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	<title>Arquivos Infraestrutura &#8211; SETCESP</title>
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	<description>Sindicato das empresas de transporte de SP</description>
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	<title>Arquivos Infraestrutura &#8211; SETCESP</title>
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	<item>
		<title>Ampliação da Via Dutra no Grande Rio deve ser concluída em um ano</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/ampliacao-da-via-dutra-no-grande-rio-deve-ser-concluida-em-um-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 19:06:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Intervenções já estão 70% prontas.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><div class="header-noticia full-width">
<div class="linha-fina-noticia" style="text-align: center;"><em>Intervenções já estão 70% prontas</em></div>
</div>
<div class="subheader">
<div class="container-autoria"> </div>
</div>
<p>As obras de ampliação e modernização do trecho da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), no Grande Rio, serão concluídas até setembro do ano que vem. A informação foi divulgada pela concessionária Ecovias Rio Minas.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1703258&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1703258&amp;o=node" /></p>
<p><strong>As obras, que já estão 70% concluídas, são no trecho entre Seropédica, na Baixada Fluminense, e a cidade do Rio de Janeiro</strong>. Os trabalhos incluem:</p>
<ul>
<li>implantação de 35,24 quilômetros de vias marginais;</li>
<li>89,78 quilômetros de faixas adicionais;</li>
<li>20 passarelas para pedestres;</li>
<li>80 pontos de ônibus;</li>
<li>92 acessos;</li>
<li>e quatro alças de conexão.</li>
</ul>
<p>Outras intervenções são um novo trevo de acesso a Queimados, adequações no Trevo das Margaridas, serviços de contenção, drenagem e implantação de barreiras de segurança nas vias marginais.</p>
<p>A Dutra é a principal rodovia que conecta as duas maiores cidades do país, Rio de Janeiro e São Paulo. O trecho das obras também serve como uma importante via de tráfego diário para moradores do Rio e da Baixada Fluminense, em seus trajetos de casa para o local de trabalho ou estudo.</p>
<p><strong>O custo total das ampliações e melhorias é de R$ 997 milhões. </strong>O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou as obras nesta quinta-feira (24).</p>
<p>&#8220;Quando ela [a obra] estiver pronta, o povo vai sentir na pele a diferença. A gente não queria fazer a Dutra só para caminhão. A gente queria saber se as entradas perto da Dutra vão ter facilidade de tráfego, se vão ter conforto. Porque não adianta eu desafogar a Dutra e entupir as ruas e avenidas da cidade&#8221;, disse Lula, depois da visita.</p></div>
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		<item>
		<title>Investimentos em rodovias estaduais reduzem mortes no trânsito em São Paulo</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/investimentos-em-rodovias-estaduais-reduzem-mortes-no-transito-em-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 18:19:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Balanço do governo aponta queda de até 21,5% nas fatalidades em regiões concedidas; tecnologia e obras de infraestrutura lideram aportes.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em>Balanço do governo aponta queda de até 21,5% nas fatalidades em regiões concedidas; tecnologia e obras de infraestrutura lideram aportes</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Semana Nacional do Trânsito, um levantamento do Governo do Estado de São Paulo detalha como investimentos em infraestrutura e tecnologia estão elevando a segurança nas rodovias concedidas. Acompanhadas e fiscalizadas pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e pela Artesp, as ações combinam duplicações, recuperação de pavimento e passarelas ao monitoramento com inteligência artificial e câmeras de alta precisão.</p>
<p>Os resultados aparecem nos indicadores: o balanço aponta recuo de 18,9% nas vítimas fatais entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, na região de Campinas, Piracicaba e no Eixo da Marechal Rondon. Na área de Sorocaba, Jundiaí e Itu, a queda nas mortes foi ainda mais expressiva, atingindo 21,5%. Já na Baixada Santista, os acidentes gerais caíram 6,5% no primeiro semestre.</p>
<p>Com base no volume financeiro previsto e executado nas concessões, os principais aportes estão distribuídos da seguinte forma:</p>
<p><strong>Rota Sorocabana:</strong> 8,8 bilhões de reais a serem aplicados ao longo do contrato de concessão;</p>
<p><strong>Eixo Raposo Tavares (SP-270) e Castello Branco (SP-280):</strong> 8 bilhões de reais ao longo de 30 anos — com previsão de 78 km de faixas adicionais e 22 km de duplicações;</p>
<p><strong>Lote Litoral Paulista (SP-055, SP-088 e SP-098):</strong> 4,7 bilhões de reais para 90 km de duplicações e 73,1 km de ciclovias — sendo 500 milhões de reais destinados a obras na SP-055 até 2027;</p>
