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	<title>Arquivos setcesp entrevista &#8211; SETCESP</title>
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	<description>Sindicato das empresas de transporte de SP</description>
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	<title>Arquivos setcesp entrevista &#8211; SETCESP</title>
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		<title>Luiz Rustiguel: “O CIOT foi a ferramenta errada para tratar um problema certo”</title>
		<link>https://setcesp.org.br/entrevista/luiz-rustiguel-o-ciot-foi-a-ferramenta-errada-para-tratar-um-problema-certo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Maciel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:50:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 86]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista SETCESP]]></category>
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		<category><![CDATA[Luiz Rustiguel]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor de Cargas Completas do SETCESP e da Transcordeiro compartilha como a empresa enfrentou as mudanças decorrentes da obrigatoriedade do CIOT em todas as operações de transporte.</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/entrevista/luiz-rustiguel-o-ciot-foi-a-ferramenta-errada-para-tratar-um-problema-certo/">Luiz Rustiguel: “O CIOT foi a ferramenta errada para tratar um problema certo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>O diretor de Cargas Completas do SETCESP e da Transcordeiro compartilha como a empresa enfrentou as mudanças decorrentes da obrigatoriedade do CIOT em todas as operações de transporte</em></p>
<p><strong>Como foi o início da sua jornada no transporte rodoviário de cargas?</strong></p>
<p>Iniciei há 15 anos, na empresa da minha família, a Transcordeiro, que está prestes a completar 40 anos. Nossas operações são de transporte pesado interestadual e atuamos em um nicho específico com o transporte de alimentos refrigerados com temperatura controlada. Mas antes do rodoviário, trabalhei com transporte aéreo e em instituições financeiras.</p>
<p><strong>A transportadora atua com frota própria ou agregados? </strong></p>
<p>Até 2022, só atuávamos com frota própria, mas, por uma alteração estratégica envolvendo questões tributárias da empresa, passamos a utilizar agregados. Hoje temos esse híbrido: 80% de frota própria e 20% de agregados.</p>
<p><strong>A empresa emitia o CIOT antes dessa recente obrigatoriedade? Como foi o processo de desenvolvimento de sistemas para a emissão do Código? </strong></p>
<p>Sim, já emitíamos para controle de pagamento do piso mínimo ao agregado. A questão do CIOT para todas as nossas operações foi uma surpresa.</p>
<p>Por um lado, a nova regra trouxe maior proteção ao setor. Por outro, o processo de adaptação não foi fácil. Tivemos um tempo muito curto para os fornecedores de softwares desenvolverem a solução para a integração dos nossos sistemas. Não tivemos muito tempo para testes e para fazer essa validação no ambiente de homologação. A virada de chave da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) também foi na última semana do mês e aí juntou volume alto de expedição com sistemas instáveis. Tudo isso causou um estresse, mas conseguimos manter as operações e liberar os caminhões com a documentação nova.</p>
<p><strong>Na sua opinião, a obrigatoriedade do CIOT contribui para combater a concorrência desleal ou representa apenas mais um processo burocrático para transportadores?</strong></p>
<p>Acredito que o CIOT está sendo utilizado para tratar uma coisa que originalmente não era a finalidade dele. Ele era especificamente para a contratação de terceiros e agora, quando veio para a frota, burocratizou uma parte da operação que era um pouco mais simples. Ao mesmo tempo, ele garante uma proteção contra embarcadores que queiram pagar abaixo do mínimo.</p>
<blockquote>
<p>Na prática o CIOT foi a ferramenta errada para tratar um problema certo.</p>
</blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>O que poderia ser simplificado no processo regulatório do transporte rodoviário?</strong></p>
<p>Hoje, você tem o CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), o Vale-pedágio, o CIOT e a emissão de Manifesto, ou seja, estamos falando de no mínimo quatro documentos para o veículo poder rodar. Cada um controla o pedaço da operação e é muito burocrático. Acredito muito no projeto que está um pouco engavetado, que é o DT-e (Documento de Transporte Eletrônico), ele teria essa capacidade de aglutinar toda essa documentação em um único arquivo, mantendo o controle que o governo necessita sobre as operações.</p>
<p><strong>Qual é a sua avaliação sobre a política de Piso Mínimo de Frete atualmente em vigor?</strong></p>
<p>Minha formação é liberal, que tem por premissa que o mercado deveria se regular. Mas algumas regras econômicas, infelizmente, não se aplicam ao Brasil. Nesse sentido, entendo que o Piso Mínimo é relevante, porque autônomos e agregados sofreram por muito tempo com fretes baixos, não conseguindo pagar os seus veículos, abandonando o transporte. Acho que a política do Piso Mínimo está aí para colocar todo mundo no mesmo patamar.</p>
<p>Com relação à tabela do piso mínimo, ela é válida, mas não contempla 100% das operações e, da forma como está, não agradará a todos. Alguns coeficientes contemplando veículos menores poderiam ser aplicados.</p>
<p><strong>Existem clientes que pressionam por valores abaixo do piso? Como essas negociações comerciais são tratadas? </strong></p>
<p>Nós nunca fomos pressionados por nenhum cliente para aceitar o frete abaixo do mínimo.</p>
<blockquote>
<p>A principal dificuldade é demonstrar que o Piso Mínimo representa apenas o custo operacional do transporte.</p>
</blockquote>
<p>Se consultar o texto da Lei, é isso que ela indica. Fora isso, você tem que acrescer o custo administrativo, financeiro e a margem de lucro. Mas os clientes às vezes não entendem esse ponto. Se uma empresa que trabalha com agregado recebe o Piso Mínimo sem estar acrescido ali os impostos e os custos administrativos, só fazendo o repasse do valor, certamente ela quebrará.</p>
<p><strong>A Câmara já aprovou o fim da jornada 6&#215;1, uma pauta de grande apoio popular. Na sua visão, quais seriam os principais impactos dessa mudança para as empresas de transporte e o mercado de trabalho em geral?</strong></p>
<p>As empresas de transporte teriam que se adaptar rapidamente. Não será fácil perder 10% do seu tempo produtivo de um mês para o outro. O transporte depende muito de operações de fim de semana, isso com certeza se refletirá nos prazos e precisaremos contratar mais profissionais. Só que hoje a gente já tem um déficit de motoristas no Brasil e como você vai repor se já há uma falta destes profissionais? Esse desafio não é só do setor, o Brasil atualmente está com o desemprego em baixa e as empresas no geral já estão com dificuldade de contratar.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Uma das principais responsabilidades do sindicato é conduzir as negociações salariais. Quais fatores mais contribuem para a construção do consenso durante uma Convenção Coletiva de Trabalho?</strong></p>
<p>O consenso combina muito com o bom senso. Essa é a principal base das negociações. Não é preciso só negociar salário, outros benefícios podem ser avaliados, como PLR, vale-alimentação, premiação. O principal é que sejam seguidos os índices de inflação, porque as margens do transporte são apertadas e é um negócio que envolve muito risco.</p>
<p><strong>Quais são os desafios em ser um empresário no Brasil?</strong></p>
<p>Pode até ser meio clichê, mas realmente ‘o Brasil não é para amadores’. O ambiente aqui é um pouco inóspito para o empresário. Muitas vezes, o empresário é visto de forma negativa por buscar resultados financeiros por meio da atividade produtiva. Mas acho que a parte mais complicada é a insegurança jurídica. Aqui, por mais que você esteja fazendo tudo corretamente, ainda assim, existe um risco muito grande associado.</p>
<p><strong>Como o SETCESP pode agregar valor às empresas associadas?</strong></p>
<p>O sindicato tem vários serviços, por exemplo, oferece uma consultoria jurídica que nós da Transcordeiro utilizamos demais. Tem o Clube de Compras, que facilita que empresas menores façam suas compras com descontos. Tem também um posto da ANTT para atualização de RNTRC.</p>
<p>Vou destacar as diretorias de especialidades, nas quais as transportadoras conseguem se encaixar em alguma modalidade e participar, aprendendo muito. Falo disso com conhecimento de causa.</p>
<p>Por último, não posso esquecer de mencionar a área de Cursos, que é muito importante para o desenvolvimento do funcionário ou até do transportador. A entidade tem uma gama de serviços bem forte e muito interessantes. Quem não está envolvido ou, não é associado, está perdendo bastante.</p>
<p><strong>Diante das mudanças que o setor passa, qual mensagem poderia deixar para os nossos leitores? </strong></p>
<p>Meu conselho é ter um pouquinho de calma. A questão do CIOT e do Piso Mínimo deve ser encarada como um freio de arrumação. Estamos numa curva de aprendizado, de repente um pouco mais longa do que estamos acostumados.</p>
<p>Passadas essas mudanças, teremos um mercado mais forte, estruturado e controlado para quem quer realmente prestar um bom serviço, pagar seus impostos e gerar empregos.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Confira a entrevista abaixo na íntegra.</p></div>
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		<item>
		<title>Presidente do SETCESP destaca cenário do setor em entrevista ao SBT News</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/setcesp-concede-entrevista-ao-sbt-news/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 15:40:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Combustível]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[combustível]]></category>
		<category><![CDATA[SBT NEWS]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petróleo em alta encarece diesel e gasolina, destaca o impacto dos custos operacionais e a necessidade de medidas para manter a competitividade do setor.</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/setcesp-concede-entrevista-ao-sbt-news/">Presidente do SETCESP destaca cenário do setor em entrevista ao SBT News</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Os principais desafios e perspectivas do transporte rodoviário, trazendo reflexões sobre o cenário atual e os impactos econômicos no setor. Entre custos, mudanças e eficiência, o setor precisa se reinventar para continuar competitivo.</p>
<p>Assista e entenda por que esse tema precisa de atenção agora.</p>
<p>&nbsp;</p></div>
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		<title>Em entrevista à Record News, presidente do SETCESP destaca impacto do diesel</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/setcesp-concede-entrevista-a-record-news/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 18:04:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SETCESP na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Record News]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[transporte rodoviário de cargas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Custos elevados, impacto do diesel e mudanças regulatórias colocam o setor em alerta, exigindo soluções urgentes e mais competitividade.</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/setcesp-concede-entrevista-a-record-news/">Em entrevista à Record News, presidente do SETCESP destaca impacto do diesel</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p data-start="0" data-end="96">O transporte rodoviário está no centro da economia, mas os desafios não param de crescer.</p>
<p data-start="98" data-end="236">Custos elevados, impacto do diesel e mudanças regulatórias colocam o setor em alerta, exigindo soluções urgentes e mais competitividade.</p>
<p data-start="238" data-end="353" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Assista e entenda por que esse tema precisa de atenção agora.</p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Luis Felipe Machado: “Devemos usar a concorrência como um campo produtivo”</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/luis-felipe-machado-devemos-usar-a-concorrencia-como-um-campo-produtivo-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Maciel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 18:46:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com uma visão moderna sobre gestão e compartilhamento de processos, o atual secretário-geral do SETCESP e ex-coordenador da COMJOVEM SP fala sobre inovação e os caminhos para um transporte mais eficiente</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/luis-felipe-machado-devemos-usar-a-concorrencia-como-um-campo-produtivo-2/">Luis Felipe Machado: “Devemos usar a concorrência como um campo produtivo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><i><span style="font-weight: 400;">Com uma visão moderna sobre gestão e compartilhamento de processos, o atual secretário-geral do SETCESP e ex-coordenador da COMJOVEM SP fala sobre inovação e os caminhos para um transporte mais eficiente</span></i></p>
<p><b>Você esteve a frente da COMJOVEM São Paulo entre 2020 e 2021. Poderia falar sobre a importância do grupo para o desenvolvimento de novos líderes no setor?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim que ajudei a fundar a Formato Transportes, procurei o SETCESP para conseguir apoio e mais informações para empreender, e nessa trajetória a COMJOVEM SP abriu as portas para mim. A Comissão é uma comunidade de jovens empresários e executivos que atuam no setor, um espaço onde realmente conseguimos trocar ideias e trazer nossas demandas para alguém escutar e nos dar uma devolutiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A COMJOVEM e o SETCESP me abraçaram e eu consegui evoluir na Formato à medida que eu ia conhecendo mais o setor. Minha primeira participação no Encontro da COMJOVEM Nacional foi um marco, conheci muitos transportadores do Brasil inteiro, com culturas e tamanhos de empresas diferentes. E as visitas técnicas transformaram a minha visão, inclusive algumas decisões de investimentos que fizemos na empresa, tomamos lastreadas nessas visitas.</span></p>
<p><b>O que as entidades, como o SETCESP podem aprender com as empresas privadas em relação às práticas de gestão?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando cheguei ao SETCESP já tive uma sensação de quebra de paradigma em relação às entidades. Porque, quando se fala em sindicato, geralmente, as pessoas têm uma impressão de uma organização que está ali para se aproveitar ou dificultar a vida das empresas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas no SETCESP, com certeza, a atitude é diferente. O foco aqui é auxiliar, apoiar o empresário no seu crescimento. Na verdade, o sindicato hoje é um exemplo de como as transportadoras devem gerir suas empresas e acredito que isso se deve à captação de profissionais de mercado que fez com que, ao longo dos anos, a entidade se profissionalizasse. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma troca interessante é as empresas se inspirarem em toda essa capacidade do SETCESP de fazer as coisas com base na profissionalização, enquanto o SETCESP, por sua vez, como já faz, continuar a atender as necessidades das transportadoras para que possam evoluir em questões técnicas e experiências práticas.</span></p>
<p><b>Você representa uma nova geração de empresários do transporte. Na sua visão, como o perfil de liderança no setor evoluiu nos últimos anos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro ponto que diferencia a geração passada da atual é a postura de estar sempre aberto para receber todo mundo da mesma forma. O sindicato influencia bastante a gerência das empresas para promover essa integração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E dessa união também veio a ruptura de padrão a respeito do que se pensava sobre concorrência. A ideia não é mais olhar o concorrente como um vilão, e sim tê-lo próximo de você para haver uma troca de ideias que sejam produtivas para o setor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredito que a COMJOVEM foi e continua sendo um alicerce importante para essa mudança, foi lá que comecei a perceber que não precisamos nos fechar cada um dentro da sua transportadora. Devemos usar a concorrência como um campo produtivo e o SETCESP, como entidade representativa, nos ajuda a semear, proporcionando networking, eventos, visitas técnicas e, a partir daí, a gente consegue evoluir nas nossas empresas.</span></p>
<p><b>Que tipo de tecnologia você considera essencial para manter a competitividade de uma transportadora hoje?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As tecnologias ligadas à produtividade são importantes, mas ao longo desse tempo, adquiri uma experiência de que nem tudo é interessante para a empresa. Muitas vezes, a gente olha para as tecnologias e já sai desesperado achando que é preciso implementar, mas esquece de olhar para o processo e ponderar se nosso jeito de fazer vai efetivamente evoluir com tal tecnologia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as tecnologias já disponíveis no mercado, a que não pode faltar é a de análise de dados, tanto para a frota, quanto nas entregas ou no armazém. Todas as informações que conseguimos captar para embasar decisões são válidas, como: rastreamento de veículos, gerenciamento de risco, telemetria e os sistemas TMS que nos auxiliam na gestão.  </span></p></div>
			</div><div class="et_pb_module et_pb_image et_pb_image_2">
				
