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09 de Novembro de 2018 – 16h51 horas / Agência Estado

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, quer trazer tranquilidade para o comércio exterior e conversar com os principais parceiros do agronegócio brasileiro, como China e Argentina. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo e ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), a deputada federal e presidente da Frente Parlamentar Agropecuária voltou a defender o Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país e disse que a matéria deve trazer mais transparência e tecnologia para o setor. A ruralista pretende se reunir com o atual gestor do ministério, Blairo Maggi, para dar início ao processo de transição. Segundo ela, uma das prioridades da pasta será discutir a tabela do frete. A seguir, os principais pontos da entrevista.

 

O agronegócio brasileiro sofreu uma série de contratempos nos últimos anos, como a operação Carne Fraca, que arranhou a imagem do setor no exterior. Como a senhora pretende lidar com isso na sua gestão?

Precisamos trabalhar isso talvez modernizando essa área (sanidade) no ministério, fazendo outras missões no Brasil e mostrando que o país tem uma sanidade de boa qualidade, que podemos responder pelos protocolos que assinamos.

 

Um dos grandes gargalos no agronegócio é a questão logística. Como avançar na questão, para reduzir o custo Brasil?

Quando começamos um governo como o do presidente Jair Bolsonaro, que é liberal e quer receber investidores de fora e garantir a segurança jurídica, tenho certeza de que os investimentos chegarão. A agricultura brasileira tão pujante como é hoje precisa de um plano de logística o mais rápido possível. Ferrovias, hidrovias e rodovias precisam participar do plano de transportes do governo federal.

 

E a questão do tabelamento do frete, que está no Supremo Tribunal Federal? Tem sido um ônus que as empresas do agronegócio não querem carregar. E, ao mesmo tempo, como não descontentar os caminhoneiros?

Precisamos tratar esse assunto desde já, não dá para deixar para 1.º de janeiro. Está na pauta de prioridades para ser debatida na Frente Parlamentar Agropecuária e com o novo governo. Precisamos achar uma solução e fazer reuniões com caminhoneiros e empresas.


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