<p><strong>Sistema Anchieta-Imigrantes (SP-150 e SP-160):</strong> 1,24 bilhão de reais aplicados entre 2023 e 2026 — recursos direcionados para a modernização da infraestrutura, obras de drenagem e a entrega de uma área de escape no km 46 da Anchieta;</p>
<p><strong>Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-070):</strong> 531,7 milhões de reais investidos nos últimos três anos — destinados à implementação da terceira faixa e à recuperação de pavimento.</p>
<p>O relatório também destaca ações focadas na conscientização de motoristas e pedestres sobre comportamentos de risco. A iniciativa da gestão estadual busca complementar as obras físicas, consolidando uma estratégia integrada de gestão viária voltada para a redução de acidentes.</p></div>
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		<item>
		<title>Fim da rede 2G exige planejamento para garantir segurança e eficiência</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/fim-da-rede-2g-exige-planejamento-para-garantir-seguranca-e-eficiencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Maciel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 19:45:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 87]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista SETCESP]]></category>
		<category><![CDATA[rede 2g]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualização tecnológica para as transportadoras deixa de ser apenas uma escolha e passa a ser uma medida para garantir competitividade e reduzir risco.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>Por Aline Maciel</em></p>
<p><em>Atualização tecnológica para as transportadoras deixa de ser apenas uma escolha e passa a ser uma medida para garantir competitividade e reduzir risco</em></p>
<p>O fim da tecnologia 2G está cada vez mais próximo. Embora a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ainda não tenha anunciado oficialmente uma data para o desligamento da rede, a migração gradual das operadoras para tecnologias mais modernas já está em andamento.</p>
<p>Na prática, isso significa que equipamentos e sistemas que ainda dependem do 2G tendem a perder eficiência ou deixar de funcionar, impactando diretamente operações que utilizam essa rede para o rastreamento e monitoramento de veículos.</p>
<p>Esse cenário preocupa especialmente o transporte rodoviário de cargas, setor no qual a conectividade é fundamental para segurança. O tema foi abordado pelo executivo comercial sênior da Omnilink, Thiago Leite, durante o curso online <strong>‘Sua frota está preparada para o fim do 2G?’</strong>, promovido pelo SETCESP em 24 de julho.</p>
<p>Durante a apresentação, o especialista explicou que as operadoras vêm desativando gradativamente as antenas 2G para liberar espectro às redes 4G e 5G, além de reduzir custos operacionais.</p>
<p><strong>Migração deve ser planejada</strong></p>
<p>Segundo Leite, essa transição silenciosa já exige atenção das transportadoras. Equipamentos antigos de rastreamento e comunicação poderão deixar de operar, comprometendo a visibilidade das operações, aumentando falhas na comunicação e elevando a vulnerabilidade a roubos de carga.</p>
<p>Diante desse cenário, a recomendação é que empresas que ainda utilizam dispositivos compatíveis apenas com a tecnologia 2G iniciem o processo de migração para o 4G quanto antes.</p>
<p>Entre as principais recomendações para este processo de mudança estão a realização de um inventário da frota para identificar os equipamentos embarcados, a definição de um plano de substituição dos dispositivos, a revisão dos processos operacionais e o treinamento das equipes para utilizar as novas tecnologias e interpretar o maior volume de dados gerados.</p>
<h3>Tecnologia como aliada da segurança</h3>
<p>Além de garantir continuidade operacional, a tecnologia 4G oferece ganhos significativos em desempenho e segurança. “A maior velocidade de transmissão de dados permite o uso de recursos como telemetria avançada, videotelemetria, atualizações remotas e monitoramento em tempo real, proporcionando mais informações sobre comportamento de condução, consumo de combustível, desempenho dos veículos e manutenção preventiva”, observa Leite.</p>
<p>Outro diferencial está na maior resistência a interferências causadas por bloqueadores de sinal, conhecidos como <em>jammers</em>, além da capacidade de detectar anomalias e ameaças cibernéticas.</p>
<p>Aliás, grupos criminosos têm explorado falhas de comunicação para executarem roubos de carga e, para reduzir esses riscos, o executivo recomenda, além do uso de tecnologias embarcadas mais modernas, o mapeamento de áreas críticas e, quando necessário, a adoção de equipamentos híbridos, que combinam comunicação via 4G e satélite.</p>
<p>Segundo Leite, essa combinação amplia a confiabilidade das operações, contribui para o cumprimento dos Planos de Gerenciamento de Risco (PGR) exigidos pelas seguradoras, além de agregar valor competitivo às transportadoras.</p></div>
