperam uma ampla tendência de alta.

Os dados estabelecem a rodovia Fernão Dias (BR-381) como o corredor mais vantajoso em custo para o diesel comum (B) em janeiro, com preço médio de R$ 5,96, apesar de um aumento de 0,68% frente a dezembro. Por outro lado, a BR-101 manteve sua posição como a rota mais cara para todos os combustíveis, com o diesel comum atingindo média de R$ 6,23 após alta de 1,30%. Para o diesel S-10, de baixo teor de enxofre e essencial para frotas de caminhões modernas, o ranking se inverteu. A rodovia Régis Bittencourt (BR-116) ofereceu o menor preço médio, a R$ 6,03, uma leve queda de 0,33% na comparação mensal, enquanto a BR-101 novamente registrou o preço mais alto, a R$ 6,34, com alta de 0,79%.

Para os combustíveis de veículos leves, as rodovias Presidente Dutra (BR-116/SP-060) e Fernão Dias empataram com o menor preço médio da gasolina, a R$ 6,36, apesar dos respectivos aumentos de 2,42% e 1,92%. O etanol apresentou a volatilidade de preço mais significativa na BR-101, com alta de 4,96%, atingindo média de R$ 5,08 – o maior entre os corredores. O etanol mais barato foi encontrado na Régis Bittencourt, a R$ 4,60, com alta de 1,77%.

Os avanços generalizados dos preços nas rodovias em janeiro refletem um período de maior pressão de custos e demanda, particularmente nos principais corredores logísticos e de alto tráfego“, afirmou Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade. “As discrepâncias persistentes entre as rotas são influenciadas por fatores como concorrência localizada entre postos, logística de suprimento regional e perfis de consumo, o que explica por que algumas rodovias mantêm preços relativamente mais competitivos enquanto outras operam com níveis consistentemente elevados.”

O ranking do IPTL para janeiro é definido pela disparidade do diesel. Para o diesel comum, a ordem do menor ao maior preço é: Fernão Dias (R$ 5,96), Presidente Dutra (R$ 6,09), Régis Bittencourt (R$ 6,21) e BR-101 (R$ 6,23). Para o diesel S-10, a sequência é: Régis Bittencourt (R$ 6,03), Fernão Dias (R$ 6,20), Presidente Dutra (R$ 6,28) e BR-101 (R$ 6,34). O índice é alimentado por uma infraestrutura proprietária de data science que consolida os preços reais das transações da carteira de gestão de frotas da Edenred Ticket Log, que supervisiona o abastecimento de mais de 1 milhão de veículos.


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