				
				
				
				<span class="et_pb_image_wrap "><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="1080" src="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Dentro_da_materia_Revista_843.png" alt="" title="Dentro_da_matéria_Revista_843" srcset="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Dentro_da_materia_Revista_843.png 1080w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Dentro_da_materia_Revista_843-980x980.png 980w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Dentro_da_materia_Revista_843-480x480.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1080px, 100vw" class="wp-image-204642029" /></span>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><b>Se pudesse apostar em uma tendência que vai transformar o setor, qual seria?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da IA, outra que chama muito a atenção são os veículos autônomos. Imagino que essa é uma grande tendência e talvez a transformação energética impulsione isso de uma forma mais ampla. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagino a automação da mão de obra que estaria no volante em algumas rotas fixas e em locais estratégicos. Aliás, tudo o que se realiza dentro de um padrão, provavelmente, será colocado de forma autônoma. Já sabemos de muitas mineradoras que operam com veículos autônomos, numa área restrita e controlada com alto nível de segurança. </span></p>
<p><b>Como você imagina o transporte de cargas daqui a 20 anos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagino que ele seja cada vez mais compartilhado. Já percebo que as empresas olham com atenção para esse movimento de compartilhamento de operações e custos, e até de compras junto a fornecedores. Creio que as empresas tendem a se voltar mais para parcerias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também noto uma evolução significativa na nossa representatividade. Desde a greve dos caminhoneiros, em 2018, a sociedade passou a ter um olhar mais crítico sobre o quanto o transporte é essencial. Porém, essa percepção costuma enfraquecer com o tempo, temos memória curta. Por isso, nosso desafio, e vejo que já estamos avançando nesse caminho, é consolidar o transporte como um dos pilares do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Precisamos tirar a impressão negativa de que o caminhão gera engarrafamento e polui, e fazer com que as pessoas olhem para ele como uma ferramenta fundamental para o abastecimento do mercado.</span></p>
<p><b>2026 é um ano eleitoral. Como o resultado das eleições influencia o setor?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem muita gente com uma expectativa muito grande para o que vai acontecer nas próximas eleições e a minha expectativa é: </span><i><span style="font-weight: 400;">passar disso</span></i><span style="font-weight: 400;">. Precisamos respirar uma estabilidade política e saber se podemos investir ou se continuaremos retraídos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivemos uma instabilidade marcada por uma polarização que afeta tanto o CNPJ quanto a pessoa física. Quantas pessoas têm deixado de realizar seus sonhos por não saber o que vai acontecer daqui para frente?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto positivo que vislumbro é que talvez, nesses próximos anos, isso diminua e a gente consiga, de maneira mais equilibrada, voltar a olhar o país em sua totalidade e não tendo dois lados distintos.</span></p>
<p><b>Como você avalia o momento atual do transporte de cargas no Brasil?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde 2016, ano de fundação da Formato, todos os anos aparece uma surpresa, um acontecimento novo. Ou a gente tem uma greve, uma pandemia, ou uma nova legislação que precisamos assimilar rapidamente. O fato é que o nosso mercado sofre muito com pressões externas e a gente acaba surfando ondas que não são nossas e precisamos estar com uma prancha bem robusta para não se afogar. A instabilidade política, econômica e jurídica atrapalha o nosso setor de evoluir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a gente tivesse um mercado mais livre e voltado realmente para a produtividade, acho que todo transportador conseguiria gerar para o país uma receita muito maior do que a gente faz hoje.</span></p>
<p><b>Que conselho você daria para novos empresários que estão entrando agora nesse mercado?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não deixar de olhar dois números muito importantes:  resultado operacional e fluxo de caixa. Talvez, sejam esses dois indicadores que várias empresas negligenciaram e por isso não estão aqui hoje para contar a história. Tem gente que foca muito em expansão e aumento de patrimônio, mas esquece que sem resultado não conseguimos crescer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o setor tivesse mais noção de fluxo de caixa, não venderíamos a ociosidade para o mercado. Então, para quem está entrando no transporte, saiba que é um mercado de oportunidades, que realmente que gera valor, mas tem que estar de olho nos indicadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assista a entrevista completa na <a href="https://youtu.be/DyJVfBBjzPM?si=gZpPt4Q5_OFuSwzP" target="_blank" rel="noopener">TV SETCESP</a>.</span></p></div>
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<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/luis-felipe-machado-devemos-usar-a-concorrencia-como-um-campo-produtivo-2/">Luis Felipe Machado: “Devemos usar a concorrência como um campo produtivo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Luis Felipe Machado: “Devemos usar a concorrência como um campo produtivo”</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/luis-felipe-machado-devemos-usar-a-concorrencia-como-um-campo-produtivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Maciel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 10:43:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 84]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista SETCESP]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://setcesp.org.br/?p=204642025</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com uma visão moderna sobre gestão e compartilhamento de processos, o atual secretário-geral do SETCESP e ex-coordenador da COMJOVEM SP fala sobre inovação e os caminhos para um transporte mais eficiente</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/luis-felipe-machado-devemos-usar-a-concorrencia-como-um-campo-produtivo/">Luis Felipe Machado: “Devemos usar a concorrência como um campo produtivo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_4 et_section_regular" >
				