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<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/fim-da-rede-2g-exige-planejamento-para-garantir-seguranca-e-eficiencia/">Fim da rede 2G exige planejamento para garantir segurança e eficiência</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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		<item>
		<title>Plano CNT de Transporte e Logística 2026 mapeia projetos de infraestrutura para os 27 estados do país; confira.</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/plano-cnt-de-transporte-e-logistica-2026-mapeia-projetos-de-infraestrutura-para-os-27-estados-do-pais-confira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 18:45:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entidade]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recortes estaduais permitem identificar projetos, gargalos e oportunidades de investimentos para ampliar a eficiência logística em diferentes regiões do país.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><div class="col-sm-12 col-md-12 col-lg-12 col-xl-8">
<p class="subtitulo" style="text-align: center;">Recortes estaduais permitem identificar projetos, gargalos e oportunidades de investimentos para ampliar a eficiência logística em diferentes regiões do país</p>
<p>A CNT elaborou recortes estaduais do <a href="https://planotransporte.cnt.org.br/#painel-bi" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Plano CNT de Transporte e Logística 2026</a> para os 27 estados brasileiros. Os levantamentos reúnem projetos essenciais para ampliar e modernizar a infraestrutura de transporte e permitem identificar as características da infraestrutura estadual, os principais gargalos e as oportunidades de investimento, considerando a integração entre os diferentes modos de transporte, as necessidades logísticas de cada estado e sua conexão com os demais mercados.</p>
<p>O documento reúne 2.837 projetos distribuídos por todas as modalidades de transporte, com estimativa de R$ 2,03 trilhões em investimentos capazes de impulsionar a competitividade, reduzir custos e ampliar a capacidade de movimentação de pessoas e cargas. Mais do que um diagnóstico, o Plano funciona como um instrumento de planejamento para orientar decisões do poder público e da iniciativa privada.</p>
<p>A carteira contempla projetos em diferentes estágios de maturidade, desde propostas e estudos até obras em execução, e foi construída a partir da atualização de iniciativas já mapeadas pela CNT, de demandas do setor transportador e de programas estruturantes dos governos federal e estaduais, oferecendo um panorama abrangente das prioridades para o desenvolvimento da infraestrutura nacional.</p>
<p>Ao apresentar a regionalização dos investimentos, a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, destaca que a competitividade do país é construída também pela capacidade de cada estado superar seus próprios gargalos logísticos e fortalecer sua integração com os demais mercados.</p>
<p>“O Plano CNT mostra que o desenvolvimento da infraestrutura de transporte precisa ser pensado de forma estratégica e de longo prazo, considerando as necessidades e as potencialidades de cada região e, ao mesmo tempo, integrando a realidade local à perspectiva nacional. Dessa forma, conseguimos identificar as oportunidades de investimento — público e privado — e contribuir para subsidiar decisões que podem aumentar a eficiência logística, reduzir custos e fortalecer a competitividade do país”, afirma.</p>
<h4><strong>Recortes estaduais</strong></h4>
<p>Os recortes estaduais permitem visualizar como as prioridades de infraestrutura devem variar de acordo com as características e necessidades de cada território. Confira abaixo alguns exemplos:</p>
<h4><strong>Amazonas</strong></h4>
<p>A CNT mapeou uma carteira que reúne projetos essenciais para otimizar a infraestrutura de transporte no Amazonas. O conjunto das propostas soma R$ 30,3 bilhões e contempla projetos nos modos rodoviário, ferroviário, portuário, hidroviário e aeroportuário, além de terminais logísticos e mobilidade urbana. As propostas foram estruturadas considerando as características da infraestrutura estadual, a integração entre os diferentes modos de transporte e as necessidades logísticas do estado.</p>
<p>O modo rodoviário concentra o maior volume de investimentos previsto pelo Plano, com aproximadamente R$ 13,7 bilhões em projetos de adequação, construção e pavimentação de rodovias, recuperação do pavimento e implantação de sistemas de priorização em áreas urbanas. A infraestrutura hidroviária também recebe destaque, com 10.253 km de adequação de hidrovias, abertura de canal e implantação de dispositivo de transposição, reunindo investimentos estimados em aproximadamente R$ 8 bilhões.</p>
<h4><strong>Bahia</strong></h4>
<p>Na Bahia, a carteira reúne R$ 93,2 bilhões em projetos. O estado, maior economia do Nordeste, com PIB (produto interno bruto) de R$ 431 bilhões e população superior a 14,1 milhões de habitantes, reúne uma das infraestruturas logísticas mais diversificadas do país. O Plano contempla intervenções nos modos rodoviário, ferroviário, portuário, hidroviário e aeroportuário, além de projetos para terminais logísticos e mobilidade urbana. </p>
