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27 de Setembro de 2018 – 17h25 horas / O Carreteiro

Dados divulgados pelo estudo da CNT Transporte Rodoviário: acidentes rodoviários e a infraestrutura mostram que rodovias com pavimento ótimo têm 11,2 mortes a cada 100 acidentes. Em contrapartida as rodovias com pavimento péssimo, são 7,7 óbitos.

 

Uma das possibilidades é que uma melhor qualidade do pavimento permite maior velocidade de deslocamento. Contudo, fiscalização mais ampla e regular e, principalmente, melhores condições são fatores de redução.

 

O estudo observou também que a sinalização tem participação especial no número de acidentes. Nos trechos com avaliação positiva de pavimento, observa-se que a gravidade dos acidentes aumenta gradativamente quando as condições de sinalização da via pioram.

 

Nos trechos com pavimento ótimo, o menor índice de gravidade foi observado em condições de classificação ótima de sinalização (8,4 mortes a cada 100 acidentes). No caso de sinalização péssima o índice foi o maior, com 18,9 mortes a cada 100 acidentes.

 

Em relação a sinalização, os itens que contribuem para os acidentes são problemas de pintura de faixa central (desgastada o inexistente); ausência de placa de limite de velocidade que, segundo o estudo, dobra o risco de morte.

 

Apesar das rodovias com boa pavimentação serem responsáveis pelo maior número de acidentes graves as de traçado ruim matam mais. Nas rodovias em que a geometria é péssima, são 13,3 mortes por 100 acidentes. Nas ótimas, são 7,0.

 

É importante ressaltar que os boletins de ocorrência da Polícia Rodoviária Federal atribuem a falta de atenção do condutor como causa de 44,6% do total de acidentes com vítimas. Contudo, há dados que refutam ou relativizam tal posição. Destacamos alguns indicadores que mostram que as condições da infraestrutura viária são fortes indutoras à ocorrência de acidentes atribuídos a deficiências do motorista.


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