				
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><i><span style="font-weight: 400;">Com uma visão moderna sobre gestão e compartilhamento de processos, o atual secretário-geral do SETCESP e ex-coordenador da COMJOVEM SP fala sobre inovação e os caminhos para um transporte mais eficiente</span></i></p>
<p><b>Você esteve a frente da COMJOVEM São Paulo entre 2020 e 2021. Poderia falar sobre a importância do grupo para o desenvolvimento de novos líderes no setor?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim que ajudei a fundar a Formato Transportes, procurei o SETCESP para conseguir apoio e mais informações para empreender, e nessa trajetória a COMJOVEM SP abriu as portas para mim. A Comissão é uma comunidade de jovens empresários e executivos que atuam no setor, um espaço onde realmente conseguimos trocar ideias e trazer nossas demandas para alguém escutar e nos dar uma devolutiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A COMJOVEM e o SETCESP me abraçaram e eu consegui evoluir na Formato à medida que eu ia conhecendo mais o setor. Minha primeira participação no Encontro da COMJOVEM Nacional foi um marco, conheci muitos transportadores do Brasil inteiro, com culturas e tamanhos de empresas diferentes. E as visitas técnicas transformaram a minha visão, inclusive algumas decisões de investimentos que fizemos na empresa, tomamos lastreadas nessas visitas.</span></p>
<p><b>O que as entidades, como o SETCESP podem aprender com as empresas privadas em relação às práticas de gestão?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando cheguei ao SETCESP já tive uma sensação de quebra de paradigma em relação às entidades. Porque, quando se fala em sindicato, geralmente, as pessoas têm uma impressão de uma organização que está ali para se aproveitar ou dificultar a vida das empresas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas no SETCESP, com certeza, a atitude é diferente. O foco aqui é auxiliar, apoiar o empresário no seu crescimento. Na verdade, o sindicato hoje é um exemplo de como as transportadoras devem gerir suas empresas e acredito que isso se deve à captação de profissionais de mercado que fez com que, ao longo dos anos, a entidade se profissionalizasse. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma troca interessante é as empresas se inspirarem em toda essa capacidade do SETCESP de fazer as coisas com base na profissionalização, enquanto o SETCESP, por sua vez, como já faz, continuar a atender as necessidades das transportadoras para que possam evoluir em questões técnicas e experiências práticas.</span></p>
<p><b>Você representa uma nova geração de empresários do transporte. Na sua visão, como o perfil de liderança no setor evoluiu nos últimos anos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro ponto que diferencia a geração passada da atual é a postura de estar sempre aberto para receber todo mundo da mesma forma. O sindicato influencia bastante a gerência das empresas para promover essa integração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E dessa união também veio a ruptura de padrão a respeito do que se pensava sobre concorrência. A ideia não é mais olhar o concorrente como um vilão, e sim tê-lo próximo de você para haver uma troca de ideias que sejam produtivas para o setor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredito que a COMJOVEM foi e continua sendo um alicerce importante para essa mudança, foi lá que comecei a perceber que não precisamos nos fechar cada um dentro da sua transportadora. Devemos usar a concorrência como um campo produtivo e o SETCESP, como entidade representativa, nos ajuda a semear, proporcionando networking, eventos, visitas técnicas e, a partir daí, a gente consegue evoluir nas nossas empresas.</span></p>
<p><b>Que tipo de tecnologia você considera essencial para manter a competitividade de uma transportadora hoje?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As tecnologias ligadas à produtividade são importantes, mas ao longo desse tempo, adquiri uma experiência de que nem tudo é interessante para a empresa. Muitas vezes, a gente olha para as tecnologias e já sai desesperado achando que é preciso implementar, mas esquece de olhar para o processo e ponderar se nosso jeito de fazer vai efetivamente evoluir com tal tecnologia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as tecnologias já disponíveis no mercado, a que não pode faltar é a de análise de dados, tanto para a frota, quanto nas entregas ou no armazém. Todas as informações que conseguimos captar para embasar decisões são válidas, como: rastreamento de veículos, gerenciamento de risco, telemetria e os sistemas TMS que nos auxiliam na gestão.  </span></p></div>
			</div><div class="et_pb_module et_pb_image et_pb_image_3">
				
				
				
				
				<span class="et_pb_image_wrap "><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="1080" src="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Dentro_da_materia_Revista_843.png" alt="" title="Dentro_da_matéria_Revista_843" srcset="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Dentro_da_materia_Revista_843.png 1080w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Dentro_da_materia_Revista_843-980x980.png 980w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Dentro_da_materia_Revista_843-480x480.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1080px, 100vw" class="wp-image-204642029" /></span>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><b>Se pudesse apostar em uma tendência que vai transformar o setor, qual seria?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da IA, outra que chama muito a atenção são os veículos autônomos. Imagino que essa é uma grande tendência e talvez a transformação energética impulsione isso de uma forma mais ampla. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagino a automação da mão de obra que estaria no volante em algumas rotas fixas e em locais estratégicos. Aliás, tudo o que se realiza dentro de um padrão, provavelmente, será colocado de forma autônoma. Já sabemos de muitas mineradoras que operam com veículos autônomos, numa área restrita e controlada com alto nível de segurança. </span></p>
<p><b>Como você imagina o transporte de cargas daqui a 20 anos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagino que ele seja cada vez mais compartilhado. Já percebo que as empresas olham com atenção para esse movimento de compartilhamento de operações e custos, e até de compras junto a fornecedores. Creio que as empresas tendem a se voltar mais para parcerias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também noto uma evolução significativa na nossa representatividade. Desde a greve dos caminhoneiros, em 2018, a sociedade passou a ter um olhar mais crítico sobre o quanto o transporte é essencial. Porém, essa percepção costuma enfraquecer com o tempo, temos memória curta. Por isso, nosso desafio, e vejo que já estamos avançando nesse caminho, é consolidar o transporte como um dos pilares do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Precisamos tirar a impressão negativa de que o caminhão gera engarrafamento e polui, e fazer com que as pessoas olhem para ele como uma ferramenta fundamental para o abastecimento do mercado.</span></p>
<p><b>2026 é um ano eleitoral. Como o resultado das eleições influencia o setor?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem muita gente com uma expectativa muito grande para o que vai acontecer nas próximas eleições e a minha expectativa é: </span><i><span style="font-weight: 400;">passar disso</span></i><span style="font-weight: 400;">. Precisamos respirar uma estabilidade política e saber se podemos investir ou se continuaremos retraídos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivemos uma instabilidade marcada por uma polarização que afeta tanto o CNPJ quanto a pessoa física. Quantas pessoas têm deixado de realizar seus sonhos por não saber o que vai acontecer daqui para frente?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto positivo que vislumbro é que talvez, nesses próximos anos, isso diminua e a gente consiga, de maneira mais equilibrada, voltar a olhar o país em sua totalidade e não tendo dois lados distintos.</span></p>
<p><b>Como você avalia o momento atual do transporte de cargas no Brasil?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde 2016, ano de fundação da Formato, todos os anos aparece uma surpresa, um acontecimento novo. Ou a gente tem uma greve, uma pandemia, ou uma nova legislação que precisamos assimilar rapidamente. O fato é que o nosso mercado sofre muito com pressões externas e a gente acaba surfando ondas que não são nossas e precisamos estar com uma prancha bem robusta para não se afogar. A instabilidade política, econômica e jurídica atrapalha o nosso setor de evoluir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a gente tivesse um mercado mais livre e voltado realmente para a produtividade, acho que todo transportador conseguiria gerar para o país uma receita muito maior do que a gente faz hoje.</span></p>
<p><b>Que conselho você daria para novos empresários que estão entrando agora nesse mercado?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não deixar de olhar dois números muito importantes:  resultado operacional e fluxo de caixa. Talvez, sejam esses dois indicadores que várias empresas negligenciaram e por isso não estão aqui hoje para contar a história. Tem gente que foca muito em expansão e aumento de patrimônio, mas esquece que sem resultado não conseguimos crescer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o setor tivesse mais noção de fluxo de caixa, não venderíamos a ociosidade para o mercado. Então, para quem está entrando no transporte, saiba que é um mercado de oportunidades, que realmente que gera valor, mas tem que estar de olho nos indicadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assista a entrevista completa na <a href="https://www.youtube.com/@tvsetcesp" target="_blank" rel="noopener">TV SETCESP</a>.</span></p></div>
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<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/luis-felipe-machado-devemos-usar-a-concorrencia-como-um-campo-produtivo/">Luis Felipe Machado: “Devemos usar a concorrência como um campo produtivo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Evandro Ferrari: “O foco é no resultado”</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/evandro-ferrari-o-foco-e-no-resultado-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 18:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SETCESP em Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Evandro Ferrari]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://setcesp.org.br/?p=204640038</guid>

					<description><![CDATA[<p>O diretor da GRAN Cargo e do SETCESP contou à revista como tem enfrentado os desafios do cenário político e econômico. </p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/evandro-ferrari-o-foco-e-no-resultado-2/">Evandro Ferrari: “O foco é no resultado”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_5 et_section_regular" >
				
				
				
				
				
				
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				<a class="et_pb_button et_pb_button_0 et_pb_bg_layout_dark" href="https://api.setcesp.org.br/revista/um-peso-a-mais-na-carga-do-iof-09-2025" target="_blank">Leia a edição 83 completa</a>
			</div><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_10  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>O diretor da GRAN Cargo e do SETCESP, contou à revista como tem enfrentado os desafios do cenário político e econômico. Falou sobre a recente alta do IOF e o tarifaço americano, explicando como as mudanças refletem na gestão de sua empresa e no setor </em></p>
<p><strong>Como foi o início da sua carreira no transporte. Quando e por que decidiu empreender no setor?</strong></p>
<p>Estou no transporte desde 1995. Nesses 30 anos, 15 foram como funcionário e, depois desse tempo e experiência, surgiu a oportunidade de abrir minha própria empresa. Com um sócio, decidi montar a GRAN Cargo Transportes em meados de 2010. Iniciamos uma trajetória do zero.</p>
<p>Como estratégia de negócio, decidimos operar nos segmentos onde outras empresas não faziam muito questão. Entregas críticas e complexas, em hipermercados e home centers. Começamos por um nicho que era deficitário no mercado e aos poucos fomos construindo uma história que completa 15 anos da GRAN Cargo.</p>
<p>Atuamos com cargas fracionadas nas regiões do Centro-Oeste, Norte e também no Triângulo Mineiro. Além dessas operações de destino, temos origens diferentes com unidades estabelecidas em Blumenau, São José dos Campos, Curitiba, Pouso Alegre e Campinas.</p></div>
			</div><div class="et_pb_module et_pb_image et_pb_image_4">
				
				
				