<p>Entre os destaques da carteira, o modo rodoviário concentra o maior número de projetos previstos. O Plano reúne intervenções de adequação, construção, duplicação, pavimentação e recuperação de rodovias, além da implantação de sistema de priorização e de adequação de vias urbanas, somando investimentos estimados em aproximadamente R$ 47,5 bilhões. No modo ferroviário, estão previstos projetos para a construção de 960,4 km de ferrovias, recuperação de 838 km de trechos existentes, eliminação de gargalos operacionais e implantação de sistemas urbanos sobre trilhos, com investimentos estimados em cerca de R$ 35,3 bilhões.</p>
<h4><strong>Minas Gerais</strong></h4>
<p>Em Minas Gerais, o Plano reúne 351 propostas de intervenção — sendo 309 Projetos de Integração Nacional e 42 Projetos Urbanos — que somam R$ 289,4 bilhões em investimentos estimados. As propostas abrangem rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos, terminais logísticos e mobilidade urbana, refletindo a posição estratégica do estado como um dos principais corredores de integração do país e elo entre as regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e os portos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.</p>
<p>O principal destaque da carteira é a infraestrutura ferroviária, responsável pela maior parcela dos investimentos necessários. O Plano reúne propostas para a construção de 2.902,9 km de ferrovias (R$ 55,3 bilhões), 425,6 km de trem de alta velocidade (TAV) (R$ 42,7 bilhões), 93 km de metrôs e trens urbanos (R$ 69 bilhões) e 69 km de monotrilhos, VLTs e aeromóveis (R$ 7,8 bilhões). Também estão previstas intervenções para a recuperação de 3.111,3 km de malha ferroviária (R$ 7,3 bilhões de investimentos) e eliminação de 121 gargalos ferroviários (R$ 862,6 milhões).</p>
<h4><strong>Rio de Janeiro</strong></h4>
<p>No Rio de Janeiro, a CNT mapeou uma carteira com 121 projetos estratégicos para otimizar e modernizar a infraestrutura de transporte no estado. Reunidos no Plano CNT de Transporte e Logística 2026, os projetos somam R$ 92,9 bilhões em investimentos estimados, sendo 102 Projetos de Integração Nacional e 19 Projetos Urbanos. As propostas contemplam rodovias, ferrovias, portos, hidrovias, aeroportos, terminais e mobilidade urbana, reforçando o papel do estado como um dos principais polos logísticos do país e porta de entrada para o comércio exterior brasileiro.</p>
<p>A maior parcela dos recursos estimados está concentrada na infraestrutura ferroviária. O Plano reúne propostas para a implantação de 189,7 km de trem de alta velocidade (TAV), com investimento estimado em R$ 27,6 bilhões, além da construção de 70,7 km de monotrilhos, VLTs e aeromóveis (R$ 17,4 bilhões), de 21,8 km de metrôs e trens urbanos (R$ 14,8 bilhões) e de 796,8 km de novos trechos ferroviários (R$ 8,6 bilhões). Na infraestrutura rodoviária, a carteira reúne propostas para 489,6 km de adequação de rodovias, 346,3 km de duplicações e 122,2 km de novos trechos.</p>
<h4><strong>Rio Grande do Sul</strong></h4>
<p>No Rio Grande do Sul, o conjunto das propostas soma R$ 125,8 bilhões e integra o Plano CNT de Transporte e Logística 2026. O estudo identifica gargalos, organiza prioridades e oferece uma base técnica para orientar o planejamento e os investimentos em infraestrutura de transporte no país. No estado, o Plano contempla projetos nos modos rodoviário, ferroviário, portuário, hidroviário e aeroportuário, além de terminais logísticos e mobilidade urbana.</p>
<p>O modo ferroviário concentra o maior volume de investimentos previsto pelo Plano. Estão mapeados projetos para a construção de 1.749,5 km de ferrovias, recuperação de 2.234,2 km de trechos existentes, eliminação de gargalos operacionais, implantação de 21,4 km de metrô ou trem urbano e construção de 18 km de monotrilho, VLT ou aeromóvel. Em conjunto, essas iniciativas somam aproximadamente R$ 57,9 bilhões em investimentos estimados. O modo rodoviário reúne o maior número de projetos da carteira e totaliza investimentos estimados em cerca de R$ 41 bilhões.</p>
<h4><strong>São Paulo</strong></h4>
<p>São Paulo concentra a maior carteira estadual de projetos do Plano CNT de Transporte e Logística 2026. O conjunto das propostas soma R$ 493,7 bilhões em investimentos estimados, distribuídos entre 232 Projetos de Integração Nacional e 80 Projetos Urbanos. O portfólio contempla iniciativas em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos, terminais logísticos e mobilidade urbana, consolidando o estado como principal eixo das propostas reunidas pela CNT para ampliar a eficiência logística brasileira.</p>
