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03 de Janeiro de 2017 – 04h06 horas / Guia Marítimo

Criado para aumentar a segurança na cadeia logística, o OEA (Operador Econômico Autorizado), programa da Receita Federal, o programa foi criado para capacitar as empresas que atuam no comércio exterior a trabalhar com controle, segurança e conformidade no combate ao terrorismo, crime organizado e fraudes. O programa que surgiu em 2015, inspirado nas normas criadas pela Organização Mundial de Aduanas, depois dos atentados de 11 de setembro, foi batizado pelas aduanas de AEO (Authorized Economic Operator). Implementado em 69 países, como Suécia, Suíça, Turquia, Taiwan, Japão e Alemanha, já existem: 47 mil empresas OEA no mundo, 14 acordos de reconhecimento mútuo (13 em negociação) e 22 programas em escala plena, como o último assinado no Brasil.


Lars Karlsson, Presidente/CEO da KGH e criador do primeiro programa econômico AEO, brincou que antes mesmo do programa nascer, já falava sobre ele. “Tenho visto todos os programas de OEA, já trabalhamos em 40 países mundo a fora e hoje trabalhamos para estruturar empresas não só para se tornar OEA, mas também em como usá-lo”.


Destacando os importantes pilares do acordo OEA: parceria entre aduanas, setor privado e agências, ele disse que o desenvolvimento do programa OEA está sendo realizado no mundo todo, ressaltando que “eles se tronaram holísticos e todos os operadores são comerciantes confiados”, ele lembrou ainda que esse instrumento não existia antes do OEA.


O executivo comentou ainda sobre as novas áreas que tem tomado conta da comunidade comercial internacional: como o e-commerce. “O que eu estou dizendo é que há uma tendência de que isso realmente fará parte dos procedimentos que vocês terão no futuro. E há países, como Argentina que tem se desenvolvido para poder chegar ao patamar do Brasil, que está bem mais adiantado no que se refere a desenvolvimento do OEA”.


Segundo ele, com os acordos de facilitação de comercio esse cenário deve aumentar ainda mais. “É aqui que vemos a coisa crescer e no final das contas o que vale são os benefícios: para o governo o processo se torna melhor e mais seguro, a receita não é nem alta, nem baixa e os comerciantes tem mais lucro do que aqueles que não participam”. E afirma: “Há dinheiro a ser ganho, sem dúvida”.


Falando em números, ele apontou ainda que já existem empresas que economizaram de 12 a 17 dias se tornando uma OEA, e falou que os empresários que trabalham na logística sabem “que isso significa custo, e custo é dinheiro”. O executivo comentou sobre as tempestades vividas pelo país em 2016, salientando que esse foi um misto de “imprevisibilidade e tempestades”. Mas alertou que o fator não é só um “luxo” vivenciado pelo Brasil. “Outros países mundo a fora tem visto as mesmas questões e nós precisamos mudar a forma como estamos. A globalização pode não estar indo como esperávamos, mas ela está aqui para ficar e tem potencial para mais integração, mais comércio. E o que desenvolve o comércio é a sociedade, e o potencial do Brasil como outros países é grande”, disse.


Segundo ele, “crises são boas, pois nelas nascem as oportunidades”, Karlsson alertou a plateia a necessidade de não se acomodar e ressaltou que “a crise da globalização desafia as instituições mundo a fora”, além de lembrar da necessidade de se ter cooperação internacional e global. “Já vimos crises semelhantes e acredito que antes de melhorar ainda vai piorar”, finalizou.


Treinamento


Esse mês um treinamento realizado pela Asia Shipping, com a participação de 11 facilitadores, que passaram a ser os representantes em suas respectivas filiais. Além destes facilitadores homologados a companhia realizará treinamentos a todos os colaboradores. Para isso, ela adquiriu uma plataforma de ensino a distância-EAD, que proporcionará a todos a condição de realizarem cursos dos mais diversos temas relacionados a processos e procedimentos internos, sobre comércio exterior, inclusive sobre o Programa OEA.


“Em 30 dias, o time global da empresa deve estar treinado e, com a plataforma de ensino à distância, vamos poder treinar periodicamente os colaboradores a respeito de procedimentos de segurança, conformidade (compliance) e processos internos”, disse Alexandro Ferreira, um dos coordenadores do projeto. Na visão de Silvana Antunes, que também trabalha na coordenação do projeto, demonstrar rígidos controles é fundamental para o posicionamento da empresa no mercado.


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