				
				<a href="https://youtu.be/u7feigzb14o?si=fMXuRFGC5gsUpYx3" target="_blank"><span class="et_pb_image_wrap "><img loading="lazy" decoding="async" width="1124" height="639" src="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Evandro.png" alt="" title="Evandro" srcset="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Evandro.png 1124w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Evandro-980x557.png 980w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Evandro-480x273.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1124px, 100vw" class="wp-image-204639765" /></span></a>
			</div><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_11  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p><em><strong>Assista à entrevista na íntegra em: <a href="https://x.gd/xtXapR" target="_blank" rel="noopener">https://youtu.be/u7feigzb14o?si=fMXuRFGC5gsUpYx3</a></strong></em></p></div>
			</div><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_12  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Teve um momento em que participou ativamente da COMJOVEM SP. Que recordações tem desta época?</strong></p>
<p>Ingressei no SETCESP em 2004, já com a intenção de participar da COMJOVEM São Paulo. Tenho recordações maravilhosas da época, a comissão foi um berço de crescimento e alavancagem de conhecimento. Fiz muitas amizades que permaneceram. Uma delas é a do presidente Marcelo. Não saberia mensurar tantas visitas técnicas e viagens que a gente fez. Todas elas trouxeram uma grande bagagem e foram muito enriquecedoras. E as relações criadas através da COMJOVEM com grandes fornecedores, carrego comigo até hoje. Fui vice-coordenador da comissão por duas gestões, a primeira com Tibério Ramos e a segunda com o Roberto Mira Júnior.</p>
<p><strong>Como é estar hoje à frente da diretoria financeira do SETCESP? Quais experiências profissionais contribuem para sua atuação na entidade?</strong></p>
<p>Coordeno a área junto com o gerente financeiro da entidade. Procuro trazer as experiências e os métodos que utilizo na minha empresa, mas conto com a ajuda dele, porque está há muito mais tempo do que eu e conhece melhor as rotinas do SETCESP. É uma troca de experiências.</p>
<p>Sempre frequentei a entidade como um associado, só que quando você passa para um lado que você tem que tomar decisões, é diferente. Acho que antes de implementar mudanças, preciso entender como a entidade funciona internamente.</p>
<p>Sei que tem muita coisa que pode ser profissionalizada ou melhorada, mas é uma mudança gradual. O raciocínio financeiro, a receita e as obrigações são diferentes de uma empresa. Como é uma gestão nova, um presidente novo, um conselho novo, as transformações acabam sendo aos poucos.</p>
<blockquote>
<p> “Os cursos contam com professores de altíssimo nível, isso fez com que a GRAN Cargo crescesse também através do SETCESP”</p>
</blockquote>
<p><strong>Quais vantagens as empresas têm de estar inseridas em uma entidade de classe?</strong></p>
<p>Sou suspeito para falar, desde que frequento aqui só consigo ver os pontos positivos que a entidade traz como: acesso a fornecedores, treinamentos, posicionamento com os órgãos públicos e as melhores práticas. Particularmente, na minha empresa faço questão que os colaboradores realizem os treinamentos do SETCESP, porque é uma forma de enriquecer o conhecimento e aperfeiçoar os profissionais. Isso cria um vínculo muito forte entre a empresa e a entidade e entre a empresa e o colaborador.</p>
<p>Na entidade, os cursos contam com professores de altíssimo nível, isso fez com que a GRAN Cargo crescesse também através do SETCESP.</p></div>
			</div><div class="et_pb_module et_pb_image et_pb_image_5">
				
				
				
				
				<span class="et_pb_image_wrap "><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="1080" src="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Dentro_da_materia_Revista_833.png" alt="" title="Dentro_da_matéria_Revista_833" srcset="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Dentro_da_materia_Revista_833.png 1080w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Dentro_da_materia_Revista_833-980x980.png 980w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Dentro_da_materia_Revista_833-480x480.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1080px, 100vw" class="wp-image-204639705" /></span>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Na sua opinião, como o tarifaço do governo americano impactará o transporte rodoviário de cargas e a logística no Brasil? </strong></p>
<p>O transporte é a espinha dorsal do mercado porque movimenta todo o PIB do País. E cerca de 65% da carga movimentada é via transporte rodoviário.</p>
<p>Muitos dos produtos taxados são perecíveis: frutas, pescados, carne. Até se desenhar novos mercados, as empresas que deixaram de exportar esses produtos vão precisar de menos insumos, menos pessoal e, com certeza, menos transporte.</p>
<p>Se transporto menos, naturalmente também vou precisar de menos pessoas e equipamentos. Isso gerará um arrefecimento na economia. Caso não seja possível equalizar, teremos uma retração de mercado muito significativa. Por enquanto, o impacto da taxação no meu segmento ainda não foi sentido.</p>
<p><strong>Quais foram os efeitos do aumento do IOF nas decisões financeiras das empresas de transporte, especialmente nas operações de crédito e câmbio?</strong></p>
<p>A alta do IOF, especificamente para a GRAN Cargo, foi crítica porque estamos iniciando a construção da nossa matriz e precisamos captar recursos. Há três meses analisamos essa captação e prevíamos um cenário do IOF em 3,38. Agora foi para 3,50. Essa mudança fez com que ainda não definíssemos qual a melhor estratégia de aquisição de recursos.</p>
<p>Precisamos realizar uma tomada de crédito bastante significativa, e isso exige cautela nas escolhas. Podemos, por exemplo, optar por captar recursos lastreados em euro, mas existe o risco de mudanças repentinas, como uma nova queda do IOF. Assim, uma decisão que parece boa hoje, pode não ser a melhor amanhã. A falta de previsibilidade financeira dificulta o planejamento, o mais complicado é que não posso esperar pelo momento certo, porque preciso construir o mais rápido possível.</p>
<p><strong>Se o cenário fosse mais previsível e não houvesse o aumento da alíquota, como estariam as coisas?</strong></p>
<p>No meu ponto de vista, não é o IOF que é o maior inibidor do crescimento econômico e sim a Selic a 15%. Mas dependendo da necessidade de investimento essa dificuldade toma uma proporção maior.</p>
<p>Entendo que a ideia do governo de subir Selic é justamente para frear a inflação, estamos longe da meta, mas ela já começou a dar sinais de que está perdendo força, significando que as medidas tomadas surtiram efeito. Só que esse movimento para o mercado de transporte pode ser negativo. Temos que sempre lembrar que estamos no Brasil, aqui nem toda decisão é lógica e não temos previsibilidade, principalmente, no que diz respeito ao cenário político.</p>
<p>Não paramos de comprar equipamentos e insumos necessários a nossa operação em nenhum mês, então, não será o IOF que vai nos segurar.</p>
<p><strong>Como o setor de transporte rodoviário de cargas tem recebido e implementado novas tecnologias de inteligência artificial e automação? </strong></p>
<p>Quando se fala de tecnologia, inovação e desenvolvimento, comparo o agora a como era minha empresa há dois anos. A transformação é visível. Hoje, a empresa tem indicadores e painéis de controle que projetam todos os cenários possíveis e imaginários. São indicadores de operação, financeiro, de atendimento, de pós-venda de gestão de parceiros. O BI [do inglês Business Intelligence] se tornou uma ferramenta indispensável no meu negócio de transporte e acredito que em muitas organizações do setor também.</p>
<p>A tendência é realmente a IA nosauxiliar na gestão, desde coisas simples as mais elaboradas. Por exemplo, se o SAC tem que fazer uma resposta para um cliente com um pouco mais de delicadeza, o pessoal já tem a orientação de buscar essa resposta em uma IA que formule este retorno em um tom mais elegante, técnico e formal.  Isso é só um dos exemplos que fazem parte do nosso cotidiano.</p>
<blockquote>
<p>“Temos que sempre lembrar que estamos no Brasil, aqui nem toda decisão é lógica e não temos previsibilidade”</p>
</blockquote>
<p><strong>Como sua empresa vem lidando com o desafio da escassez de mão de obra? Existe alguma ação específica que você, como empresário, acredita ser essencial para driblar esta questão?</strong></p>
<p>Estive em um fórum de tarifas da NTC&amp;Logística e lembro que foi apresentado uma pesquisa de mercado que revelava que 93% das empresas tinham problema com contratação de motorista. Na GRAN Cargo posso afirmar que nós não temos essa dificuldade.</p>
<p>Acredito que isso ocorra por conta da relação que a gente tem com os colaboradores, inclusive, com os motoristas. Também oferecemos uma remuneração diferenciada acima da média de mercado. A renovação de frota é constante, nossos equipamentos são novos e modernos. Como motorista, me sentiria muito melhor dirigindo um caminhão de última geração.</p>
<p>Acima destes pontos, o principal de tudo é o respeito na nossa relação empresa e empregado. Existe uma comunicação muito aberta e franca com nossos colaboradores. Todos eles têm metas a cumprir e são remunerados à altura do que exigimos. Isso faz com que a gente tenha uma relação firme, e esses motoristas que estão felizes em trabalhar lá, trazem outros motoristas.</p>
<blockquote>
<p>“As empresas que não estão aqui perdem muito”</p>
</blockquote>
<p><strong>Quais são os desafios de ser um empresário transportador?</strong></p>
<p>O transporte precisa evoluir muito no quesito qualificação. Quanto mais qualificado é o empresário e mais qualificada for a sua equipe, mais fácil fica a gestão da empresa.</p>
<p>O empresário precisa ter muita resiliência e determinação. Não pode considerar que o aumento de tarifas ou de impostos será uma barreira intransponível. Às vezes a gente se preocupa demais com o quadro político e econômico. Se o imposto aumentar, você repassará isso para o frete e, infelizmente, quem vai pagar é o consumidor final. Desafios vão sempre surgir e nessas horas a saída é levantar a cabeça e ir trabalhar.</p>
<p><strong>Em janeiro de 2026 o SETCESP completará 90 anos. O que a entidade deve fazer para continuar atualizada e relevante para o setor?</strong></p>
<p>A renovação de diretoria é essencial para qualquer entidade e o SETCESP já segue esse modelo de gestão. Aqui, você não vê o diretor se perpetuando por 10 ou 15 anos. A renovação é o segredo para a gente conseguir atingir mais 90 anos. Fora isso, é importante manter-se próxima dos órgãos públicos, políticos e das outras entidades.</p>
<p>Outro ponto positivo da entidade é a diversificação de serviços. É uma pena que no universo de empresas que o SETCESP representa, apenas uma parcela seja associada. As empresas que não estão aqui perdem muito.</p>
<p><strong>Qual recado poderia deixar para os nossos leitores?</strong></p>
<p>Primeiro, é que tenha coragem para enfrentar as adversidades em um cenário globalizado. Hoje, uma decisão do presidente dos Estados Unidos, afeta o seu negócio. Entenda quais são as decisões que estão sendo tomadas no âmbito político, porque essas decisões podem te impactar. Mais do que tudo, foque em resultados.</p>
<p>Vejo que muitos empresários não têm coragem de cobrar o que deveria pelo serviço prestado, com receio de perder um cliente para um concorrente, quando o foco deveria ser a qualidade do serviço, performance e resultado.</p>
<p>Entendo que no começo você quer faturar, porque está se estruturando, se encaixando no mercado, mas não dá para aceitar qualquer preço. Você não pode crescer, contraindo dívidas sem ter a certeza de que sua remuneração está adequada. Então, o foco é no resultado.</p></div>
			</div><div class="et_pb_button_module_wrapper et_pb_button_1_wrapper et_pb_button_alignment_center et_pb_module ">
				<a class="et_pb_button et_pb_button_1 et_pb_bg_layout_dark" href="https://api.setcesp.org.br/revista/um-peso-a-mais-na-carga-do-iof-09-2025" target="_blank">Leia a edição 83 completa</a>
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<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/evandro-ferrari-o-foco-e-no-resultado-2/">Evandro Ferrari: “O foco é no resultado”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Evandro Ferrari: “O foco é no resultado”</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/evandro-ferrari-o-foco-e-no-resultado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Maciel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 11:25:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 83]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista SETCESP]]></category>
		<category><![CDATA[Evandro Ferrari]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://setcesp.org.br/?p=204639702</guid>