<p>A infraestrutura ferroviária concentra a maior parte dos recursos necessários. Entre as principais propostas estão a implantação de 849,6 km de trem de alta velocidade (TAV), com investimento estimado em R$ 96 bilhões, a construção de 1.048,9 km de novos trechos ferroviários por R$ 62 bilhões e a recuperação de 1.999,2 km da malha existente, com investimento de mais de R$ 25 bilhões. Somadas, as propostas para o transporte sobre trilhos representam mais da metade do volume de investimentos estimados para o estado, reforçando a prioridade dada pelo Plano à diversificação da matriz de transportes e à ampliação da capacidade logística paulista.</p>
<p><em>Para consultar as informações sobre o seu estado, acesse o Painel BI. Utilize a aba “filtros” para acessar os dados regionais:</em></p>
<p><a href="https://planotransporte.cnt.org.br/#painel-bi" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://planotransporte.cnt.org.br/#painel-bi</a></p>
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		<title>ANTT destaca segurança jurídica e novas oportunidades para investimentos em rodovias</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/antt-destaca-seguranca-juridica-e-novas-oportunidades-para-investimentos-em-rodovias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 18:21:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://setcesp.org.br/?p=204650037</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante evento Infra em Movimento, Diretor-Geral Guilherme Theo Sampaio apresentou avanços regulatórios e medidas para fortalecer as concessões rodoviárias no Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_4 et_section_regular" >
				
				
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><div class="documentDescription" style="text-align: center;"><em>Durante evento Infra em Movimento, Diretor-Geral Guilherme Theo Sampaio apresentou avanços regulatórios e medidas para fortalecer as concessões rodoviárias no Brasil</em></div>
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<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true" data-pm-slice="1 1 &#091;&#093;">A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) participou, nesta quarta-feira (02/09), do <em data-prosemirror-content-type="mark" data-prosemirror-mark-name="em">Infra em Movimento</em>, evento promovido pelo banco Itaú, que reuniu representantes do setor para debater os caminhos e investimentos da infraestrutura no Brasil. O Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, participou do painel “Rodovias 2030: Capital, Regulação e Execução para o próximo ciclo de investimentos”.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">Também participaram do painel a secretária nacional de Transportes Rodoviários do Ministério dos Transportes, Viviane Esse, e o CEO da Motiva, Miguel Setas.</p>
<h2>Mais previsibilidade para atrair investimentos de longo prazo</h2>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">Durante o painel, Guilherme Theo Sampaio destacou as medidas adotadas pela ANTT para tornar os projetos de infraestrutura brasileiros mais atrativos para investidores nacionais e internacionais. Segundo ele, a evolução passa por projetos mais estruturados, contratos compatíveis com a realidade de cada concessão e uma matriz de riscos que distribua de forma adequada as responsabilidades entre o poder público e o setor privado.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">“A visão anterior era passar para o privado todos os riscos existentes. E o que nós evoluímos é justamente uma matriz de riscos que endereça a todos: os ordinários, os extraordinários e também os residuais”, explicou. Atualmente, os contratos da Agência contemplam riscos como demanda, variação cambial, insumos e condições geológicas e geotécnicas, permitindo maior previsibilidade aos investidores.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">O Diretor-Geral também ressaltou a importância da sustentabilidade econômico-financeira dos contratos como condição para a realização dos investimentos, inclusive em áreas como sustentabilidade ambiental. Para ele, a segurança jurídica vai além do cumprimento dos contratos e envolve a capacidade institucional de responder às mudanças que surgem ao longo de concessões de 25 ou 30 anos.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">Guilherme Theo Sampaio destacou que a ANTT desenvolveu mecanismos para lidar com situações extraordinárias, como os impactos da pandemia e das mudanças nos preços de insumos, permitindo o reequilíbrio dos contratos. A estrutura regulatória mais previsível também tem contribuído para ampliar a concorrência nos leilões e atrair novos investidores, incluindo fundos e grupos estrangeiros.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">“Quando se fala em segurança, inquestionavelmente, os contratos são cumpridos, mas segurança jurídica não é só cumprir contratos. É você ter a capacidade, no decorrer das mudanças que aconteçam nos seus 30 anos, de dar respostas frente a isso”, afirmou.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">Para ele, a combinação entre projetos mais qualificados, segurança regulatória e capacidade de solucionar contratos problemáticos criou um ambiente mais favorável à expansão das concessões. Segundo o Diretor-Geral, a agenda atual não se limita à realização de novos leilões, mas também à solução de contratos existentes e à ampliação dos investimentos em duplicações, pavimentação, tecnologia, inovação, conectividade e eficiência logística.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">“A agenda do futuro é a agenda do presente. A gente olhou os erros do passado, que não foram intencionais, para corrigi-los no presente e projetar tudo que tem acontecido”, ressaltou.</p>
