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	<title>Arquivos net zero &#8211; SETCESP</title>
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	<description>Sindicato das empresas de transporte de SP</description>
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	<title>Arquivos net zero &#8211; SETCESP</title>
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		<title>Carbono neutro ou Net Zero: entenda as diferenças</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/carbono-neutro-ou-net-zero-entenda-as-diferencas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Maciel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jun 2023 12:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 73]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista SETCESP]]></category>
		<category><![CDATA[carbono neutro]]></category>
		<category><![CDATA[crédito de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra também como tornar sua empresa mais sustentável com a aquisição de créditos de carbono </p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>Descubra também como tornar sua empresa mais sustentável com a aquisição de créditos de carbono </em></p>
<p>“Somos um setor chave para promover a redução das emissões e a manutenção da temperatura do planeta”, alertou Rafael Tello, embaixador do movimento Net Zero do Pacto Global e diretor de sustentabilidade do Grupo Ambipar. Ele foi um dos palestrantes na reunião da Comissão de Sustentabilidade, que ocorreu em 30 de março.</p>
<p>O acordo de Paris prevê que todo o sistema econômico, trabalhe para que até 2050, seja gerado, no máximo, um aquecimento de um grau e meio. Mas para Tello, o fato de o transporte ser um setor que viabiliza outras atividades, o faz ser considerado um ponto central para a redução e o controle das emissões de gases do efeito estufa.</p>
<p>“Precisamos controlar a capacidade da energia que entra no planeta através dos raios solares, caso isso não ocorra, o clima vai esquentar gerando alguns impactos devastadores”, lembra o embaixador apresentando na sequência, quais são os três tipos de emissões que as empresas fazem:</p>
<p>&#8211; No nível um, aparecem as emissões diretas que decorrem justamente da atividade da companhia. </p>
<p> &#8211; Já no escopo dois estão aquelas emissões que ocorrem fora da empresa, mas pela qual a organização é responsável, como a energia elétrica que é comprada.   </p>
<p> &#8211; Em terceiro e último, são as emissões que ocorrem na cadeia de valor tanto dos fornecedores quanto dos clientes. A exemplo, a contratação e subcontratação de transporte.</p>
<p>“Nós como transportadores costumamos estar no nível três. Nossas emissões ocorrem porque nossos clientes precisam do nosso serviço. Só que eles, para reduzir a emissão em suas cadeias de valor, necessitam do nosso apoio”, explica.</p>
<p>Segundo o especialista, isso tem sido uma premissa levantada por muitos embarcadores, que querem o auxílio das empresas de transporte para reduzir de forma colaborativa as emissões. Muitas destas organizações desejam ser reconhecidas como empresas Carbono neutro ou Net Zero.</p>
<p>Tello destacou a diferença desses novos termos relacionados à sustentabilidade. “Toda a empresa que cria mecanismos onde consegue fazer com que as suas emissões sejam completamente compensadas, inclusive com a compra de crédito de carbono, são consideradas empresas Carbono neutro.  Já Net Zero, é conseguir que a organização tenha em toda a sua cadeia de valor, em todos os níveis, um, dois e três — zero emissão de carbono. Sendo que 90% disso seja por via de redução”. Algo para ele tangível, mas desafiador.</p>
<p>De forma mais detalhada, Carbono neutro é um estado que as empresas podem atingir, medindo as emissões atuais e usando compensações de carbono para reduzi-las.  O Net Zero, por outro lado, é uma meta de longo prazo em que as compensações são permitidas apenas para uma pequena fração das emissões inevitáveis.</p>
<p>Para alcançar esses patamares, a primeira coisa que a organização tem que fazer é um inventário, que totaliza a quantidade gases do efeito estufa que são emitidos por ela e identifica em sua cadeia de valor, o nível onde é preciso melhorar.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Compensação de carbono</strong></p>