					<description><![CDATA[<p>O diretor da GRAN Cargo e do SETCESP contou à revista como tem enfrentado os desafios do cenário político e econômico. </p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/evandro-ferrari-o-foco-e-no-resultado/">Evandro Ferrari: “O foco é no resultado”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>O diretor da GRAN Cargo e do SETCESP, contou à revista como tem enfrentado os desafios do cenário político e econômico. Falou sobre a recente alta do IOF e o tarifaço americano, explicando como as mudanças refletem na gestão de sua empresa e no setor </em></p>
<p><strong>Como foi o início da sua carreira no transporte. Quando e por que decidiu empreender no setor?</strong></p>
<p>Estou no transporte desde 1995. Nesses 30 anos, 15 foram como funcionário e, depois desse tempo e experiência, surgiu a oportunidade de abrir minha própria empresa. Com um sócio, decidi montar a GRAN Cargo Transportes em meados de 2010. Iniciamos uma trajetória do zero.</p>
<p>Como estratégia de negócio, decidimos operar nos segmentos onde outras empresas não faziam muito questão. Entregas críticas e complexas, em hipermercados e home centers. Começamos por um nicho que era deficitário no mercado e aos poucos fomos construindo uma história que completa 15 anos da GRAN Cargo.</p>
<p>Atuamos com cargas fracionadas nas regiões do Centro-Oeste, Norte e também no Triângulo Mineiro. Além dessas operações de destino, temos origens diferentes com unidades estabelecidas em Blumenau, São José dos Campos, Curitiba, Pouso Alegre e Campinas.</p></div>
			</div><div class="et_pb_module et_pb_image et_pb_image_6">
				
				
				
				
				<a href="https://youtu.be/u7feigzb14o?si=fMXuRFGC5gsUpYx3" target="_blank"><span class="et_pb_image_wrap "><img loading="lazy" decoding="async" width="1124" height="639" src="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Evandro.png" alt="" title="Evandro" srcset="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Evandro.png 1124w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Evandro-980x557.png 980w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Evandro-480x273.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1124px, 100vw" class="wp-image-204639765" /></span></a>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><em><strong>Assista à entrevista na íntegra em: <a href="https://x.gd/xtXapR" target="_blank" rel="noopener">https://youtu.be/u7feigzb14o?si=fMXuRFGC5gsUpYx3</a></strong></em></p></div>
			</div><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_16  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Teve um momento em que participou ativamente da COMJOVEM SP. Que recordações tem desta época?</strong></p>
<p>Ingressei no SETCESP em 2004, já com a intenção de participar da COMJOVEM São Paulo. Tenho recordações maravilhosas da época, a comissão foi um berço de crescimento e alavancagem de conhecimento. Fiz muitas amizades que permaneceram. Uma delas é a do presidente Marcelo. Não saberia mensurar tantas visitas técnicas e viagens que a gente fez. Todas elas trouxeram uma grande bagagem e foram muito enriquecedoras. E as relações criadas através da COMJOVEM com grandes fornecedores, carrego comigo até hoje. Fui vice-coordenador da comissão por duas gestões, a primeira com Tibério Ramos e a segunda com o Roberto Mira Júnior.</p>
<p><strong>Como é estar hoje à frente da diretoria financeira do SETCESP? Quais experiências profissionais contribuem para sua atuação na entidade?</strong></p>
<p>Coordeno a área junto com o gerente financeiro da entidade. Procuro trazer as experiências e os métodos que utilizo na minha empresa, mas conto com a ajuda dele, porque está há muito mais tempo do que eu e conhece melhor as rotinas do SETCESP. É uma troca de experiências.</p>
<p>Sempre frequentei a entidade como um associado, só que quando você passa para um lado que você tem que tomar decisões, é diferente. Acho que antes de implementar mudanças, preciso entender como a entidade funciona internamente.</p>
<p>Sei que tem muita coisa que pode ser profissionalizada ou melhorada, mas é uma mudança gradual. O raciocínio financeiro, a receita e as obrigações são diferentes de uma empresa. Como é uma gestão nova, um presidente novo, um conselho novo, as transformações acabam sendo aos poucos.</p>
<blockquote>
<p> “Os cursos contam com professores de altíssimo nível, isso fez com que a GRAN Cargo crescesse também através do SETCESP”</p>
</blockquote>
<p><strong>Quais vantagens as empresas têm de estar inseridas em uma entidade de classe?</strong></p>
<p>Sou suspeito para falar, desde que frequento aqui só consigo ver os pontos positivos que a entidade traz como: acesso a fornecedores, treinamentos, posicionamento com os órgãos públicos e as melhores práticas. Particularmente, na minha empresa faço questão que os colaboradores realizem os treinamentos do SETCESP, porque é uma forma de enriquecer o conhecimento e aperfeiçoar os profissionais. Isso cria um vínculo muito forte entre a empresa e a entidade e entre a empresa e o colaborador.</p>
<p>Na entidade, os cursos contam com professores de altíssimo nível, isso fez com que a GRAN Cargo crescesse também através do SETCESP.</p></div>
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				<span class="et_pb_image_wrap "><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="1080" src="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Dentro_da_materia_Revista_833.png" alt="" title="Dentro_da_matéria_Revista_833" srcset="https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Dentro_da_materia_Revista_833.png 1080w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Dentro_da_materia_Revista_833-980x980.png 980w, https://setcesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Dentro_da_materia_Revista_833-480x480.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1080px, 100vw" class="wp-image-204639705" /></span>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Na sua opinião, como o tarifaço do governo americano impactará o transporte rodoviário de cargas e a logística no Brasil? </strong></p>
<p>O transporte é a espinha dorsal do mercado porque movimenta todo o PIB do País. E cerca de 65% da carga movimentada é via transporte rodoviário.</p>
<p>Muitos dos produtos taxados são perecíveis: frutas, pescados, carne. Até se desenhar novos mercados, as empresas que deixaram de exportar esses produtos vão precisar de menos insumos, menos pessoal e, com certeza, menos transporte.</p>
<p>Se transporto menos, naturalmente também vou precisar de menos pessoas e equipamentos. Isso gerará um arrefecimento na economia. Caso não seja possível equalizar, teremos uma retração de mercado muito significativa. Por enquanto, o impacto da taxação no meu segmento ainda não foi sentido.</p>
<p><strong>Quais foram os efeitos do aumento do IOF nas decisões financeiras das empresas de transporte, especialmente nas operações de crédito e câmbio?</strong></p>
<p>A alta do IOF, especificamente para a GRAN Cargo, foi crítica porque estamos iniciando a construção da nossa matriz e precisamos captar recursos. Há três meses analisamos essa captação e prevíamos um cenário do IOF em 3,38. Agora foi para 3,50. Essa mudança fez com que ainda não definíssemos qual a melhor estratégia de aquisição de recursos.</p>
<p>Precisamos realizar uma tomada de crédito bastante significativa, e isso exige cautela nas escolhas. Podemos, por exemplo, optar por captar recursos lastreados em euro, mas existe o risco de mudanças repentinas, como uma nova queda do IOF. Assim, uma decisão que parece boa hoje, pode não ser a melhor amanhã. A falta de previsibilidade financeira dificulta o planejamento, o mais complicado é que não posso esperar pelo momento certo, porque preciso construir o mais rápido possível.</p>
<p><strong>Se o cenário fosse mais previsível e não houvesse o aumento da alíquota, como estariam as coisas?</strong></p>
<p>No meu ponto de vista, não é o IOF que é o maior inibidor do crescimento econômico e sim a Selic a 15%. Mas dependendo da necessidade de investimento essa dificuldade toma uma proporção maior.</p>
<p>Entendo que a ideia do governo de subir Selic é justamente para frear a inflação, estamos longe da meta, mas ela já começou a dar sinais de que está perdendo força, significando que as medidas tomadas surtiram efeito. Só que esse movimento para o mercado de transporte pode ser negativo. Temos que sempre lembrar que estamos no Brasil, aqui nem toda decisão é lógica e não temos previsibilidade, principalmente, no que diz respeito ao cenário político.</p>
<p>Não paramos de comprar equipamentos e insumos necessários a nossa operação em nenhum mês, então, não será o IOF que vai nos segurar.</p>
<p><strong>Como o setor de transporte rodoviário de cargas tem recebido e implementado novas tecnologias de inteligência artificial e automação? </strong></p>
<p>Quando se fala de tecnologia, inovação e desenvolvimento, comparo o agora a como era minha empresa há dois anos. A transformação é visível. Hoje, a empresa tem indicadores e painéis de controle que projetam todos os cenários possíveis e imaginários. São indicadores de operação, financeiro, de atendimento, de pós-venda de gestão de parceiros. O BI [do inglês Business Intelligence] se tornou uma ferramenta indispensável no meu negócio de transporte e acredito que em muitas organizações do setor também.</p>
<p>A tendência é realmente a IA nosauxiliar na gestão, desde coisas simples as mais elaboradas. Por exemplo, se o SAC tem que fazer uma resposta para um cliente com um pouco mais de delicadeza, o pessoal já tem a orientação de buscar essa resposta em uma IA que formule este retorno em um tom mais elegante, técnico e formal.  Isso é só um dos exemplos que fazem parte do nosso cotidiano.</p>
<blockquote>
<p>“Temos que sempre lembrar que estamos no Brasil, aqui nem toda decisão é lógica e não temos previsibilidade”</p>
</blockquote>
<p><strong>Como sua empresa vem lidando com o desafio da escassez de mão de obra? Existe alguma ação específica que você, como empresário, acredita ser essencial para driblar esta questão?</strong></p>
<p>Estive em um fórum de tarifas da NTC&amp;Logística e lembro que foi apresentado uma pesquisa de mercado que revelava que 93% das empresas tinham problema com contratação de motorista. Na GRAN Cargo posso afirmar que nós não temos essa dificuldade.</p>
<p>Acredito que isso ocorra por conta da relação que a gente tem com os colaboradores, inclusive, com os motoristas. Também oferecemos uma remuneração diferenciada acima da média de mercado. A renovação de frota é constante, nossos equipamentos são novos e modernos. Como motorista, me sentiria muito melhor dirigindo um caminhão de última geração.</p>
<p>Acima destes pontos, o principal de tudo é o respeito na nossa relação empresa e empregado. Existe uma comunicação muito aberta e franca com nossos colaboradores. Todos eles têm metas a cumprir e são remunerados à altura do que exigimos. Isso faz com que a gente tenha uma relação firme, e esses motoristas que estão felizes em trabalhar lá, trazem outros motoristas.</p>
<blockquote>
<p>“As empresas que não estão aqui perdem muito”</p>
</blockquote>
<p><strong>Quais são os desafios de ser um empresário transportador?</strong></p>
<p>O transporte precisa evoluir muito no quesito qualificação. Quanto mais qualificado é o empresário e mais qualificada for a sua equipe, mais fácil fica a gestão da empresa.</p>
<p>O empresário precisa ter muita resiliência e determinação. Não pode considerar que o aumento de tarifas ou de impostos será uma barreira intransponível. Às vezes a gente se preocupa demais com o quadro político e econômico. Se o imposto aumentar, você repassará isso para o frete e, infelizmente, quem vai pagar é o consumidor final. Desafios vão sempre surgir e nessas horas a saída é levantar a cabeça e ir trabalhar.</p>
<p><strong>Em janeiro de 2026 o SETCESP completará 90 anos. O que a entidade deve fazer para continuar atualizada e relevante para o setor?</strong></p>
<p>A renovação de diretoria é essencial para qualquer entidade e o SETCESP já segue esse modelo de gestão. Aqui, você não vê o diretor se perpetuando por 10 ou 15 anos. A renovação é o segredo para a gente conseguir atingir mais 90 anos. Fora isso, é importante manter-se próxima dos órgãos públicos, políticos e das outras entidades.</p>
<p>Outro ponto positivo da entidade é a diversificação de serviços. É uma pena que no universo de empresas que o SETCESP representa, apenas uma parcela seja associada. As empresas que não estão aqui perdem muito.</p>
<p><strong>Qual recado poderia deixar para os nossos leitores?</strong></p>
<p>Primeiro, é que tenha coragem para enfrentar as adversidades em um cenário globalizado. Hoje, uma decisão do presidente dos Estados Unidos, afeta o seu negócio. Entenda quais são as decisões que estão sendo tomadas no âmbito político, porque essas decisões podem te impactar. Mais do que tudo, foque em resultados.</p>
<p>Vejo que muitos empresários não têm coragem de cobrar o que deveria pelo serviço prestado, com receio de perder um cliente para um concorrente, quando o foco deveria ser a qualidade do serviço, performance e resultado.</p>
<p>Entendo que no começo você quer faturar, porque está se estruturando, se encaixando no mercado, mas não dá para aceitar qualquer preço. Você não pode crescer, contraindo dívidas sem ter a certeza de que sua remuneração está adequada. Então, o foco é no resultado.</p></div>
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<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/evandro-ferrari-o-foco-e-no-resultado/">Evandro Ferrari: “O foco é no resultado”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ramon Alcaraz: “Empresas que querem se manter relevantes e competitivas precisam olhar além do resultado financeiro”</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/ramon-alcaraz-empresas-que-querem-se-manter-relevantes-e-competitivas-precisam-olhar-alem-do-resultado-financeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Maciel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 17:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 82]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista SETCESP]]></category>
		<category><![CDATA[Ramon Acaraz]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://setcesp.org.br/?p=204637236</guid>