<h2>Soluções consensuais ganham espaço na gestão dos contratos</h2>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">Outro tema abordado foi o papel da repactuação e das soluções consensuais na gestão dos contratos de concessão. Segundo Guilherme Theo Sampaio, as transformações mais profundas promovidas por meio dessas negociações, como mudanças na matriz de riscos, na modelagem e na extensão de prazos, foram pontuais e responderam a um cenário específico. Hoje, os contratos são mais resilientes e contam com mecanismos que permitem ajustes ao longo da execução.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">Nesse contexto, destaca-se a Comissão de Solução de Controvérsias e Prevenção de Conflitos (COMPOR), criada pela ANTT em 2023 para ampliar a capacidade de solução de conflitos dentro da própria Agência. Segundo o Diretor-Geral, já foram solucionados dez casos, alguns deles com impacto em processos judiciais e arbitrais e na consolidação de entendimentos para outros contratos.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">A evolução também passa pela adoção de uma regulação baseada em incentivos, que busca estimular as concessionárias a superar as obrigações previstas nos contratos. “Mais do que o fator D, que é o descumprimento, eu quero aplicar o fator A”, afirmou, ao destacar a antecipação de obras e a recompensa por resultados.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">Para Guilherme Theo Sampaio, esse ambiente regulatório tem contribuído para ampliar a participação privada na infraestrutura brasileira e tornar o país mais atrativo a investidores estrangeiros. A previsão é que o Brasil encerre 2026 com 20 mil quilômetros de rodovias concedidas e chegue a 25 mil quilômetros em 2027, fortalecendo uma agenda de longo prazo voltada ao ganho de eficiência e à integração logística.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">“Não é uma agenda de curto prazo, não é um momento. É uma transformação do ganho de eficiência e integração logística”, finalizou.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">
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		<title>Decisões, obras e novas regras movimentam a agenda do transporte terrestre em agosto</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/decisoes-obras-e-novas-regras-movimentam-a-agenda-do-transporte-terrestre-em-agosto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 18:12:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ANTT]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mês teve decisões sobre concessões rodoviárias e ferroviárias, tarifas, fiscalização, pedágio eletrônico, sustentabilidade e transporte de cargas.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><div class="documentDescription" style="text-align: center;"><em>Mês teve decisões sobre concessões rodoviárias e ferroviárias, tarifas, fiscalização, pedágio eletrônico, sustentabilidade e transporte de cargas</em></div>
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<p data-renderer-start-pos="6">Em agosto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou decisões e atos regulatórios, acompanhou obras e fiscalizações e conduziu processos relacionados às concessões de rodovias e ferrovias, ao transporte de passageiros e de cargas. Entre os temas do mês estiveram revisões tarifárias, pedágio eletrônico, novos projetos ferroviários, regras de fiscalização, sustentabilidade e medidas de resiliência climática.</p>
<p data-renderer-start-pos="683"><strong><span data-renderer-mark="true">Concessões e infraestrutura rodoviária</span></strong></p>
<p data-renderer-start-pos="723">Na carteira de rodovias federais, a ANTT regula 35 contratos que somam 18,1 mil quilômetros e representam R$ 525 bilhões entre obras e operação. Um 36º contrato está em fase final de formalização. Os três leilões realizados em 2026 somam quase R$ 32 bilhões, e a BR-163/MT/PA é o próximo ativo previsto para ser levado a leilão.</p>
<p data-renderer-start-pos="1053">Em Itaipava, distrito de Petrópolis (RJ), a concessionária concluiu a instalação das nove vigas de sustentação da nova Ponte do Arranha-Céu, na BR-040, obra inicialmente prevista para 2030 e cuja entrega foi antecipada para este ano, com previsão de conclusão em outubro. Na BR-101/RJ, foram concluídos 6,5 quilômetros de terceiras faixas, dentro de um contrato que prevê R$ 6,2 bilhões em investimentos. Na BR-050, a ANTT aprovou intervenções em segurança, pavimento, faixa de domínio e conectividade por sinal de quarta geração (4G), com o impacto tarifário incorporado à próxima revisão contratual.</p>
