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16 de Março de 2018 – 15h19 horas / O Carreteiro

Se há uma coisa que os caminhoneiros mais experientes sabem fazer bem são os nós de amarração para a carga. Se pararmos para olhar com calma, numa única amarração de carga encontramos diversos tipos de nós, cada um com uma finalidade específica. Nós de ancoragem, de tração e de emenda são exemplos desta verdadeira arte que vai passando de uma geração para outra de motoristas.

 

Ocorre que, mesmo quando a amarração da carga é muito bem-feita com corda, a ausência de ferramentas mais específicas para a execução desasa tarefa faz com que, muitas vezes, a tensão sobre a carga não seja suficiente para impedir sua movimentação. Conforme o peso e a distribuição dessa carga sobre a carroceria pode provocar acidentes que vão desde o derramamento de carga sobre a pista até o tombamento do veículo.

 

Para que se evite este risco de acidente o CONTRAN aprovou a resolução 552/15, que trata justamente da proibição do uso de cordas para a amarração das cargas. Com isto apenas dispositivos como cintas têxteis, correntes ou cabos de aço podem ser usados para a amarração e ancoragem das cargas nos caminhões e demais veículos de carga, assim como também nos veículos de tipo misto ou especiais, empregados no transporte de cargas.

 

A resolução determinou ainda a necessidade do uso de ferramentas como catracas ou outros instrumentos para tensionar a amarração, justamente para que seja possível dar um aperto bem maior ao que seria possível apenas com as cordas e as próprias mãos. A resolução proibiu também que a amarração seja feita nas partes de madeira da carroceria, exceto para baú fechado que tenha madeira fixada em sua estrutura lateral.

 

As cordas ainda podem ser usadas para fixar a lona sobre a carga, mantendo, ao menos na parte externa, o aspecto belo de uma boa e tradicional amarração com cordas. Esta, como toda mudança, pode gerar alguns inconvenientes no início, mas como tudo nesse mundo, os tempos vão mudando e cabe tanto à fiscalização quanto aos transportadores adaptarem-se às novas tecnologias, aumentando a segurança e, como se espera, reduzindo e tornando menos comuns os derramamentos de carga e tombamentos por cargas que se movem.


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