					<description><![CDATA[<p>Eleito pela Forbes como um dos melhores CEOs do Brasil em 2024, no comando da JSL e na vice-presidência do SETCESP, Ramon compartilha, em entrevista, sua história e visão sobre representatividade sindical e o cenário econômico </p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/ramon-alcaraz-empresas-que-querem-se-manter-relevantes-e-competitivas-precisam-olhar-alem-do-resultado-financeiro/">Ramon Alcaraz: “Empresas que querem se manter relevantes e competitivas precisam olhar além do resultado financeiro”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_7 et_section_regular" >
				
				
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>Eleito pela Forbes como um dos melhores CEOs do Brasil em 2024, no comando da JSL e na vice-presidência do SETCESP, Ramon compartilha, em entrevista, sua história e visão sobre representatividade sindical e o cenário econômico </em></p>
<p><strong>Conte-nos sobre sua trajetória profissional. Como ingressou no setor de transporte e logística?</strong></p>
<p>Minha trajetória profissional começou há 40 anos, desde que iniciei a faculdade. Ainda na casa dos 20 anos, desenvolvi um software de gestão de frotas e abri uma empresa de consultoria. Desde então, passei por diversas experiências e despertei meu lado empreendedor em 2001, ao fundar a transportadora Fadel, onde atuei por 20 anos.</p>
<p>Por questões sucessórias, resolvi vender a Fadel, foi quando conheci a JSL. Após 18 meses de negociação, aconteceu o M&amp;A [sigla para Mergers and Acquisitions – em português Fusões e Aquisições]. A partir de então, planejava me aposentar, mas a vida tem suas reviravoltas. O Fernando Simões precisava assumir a presidência da recém-criada Simpar e, consequentemente, deixar a da JSL. Foi aí que ele me convidou para assumir a presidência da JSL e a oportunidade de liderar a maior empresa de logística do Brasil logo me cativou, não pude deixar passar. Hoje, como CEO da JSL e vice-presidente do SETCESP, me sinto bastante orgulhoso por seguir contribuindo para o desenvolvimento do setor brasileiro de transporte e logística.</p>
<p><strong>Quais as vantagens que as empresas têm de estar inseridas em uma entidade representativa de classe? </strong></p>
<p>Diversas vantagens: defesa de direitos e interesses, desenvolvimento da área, debate de informações estratégicas. É a principal forma de ter um espaço permanente de diálogo com o poder público e demais agentes do setor. Diria que é também uma forma de valorização profissional, porque possibilita a participação ativa de todas as partes em decisões que impulsionam o mercado. Gosto do ditado: “Você pode escolher sentar à mesa e escolher um item do cardápio ou ser um dos itens do cardápio”. Em outras palavras: se você não fizer, alguém fará por você.</p>
<p><strong>Como o SETCESP pode gerar valor para seus associados?</strong></p>
<p>O SETCESP pode gerar valor estando cada vez mais próximo da realidade das transportadoras, ouvindo os desafios do dia a dia e ajudando a transformá-los em soluções. Seja por meio de capacitação, representatividade ou iniciativas que fomentem inovação e profissionalização do setor. O grande diferencial está em promover conexão e beneficiar cada associado.</p>
<p><strong>O que as entidades podem aprender com as empresas privadas em relação às práticas de gestão?</strong></p>
<p>As entidades podem se inspirar em aspectos como planejamento estratégico, foco em resultados, governança e inovação. Buscar eficiência na gestão interna é um caminho importante para gerar mais valor aos associados e atuar de maneira ágil e efetiva diante dos desafios do setor.</p>
<p><strong>Uma das principais responsabilidades do sindicato são as negociações salariais. Em sua opinião, quais são os fatores que mais colaboram para haver consenso em uma Convenção Coletiva?</strong></p>
<p>O consenso em uma Convenção Coletiva passa, antes de tudo, por diálogo e transparência entre as partes. Quando há entendimento mútuo sobre o cenário econômico, a realidade das empresas e as necessidades dos trabalhadores, as chances de se chegar a um acordo equilibrado aumentam muito. É importante que as negociações considerem a sustentabilidade do setor e, ao mesmo tempo, valorizem os profissionais que fazem tudo acontecer.</p>
<blockquote>
<p> “se você não fizer, alguém fará por você”</p>
</blockquote>
<p><strong>Como o senhor vê a atual situação do setor em relação às negociações salariais? </strong></p>
<p>Avanços acontecem quando há disposição das partes para ouvir, ponderar e construir soluções viáveis para todos os envolvidos. O setor de transportes tem tradição de diálogo, e acredito que isso seguirá sendo um ponto de equilíbrio.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: right;"><em>foto: Divulgação JSL</em></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Atualmente, qual a importância de as empresas do setor alinharem as suas atividades às práticas ESG?</strong></p>
<p>Hoje, alinhar as atividades às práticas ESG não é mais uma tendência — é uma necessidade. Empresas que querem se manter relevantes e competitivas precisam olhar além do resultado financeiro. O setor de transporte tem um papel enorme nisso, podemos impactar positivamente o meio ambiente com eficiência logística, promover inclusão com políticas de diversidade e fortalecer a governança com ética e transparência. Além desses pontos, o ESG tem que ser visto de forma sustentável num ângulo de 360 graus: sustentável para o meio ambiente, para a sociedade e para a própria empresa.</p>
<p><strong>No cenário econômico internacional, acompanhamos uma escalada tarifária dos EUA, que desencadeou até um conflito com a China. Que impacto isso pode ter para o Brasil? Podemos tirar alguma vantagem de tudo isso? </strong></p>
<p>Ainda é cedo para dizer, mas o Brasil pode surgir como alternativa em algumas rotas e fornecimentos. O essencial é ter uma estratégia sólida, com um portfólio de clientes diversificado, capaz de aproveitar as oportunidades do mercado e estar protegido diante de qualquer cenário adverso.</p>
<p><strong>O Governo Federal anunciou no início do ano o maior pipeline de concessões da história. </strong><strong>Qual a sua avaliação do andamento das concessões e privatizações rodoviárias no País? </strong></p>
<p>Avançar com investimentos em infraestrutura é algo que o setor demanda há muitos anos. Essa melhoria passa pela combinação de investimentos públicos e privados, e precisa vir acompanhada de diálogo com o setor. É fundamental que esses projetos sejam bem estruturados, com contratos equilibrados, previsibilidade regulatória e foco na eficiência de longo prazo.</p>
<blockquote>
<p>“Nunca subestimem o poder de um propósito bem definido”</p>
</blockquote>
<p><strong>Fale um pouco dos desafios em ser um empresário no Brasil?</strong></p>
<p>Empreender no Brasil exige resiliência, mas com criatividade e disciplina é possível construir negócios sólidos que geram impacto. Tudo se baseia em como você faz a gestão dos seus líderes, afinal, o sucesso vem quando todos compartilham o mesmo propósito. O setor de transportes continua sendo extremamente essencial para o Brasil e o mundo, e temos demonstrado que é possível aliar crescimento econômico à responsabilidade social e ambiental.</p>
<p><strong>Como foi para você ser reconhecido pela Forbes como um dos melhores CEOs do Brasil em 2024?</strong></p>
<p>Foi uma grande surpresa, mas também muito gratificante. Temos muitos CEOs excelentes no Brasil, e me senti lisonjeado por estar entre os dez melhores.  Também reconheço que essa conquista não é individual; é fruto do trabalho em equipe. Ela representa o compromisso diário de pessoas que sonham e acreditam no potencial de transformar o setor logístico brasileiro.</p>
<p><strong>No seu LinkedIn, em sua postagem de agradecimento à escolha da Forbes, o senhor afirma ter tido a sorte de contar com vários mestres que te ensinaram, nos quais pode se espelhar. Neste sentido, pode nos dizer quem são as pessoas que você admira e o porquê?</strong></p>
<p>Eu poderia citar vários, mas para não correr o risco de esquecer de alguém, vou citar apenas um, que faz parte da história do SETCESP e teve uma grande influência na minha trajetória. Ele não me conhecia, mas apostou no projeto dos jovens que se formavam na primeira turma de engenharia voltada ao segmento de transportes e me deu muito apoio, desde o primeiro estágio. Suas ideias eram bem à frente do seu tempo: Adalberto Panzan.</p>
<p><strong>Qual mensagem poderia deixar para os nossos leitores?</strong></p>
<p>Nunca subestimem o poder de um propósito bem definido. Em um setor tão desafiador e essencial como o transporte, nosso maior ativo são as pessoas. Valorize sua equipe, escute quem está na linha de frente e lembre-se de que liderar é inspirar e construir juntos. Nosso trabalho impacta vidas, e isso é um enorme privilégio.</p></div>
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<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/ramon-alcaraz-empresas-que-querem-se-manter-relevantes-e-competitivas-precisam-olhar-alem-do-resultado-financeiro/">Ramon Alcaraz: “Empresas que querem se manter relevantes e competitivas precisam olhar além do resultado financeiro”</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fernanda Veneziani: &#8216;ESG é um modelo de gestão&#8217;</title>
		<link>https://setcesp.org.br/10o-premio-de-sustentabilidade/fernanda-veneziani-esg-e-um-modelo-de-gestao-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 20:15:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[10º Prêmio de Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ela é CEO da Terra Master Logística e da Terra Master Terminais. Cursou Direito, se especializou em Administração de Empresas e acumula uma vasta experiência no setor de transporte</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/10o-premio-de-sustentabilidade/fernanda-veneziani-esg-e-um-modelo-de-gestao-2/">Fernanda Veneziani: &#8216;ESG é um modelo de gestão&#8217;</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_8 et_section_regular" >
				