<p>Outro especialista no assunto, Murilo Ferreira, fundador da Celo4 Earth, que mantém a plataforma Verden, esclareceu durante a reunião, como funciona a compra de crédito de carbono. A interface digital que, ele ajudou a criar, oferece soluções de compensação de emissões e consegue fazer de forma prática o inventário de gases de efeito estufa gerado pela transportadora.</p>
<p>“A Verden possibilita que a empresa de transporte adquira algo que tem real valor no mercado. Esses créditos de compensação são reconhecidos em 195 países. Sabe-se que o setor tem uma demanda urgente, mas como fazer com que essa solução seja aplicável ao dia a dia de uma transportadora? A Verden foi pensada e estruturada para isso”, afirma o fundador da Celo4 Earth.</p>
<p>A plataforma oferece a possibilidade de compensação imediata das emissões pela compra de créditos de carbono que, de acordo com Ferreira, são ativos lastreados de projetos sustentáveis. Entre os proponentes, está a empresa mineira Rima Industrial e seus dois projetos: Substituição do S6 na fábrica de Magnésio e Substituição de combustível na unidade de Bocaiúva.</p>
<p>Há vários tipos de ações que possibilitam a preservação do meio ambiente. Uma vez que, de forma comprovada, tal projeto traz um benefício real ao planeta, ele pode receber a chancela da ONU (Organização das Nações Unidas) e ser transformado em um título, que depois pode ser comercializado. É o que acontece atualmente, com os projetos da Rima.</p>
<p>“A inteligência do mercado de carbono é garantir que quem tem um projeto de sequestro de carbono, possa mantê-lo recebendo o apoio e financiamento de quem compra o crédito de carbono”, esclarece Ferreira informando que essa compra de crédito de carbono também é oferecida via plataforma.</p>
<p>Um critério que impera neste mercado é a chamada adicionalidade. Ou seja, quem tem projetos de redução de carbono e faz uma compensação que supera a emissão de suas atividades, tem condições de gerar créditos para outras empresas, que compram na busca de diminuir os efeitos de suas emissões de gases estufa.</p>
<p>“Importante destacar que a empresa que está comprando créditos de carbono, não está financiando o balanço patrimonial ou lucro da empresa que está fazendo esse sequestro”, garante o fundador da Celo4.</p>
<p>Ele avisa que em breve haverá na plataforma Verden a opção por outros projetos, além dos desenvolvidos pela Rima Industrial, reforça também que o mercado de carbono não é só de redução de emissão de gases estufa, mas contabiliza-se ainda os benefícios sociais entregues.</p>
<p>Por meio de uma parceria entre a FETCESP (Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo) e a Celo4 Earth, os <a href="https://setcesp.org.br/noticias/empresas-e-entidades-conhecem-a-plataforma-de-descarbonizacao-para-o-transporte/" target="_blank" rel="noopener">associados ao SETCESP</a> tem acesso gratuito a plataforma Verden, para fazerem de forma prática seu inventário de emissões e a compensação de carbono.</p>
<p>“Trabalhar a agenda climática é uma necessidade do negócio, não estamos falando apenas de custo, e sim, de risco. O nosso planeta é maravilhoso, mas vulnerável”, lembra Tello.</p>
<p><a href="https://verdenesg.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Clique e saiba mais sobre a Verden.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong><em>Fica a dica!</em></strong></h2>
<blockquote>
<p><strong>Formas que as transportadoras têm para reduzir as emissões:</strong></p>
</blockquote>
<ul>
<li>Melhoria tecnológica e diminuição nos processos;</li>
<li>Por meio da capacitação dos motoristas, para que conduzam de uma forma mais eficiente e assim, promover uma redução de emissão por quilômetro rodado;</li>
<li>Na troca de um veículo por outro menos poluente;</li>
<li>Na retirada de gases de efeito estufa, que estão na atmosfera. [“A ferramenta mais eficaz para fazermos isso é a chamada ‘árvore’, amplamente conhecida não?!];</li>
<li>Por compensação. Para os casos em que a empresa não tem como reduzir mais as emissões em suas operações, mas consegue investir e em ações de outras organizações.</li>
</ul></div>
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