<p data-renderer-start-pos="1656">No Paraná, a Via Campo completou 100 dias de operação com recuperação de cerca de 350 quilômetros de pavimento em um trecho de 432 quilômetros sob contrato. A Via Araucária deu continuidade às obras previstas em seu contrato, e a EPR Litoral Pioneiro concluiu intervenções de contenção e estabilização de encostas na Serra do Mar, na BR-277. A Agência também acompanhou os resultados da fiscalização eletrônica implantada em 2025 nos trechos sob concessão da EPR Litoral Pioneiro, onde foi registrada redução de acidentes.</p>
<p data-renderer-start-pos="2180">Em paralelo, a ANTT elabora nova norma para ampliar a segurança e a previsibilidade da participação de fundos financeiros em concessões rodoviárias, a partir de projeto-piloto em Santa Catarina. As exigências serão encaminhadas ao Tribunal de Contas da União (TCU) até o fim do ano e valerão para os leilões a partir de 2027; contratos já em vigor não são afetados.</p>
<p data-renderer-start-pos="2547"><strong><span data-renderer-mark="true">Tarifas e pedágio eletrônico</span></strong></p>
<p data-renderer-start-pos="2577">Na Rio-SP, a 4ª Revisão Ordinária resultou em impacto médio de 1,32% para o motorista, diante de uma inflação de 4,44% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período. Nas rodovias do Sul, o reajuste médio foi de 4,55%, também abaixo da inflação, e a tarifa para automóveis foi fixada em R$ 6,90. Na BR-101/RJ, a revisão ordinária incorporou a correção pelo IPCA e o primeiro degrau tarifário previsto na repactuação do contrato.</p>
<p data-renderer-start-pos="3029">No pedágio eletrônico, a ANTT autorizou a substituição das cabines físicas pelo sistema de livre passagem em pedágio (Free Flow) em cinco praças da BR-060/364, entre Goiás e Mato Grosso, nos trechos de Jataí, Portelândia, Alto Garças e Pedra Preta. A Agência abriu Audiência Pública para testar, em sandbox regulatório, a interoperabilidade do Free Flow entre diferentes concessionárias. A proposta prevê que o motorista possa consultar passagens em um único canal e escolher a forma de pagamento. Em parceria com o aplicativo CNH do Brasil, foi lançada uma funcionalidade que permite consultar débitos, contestar cobranças e acompanhar prazos de pagamento.</p>
<p data-renderer-start-pos="3688"><strong><span data-renderer-mark="true">Ferrovias</span></strong></p>
<p data-renderer-start-pos="3699">A ANTT validou as minutas definitivas do edital e do contrato do primeiro Chamamento Público para Autorização de Exploração da Infraestrutura Ferroviária do Corredor Minas-Rio, com 733 quilômetros de extensão. A Agência prorrogou até 30 de setembro o prazo para contribuições sobre a proposta de concessão da Malha Sul, que reúne os corredores Mercosul, Rio Grande e Paraná–Santa Catarina, e mantém expectativa de realizar ao menos dois certames ferroviários até o fim do ano, incluindo a Estrada de Ferro 118. Em fórum sobre mineração, em Brasília, a Agência apresentou seis projetos ferroviários considerados estratégicos para o setor.</p>
<p data-renderer-start-pos="4338"><strong><span data-renderer-mark="true">Fiscalização e transporte de passageiros</span></strong></p>
<p data-renderer-start-pos="4380">O novo marco regulatório de fiscalização do transporte rodoviário coletivo interestadual de passageiros, estabelecido pela Resolução ANTT nº 6.074/2025, entrou em vigor em 18 de agosto, com uso de dados e critérios de risco e comportamento para orientar a fiscalização. Somente em 2026, mais de 500 veículos clandestinos já haviam sido apreendidos pela Agência. A ANTT capacitou servidores e representantes do setor regulado sobre as novas regras, com ações de fiscalização em campo documentadas em novo episódio da série “Operação Marginal”.</p>
<p data-renderer-start-pos="4924">Ainda em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou o modelo regulatório da ANTT para a Janela Extraordinária de viagens interestaduais, preservando a Resolução nº 6.033/2023. A Agência aprovou proposta de novo marco regulatório para o transporte rodoviário internacional de passageiros e abriu Audiência Pública sobre metodologia de classificação de serviços semiurbanos.</p>
<p data-renderer-start-pos="5304"><strong><span data-renderer-mark="true">Segurança viária e resiliência climática</span></strong></p>
<p data-renderer-start-pos="5346">Diante da previsão de um El Niño muito intenso no segundo semestre, com eventos extremos esperados até o início de 2027, a ANTT manteve ações de fiscalização e monitoramento nas rodovias federais concedidas, além de instrumentos regulatórios voltados à adaptação da infraestrutura e à continuidade do tráfego.</p>
<p data-renderer-start-pos="5657">Na BR-040, campanhas educativas de segurança viária somaram 202 ações no primeiro semestre. O Programa Conviver, com apoio da ANTT, passou a avaliar trajetos escolares para tornar mais seguro o caminho de crianças e adolescentes até a escola.</p>