				
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>Ela é CEO da Terra Master Logística e da Terra Master Terminais. Cursou Direito, se especializou em Administração de Empresas e acumula uma vasta experiência no setor de transporte e comércio internacional. Além disso, seu grande interesse em assuntos ESG a levou a assumir a coordenação da Comissão de Sustentabilidade no SETCESP.</em></p>
<p><strong>Como foi a sua trajetória no transporte?</strong></p>
<p>Nasci praticamente no transporte. Meu pai era transportador e meu primeiro brinquedo foi um caminhão. Comecei a trabalhar com ele quando tinha 16 anos. Em um determinado momento da vida, meu pai teve um revés e fechou a empresa. Após cursar Direito fiquei três anos trabalhando como advogada. Mais tarde, trabalhei com comércio exterior até que, em 2013, tudo me levou para a Terra Master. Meu irmão havia fundado a empresa e me fez uma proposta de sociedade, aceitei e, desde então, estou com ele construindo o crescimento da transportadora.</p>
<p>Como a gente começou a ter uma visão mais voltada para o ESG, o Prêmio de Sustentabilidade encheu os meus olhos. Me associei ao SETCESP para poder participar do prêmio e concorri por dois anos seguidos. Nessas minhas duas participações fui estreitando o contato com o pessoal da comissão. Minha paixão bem evidente pela temática acabou se materializando em um convite para que eu ficasse na coordenação. Primeiro, assumi a vice-coordenação, e no ano seguinte, como coordenadora. A partir de então, venho trabalhando com toda equipe do SETCESP.</p>
<p><strong>Qual a importância do Prêmio de Sustentabilidade para o setor de transporte rodoviário de cargas?</strong></p>
<p>O Prêmio vem inspirando as transportadoras a criarem ações de sustentabilidade ou aperfeiçoarem as boas práticas já existentes. O SETCESP fala de sustentabilidade há mais de 10 anos, quando ninguém falava disso no transporte rodoviário de cargas. Para um setor tão visado como poluente, nós temos inspirado as empresas a tornarem as suas atividades mais positivas em termos de sustentabilidade através da Comissão e do Prêmio. Isso tem sido um estímulo à evolução e à profissionalização do setor.</p>
<p><strong>Qual balanço você faz desta última edição do Prêmio de Sustentabilidade, que chegou à marca dos 10 anos?</strong></p>
<p>O balanço geral é 100% positivo. As organizações buscam cada vez mais fazer coisas criativas e duradouras, que tenham um impacto significativo para os seus colaboradores e o entorno de sua região. O que faz do mundo um lugar melhor.</p>
<p>Nesta edição, ficou mais notório as transportadoras terem esse olhar que transcende as paredes das empresas. Muitas estão impactando não só o seu negócio, tornando-o mais sustentável em termos de gestão, mas também olhando para a comunidade, atingindo pessoas além de suas fronteiras.</p>
<p><strong>Como é o trabalho desenvolvido na Comissão de Sustentabilidade? </strong></p>
<p>A comissão é formada por quem tem interesse sobre o tema. São aproximadamente 100 participantes. Geralmente, fazemos reuniões online, que duram em torno de 1h30. Esse modelo virtual surgiu durante a pandemia e permanecemos fazendo assim. Este ano realizamos um encontro presencial no SETCESP durante dois dias com seminário e workshop. Também fizemos uma visita técnica em parceria com a COMJOVEM SP – isso é uma coisa que a gente faz bem, nos conectamos com outras comissões para podermos integrar os profissionais de empresas associadas ao sindicato.</p>
<p><strong>Quais são os tipos de discussões propostas nas reuniões da comissão? </strong></p>
<p>Em cada encontro, abordamos um tema específico, norteado pelos três pilares do ESG mais a segurança viária, que está intimamente ligada a nossa atividade.</p>
<p>Sempre há a exposição de um convidado que é um especialista no assunto e depois é aberto um momento para perguntas dos participantes e discussões. São informações ricas e novidades do mercado que poderão contribuir com cada uma das empresas. O ganho de conhecimento proposto pela comissão nos faz crescer bastante, isso reflete também no engajamento dos participantes no Prêmio de Sustentabilidade, embora uma coisa não seja vinculada a outra. Não precisa participar da comissão para concorrer a premiação e vice-versa.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Como uma empresa consegue integrar práticas ESG ao seu modelo de negócio e fazer com que isso impacte também positivamente em sua lucratividade?</strong></p>
<p>ESG é um modelo de gestão. Obviamente que, quando a gente fala em sustentabilidade, não estamos pensando só na questão ambiental ou social, mas também na governança que reflete no financeiro. Costumo falar que precisamos fazer tudo o que está ao nosso alcance para melhorar a vidas das pessoas, e existe uma pessoa a qual sua rentabilidade garante a provisão para muitos, que é a pessoa jurídica. Não é que a empresa busque a sustentabilidade para ter lucro, mas obviamente toda a ação em uma organização precisa ser sustentável financeiramente.</p>
<p>Darei um exemplo prático: buscando a diminuição das emissões de CO₂ você pode investir em treinamentos para motoristas, para terem uma direção mais econômica. Ao longo de um período, você terá o retorno do investimento traduzido na economia de combustível. É benefício tanto o meio ambiente, quanto para a Governança, pensando no lado financeiro.</p>
<p><strong>Na sua opinião, a sustentabilidade já influencia as decisões dos embarcadores na escolha de transportadoras?</strong></p>
<p>Sim, isso já é realidade. Transportadoras que se relacionam com embarcadores listados em Bolsa de Valores já são cobradas a terem um relatório de emissões. Portanto, aquelas empresas do setor, que não dão ênfase à sustentabilidade, precisam se adequar até para não perderem em competitividade.</p>
<p>ESG é um dos requisitos avaliados por investidores e o mundo está olhando para isso. Mesmo porque as mudanças climáticas direcionam para essa urgência. O aumento de temperatura vem causando catástrofes como a que vivenciamos este ano no Rio Grande do Sul.</p>
<p><strong>A responsabilidade corporativa também está relacionada à continuidade dos negócios. Que medidas de governança uma empresa poderia adotar para garantir a perenidade?</strong></p>
<p>Falar em governança é discorrer sobre transparência, ética e compliance. São justamente esses os fundamentos capazes de trazer continuidade para uma empresa. Dentro destes parâmetros, você faz medições, planeja objetivos e busca uma estruturação para alcançá-los. São decisões tomadas sempre com responsabilidade para um resultado, que nem sempre será imediato, mas que sustentará a organização de forma sólida por anos.</p>
<p><strong>Com quais incentivos ou subsídios o governo poderia apoiar as transportadoras na adoção de práticas sustentáveis?</strong></p>
<p>Acho que se o governo fizesse aquilo que já é sua incumbência, conseguiríamos um avanço muito grande. No Brasil, há estradas muito precárias e mal sinalizadas. Se houvesse investimento nisso, já ajudaria muito.</p>
<p>Agora, nós estamos passando por uma era de eletrificação e de combustíveis alternativos – a gás GNV, Biometano e biodiesel. Já existem estes veículos no mercado, mas por preços que são distantes da realidade de muitas transportadoras. A maioria dos veículos de cargas, espalhados pelo país, tem uma idade muito avançada e nisso se dá o maior impacto ambiental que o setor produz. Por isso, deveria existir sim, um programa contínuo do governo para incentivar a renovação de frota.</p>
<p><strong>Que recado final gostaria de deixar aos nossos leitores?</strong><strong>  </strong></p>
<p>Participem da comissão de sustentabilidade para entender o que estamos fazendo e o que é possível ainda de ser feito. Sinta-se incentivado a buscar aqui no SETCESP, números e informações de como fazer uma gestão sustentável dentro de sua empresa e crie projetos incríveis, como todos os que já foram reconhecidos através do Prêmio de Sustentabilidade. Espero que as empresas não parem de crescer na área do ESG, porque isso não é onda passageira, é uma conduta que veio para ficar e diz muito sobre a gestão da organização. Precisamos ver todos juntos trabalhando para um mundo melhor.</p></div>
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			</div>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/10o-premio-de-sustentabilidade/fernanda-veneziani-esg-e-um-modelo-de-gestao-2/">Fernanda Veneziani: &#8216;ESG é um modelo de gestão&#8217;</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Fernanda Veneziani: &#8216;ESG é um modelo de gestão&#8217;</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/fernanda-veneziani-esg-e-um-modelo-de-gestao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Maciel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Dec 2024 14:54:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[10º Prêmio de Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Edição 80]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista SETCESP]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://setcesp.org.br/?p=204630390</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ela é CEO da Terra Master Logística e da Terra Master Terminais. Cursou Direito, se especializou em Administração de Empresas e acumula uma vasta experiência no setor de transporte</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/fernanda-veneziani-esg-e-um-modelo-de-gestao/">Fernanda Veneziani: &#8216;ESG é um modelo de gestão&#8217;</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>Ela é CEO da Terra Master Logística e da Terra Master Terminais. Cursou Direito, se especializou em Administração de Empresas e acumula uma vasta experiência no setor de transporte e comércio internacional. Além disso, seu grande interesse em assuntos ESG a levou a assumir a coordenação da Comissão de Sustentabilidade no SETCESP.</em></p>
<p><strong>Como foi a sua trajetória no transporte?</strong></p>
<p>Nasci praticamente no transporte. Meu pai era transportador e meu primeiro brinquedo foi um caminhão. Comecei a trabalhar com ele quando tinha 16 anos. Em um determinado momento da vida, meu pai teve um revés e fechou a empresa. Após cursar Direito fiquei três anos trabalhando como advogada. Mais tarde, trabalhei com comércio exterior até que, em 2013, tudo me levou para a Terra Master. Meu irmão havia fundado a empresa e me fez uma proposta de sociedade, aceitei e, desde então, estou com ele construindo o crescimento da transportadora.</p>
<p>Como a gente começou a ter uma visão mais voltada para o ESG, o Prêmio de Sustentabilidade encheu os meus olhos. Me associei ao SETCESP para poder participar do prêmio e concorri por dois anos seguidos. Nessas minhas duas participações fui estreitando o contato com o pessoal da comissão. Minha paixão bem evidente pela temática acabou se materializando em um convite para que eu ficasse na coordenação. Primeiro, assumi a vice-coordenação, e no ano seguinte, como coordenadora. A partir de então, venho trabalhando com toda equipe do SETCESP.</p>
<p><strong>Qual a importância do Prêmio de Sustentabilidade para o setor de transporte rodoviário de cargas?</strong></p>
<p>O Prêmio vem inspirando as transportadoras a criarem ações de sustentabilidade ou aperfeiçoarem as boas práticas já existentes. O SETCESP fala de sustentabilidade há mais de 10 anos, quando ninguém falava disso no transporte rodoviário de cargas. Para um setor tão visado como poluente, nós temos inspirado as empresas a tornarem as suas atividades mais positivas em termos de sustentabilidade através da Comissão e do Prêmio. Isso tem sido um estímulo à evolução e à profissionalização do setor.</p>
<p><strong>Qual balanço você faz desta última edição do Prêmio de Sustentabilidade, que chegou à marca dos 10 anos?</strong></p>
<p>O balanço geral é 100% positivo. As organizações buscam cada vez mais fazer coisas criativas e duradouras, que tenham um impacto significativo para os seus colaboradores e o entorno de sua região. O que faz do mundo um lugar melhor.</p>
<p>Nesta edição, ficou mais notório as transportadoras terem esse olhar que transcende as paredes das empresas. Muitas estão impactando não só o seu negócio, tornando-o mais sustentável em termos de gestão, mas também olhando para a comunidade, atingindo pessoas além de suas fronteiras.</p>
<p><strong>Como é o trabalho desenvolvido na Comissão de Sustentabilidade? </strong></p>
<p>A comissão é formada por quem tem interesse sobre o tema. São aproximadamente 100 participantes. Geralmente, fazemos reuniões online, que duram em torno de 1h30. Esse modelo virtual surgiu durante a pandemia e permanecemos fazendo assim. Este ano realizamos um encontro presencial no SETCESP durante dois dias com seminário e workshop. Também fizemos uma visita técnica em parceria com a COMJOVEM SP – isso é uma coisa que a gente faz bem, nos conectamos com outras comissões para podermos integrar os profissionais de empresas associadas ao sindicato.</p>
<p><strong>Quais são os tipos de discussões propostas nas reuniões da comissão? </strong></p>
<p>Em cada encontro, abordamos um tema específico, norteado pelos três pilares do ESG mais a segurança viária, que está intimamente ligada a nossa atividade.</p>
<p>Sempre há a exposição de um convidado que é um especialista no assunto e depois é aberto um momento para perguntas dos participantes e discussões. São informações ricas e novidades do mercado que poderão contribuir com cada uma das empresas. O ganho de conhecimento proposto pela comissão nos faz crescer bastante, isso reflete também no engajamento dos participantes no Prêmio de Sustentabilidade, embora uma coisa não seja vinculada a outra. Não precisa participar da comissão para concorrer a premiação e vice-versa.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Como uma empresa consegue integrar práticas ESG ao seu modelo de negócio e fazer com que isso impacte também positivamente em sua lucratividade?</strong></p>
<p>ESG é um modelo de gestão. Obviamente que, quando a gente fala em sustentabilidade, não estamos pensando só na questão ambiental ou social, mas também na governança que reflete no financeiro. Costumo falar que precisamos fazer tudo o que está ao nosso alcance para melhorar a vidas das pessoas, e existe uma pessoa a qual sua rentabilidade garante a provisão para muitos, que é a pessoa jurídica. Não é que a empresa busque a sustentabilidade para ter lucro, mas obviamente toda a ação em uma organização precisa ser sustentável financeiramente.</p>
<p>Darei um exemplo prático: buscando a diminuição das emissões de CO₂ você pode investir em treinamentos para motoristas, para terem uma direção mais econômica. Ao longo de um período, você terá o retorno do investimento traduzido na economia de combustível. É benefício tanto o meio ambiente, quanto para a Governança, pensando no lado financeiro.</p>
<p><strong>Na sua opinião, a sustentabilidade já influencia as decisões dos embarcadores na escolha de transportadoras?</strong></p>
<p>Sim, isso já é realidade. Transportadoras que se relacionam com embarcadores listados em Bolsa de Valores já são cobradas a terem um relatório de emissões. Portanto, aquelas empresas do setor, que não dão ênfase à sustentabilidade, precisam se adequar até para não perderem em competitividade.</p>
<p>ESG é um dos requisitos avaliados por investidores e o mundo está olhando para isso. Mesmo porque as mudanças climáticas direcionam para essa urgência. O aumento de temperatura vem causando catástrofes como a que vivenciamos este ano no Rio Grande do Sul.</p>
<p><strong>A responsabilidade corporativa também está relacionada à continuidade dos negócios. Que medidas de governança uma empresa poderia adotar para garantir a perenidade?</strong></p>
<p>Falar em governança é discorrer sobre transparência, ética e compliance. São justamente esses os fundamentos capazes de trazer continuidade para uma empresa. Dentro destes parâmetros, você faz medições, planeja objetivos e busca uma estruturação para alcançá-los. São decisões tomadas sempre com responsabilidade para um resultado, que nem sempre será imediato, mas que sustentará a organização de forma sólida por anos.</p>
<p><strong>Com quais incentivos ou subsídios o governo poderia apoiar as transportadoras na adoção de práticas sustentáveis?</strong></p>
<p>Acho que se o governo fizesse aquilo que já é sua incumbência, conseguiríamos um avanço muito grande. No Brasil, há estradas muito precárias e mal sinalizadas. Se houvesse investimento nisso, já ajudaria muito.</p>
<p>Agora, nós estamos passando por uma era de eletrificação e de combustíveis alternativos – a gás GNV, Biometano e biodiesel. Já existem estes veículos no mercado, mas por preços que são distantes da realidade de muitas transportadoras. A maioria dos veículos de cargas, espalhados pelo país, tem uma idade muito avançada e nisso se dá o maior impacto ambiental que o setor produz. Por isso, deveria existir sim, um programa contínuo do governo para incentivar a renovação de frota.</p>
<p><strong>Que recado final gostaria de deixar aos nossos leitores?</strong><strong>  </strong></p>
<p>Participem da comissão de sustentabilidade para entender o que estamos fazendo e o que é possível ainda de ser feito. Sinta-se incentivado a buscar aqui no SETCESP, números e informações de como fazer uma gestão sustentável dentro de sua empresa e crie projetos incríveis, como todos os que já foram reconhecidos através do Prêmio de Sustentabilidade. Espero que as empresas não parem de crescer na área do ESG, porque isso não é onda passageira, é uma conduta que veio para ficar e diz muito sobre a gestão da organização. Precisamos ver todos juntos trabalhando para um mundo melhor.</p></div>
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