<p data-renderer-start-pos="5901"><strong><span data-renderer-mark="true">Sustentabilidade</span></strong></p>
<p data-renderer-start-pos="5919">A ANTT instituiu, pela Resolução nº 6.086, de 14 de agosto, o Selo ESG Cargas, reconhecimento de adesão voluntária destinado a transportadores rodoviários de cargas que adotam boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). A nova geração de concessões também passou a incorporar esses critérios desde a estruturação dos contratos. Em evento sobre descarbonização, a Agência informou que 31 concessionárias aderiram ao Programa de Sustentabilidade, com R$ 132 bilhões em debêntures de infraestrutura emitidas em 2024.</p>
<p data-renderer-start-pos="6447"><strong><span data-renderer-mark="true">Transporte de cargas</span></strong></p>
<p data-renderer-start-pos="6469">No transporte de cargas, a ANTT abriu consulta sobre o piso mínimo do frete. A Lei nº 15.485/2026 reforçou o uso do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e as sanções pelo descumprimento dos valores mínimos.</p>
</div>
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		<title>ANTT amplia acesso ao programa de sustentabilidade em rodovias e ferrovias</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/antt-amplia-acesso-ao-programa-de-sustentabilidade-em-rodovias-e-ferrovias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 16:56:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://setcesp.org.br/?p=204649859</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mudança dá acesso a financiamento com incentivo fiscal para concessionárias que investem em práticas ambientais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_6 et_section_regular" >
				
				
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><div class="documentDescription" style="text-align: center;"><em>Mudança dá acesso a financiamento com incentivo fiscal para concessionárias que investem em práticas ambientais</em></div>
<div> </div>
<div>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true" data-pm-slice="1 1 &#091;&#093;">A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na 1.040ª Reunião de Diretoria Pública (RDP), realizada nesta quinta-feira (27/8), o Edital Complementar que passa a permitir a concessionárias de rodovias e ferrovias federais aderir, a qualquer momento, ao Nível I do Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura (PSI).</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">Com a decisão, a ANTT estende a novas concessões e a empresas vencedoras de leilões recentes o acesso a debêntures com incentivo fiscal, ou seja, uma linha de financiamento com custo menor, até então disponível apenas às concessionárias já enquadradas no programa. Na prática, mais concessionárias passam a ter estímulo financeiro para investir em práticas ambientais nas rodovias e ferrovias que usuários e cargas dependem diariamente.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">O PSI é um programa de adesão voluntária, criado pela ANTT por meio da Resolução nº 6.057/2024, que reconhece concessionárias e autorizatárias que adotam práticas de desenvolvimento sustentável na infraestrutura de transportes. Sua primeira fase de testes começou em novembro de 2025, com os Editais nº 3/2025 (rodovias) e nº 4/2025 (ferrovias), dentro do sandbox regulatório, ambiente que a Agência usa para testar novas regras antes de torná-las permanentes.</p>
<h2>Um programa em expansão</h2>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">Na fase inicial, encerrada em março deste ano, 21 das 34 concessionárias de rodovias com contrato vigente e 10 das 15 concessionárias de ferrovias apresentaram proposta de adesão, resultado que a ANTT avalia como validação da metodologia do programa. Com a experiência da primeira fase consolidada, a Agência passa agora a admitir a entrada contínua de novas concessionárias no PSI, incluindo empresas com contratos mais recentes e exigências ambientais já incorporadas em seus contratos de concessão.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">A minuta do edital foi aprovada pelo Comitê de Desenvolvimento de Sustentabilidade, colegiado que reúne representantes do setor regulado, em 27 de maio deste ano, e passou por ajustes recomendados pela Procuradoria Federal junto à ANTT antes de seguir para votação. Com a decisão da Diretoria Colegiada, concessionárias interessadas que atenderem aos requisitos poderão protocolar requerimento de adesão ao Nível 1 do programa a qualquer momento. Cada pedido passa por análise do Comitê de Desenvolvimento de Sustentabilidade e, em seguida, por deliberação da Diretoria.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">As novas concessões conduzidas pela ANTT incorporam sustentabilidade, adaptação climática, segurança operacional e inovação desde a estruturação dos projetos até a gestão dos contratos. O objetivo é tornar rodovias e ferrovias mais resilientes, eficientes e preparadas para as demandas das próximas décadas.</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true">Nas primeiras gerações de concessões, as ações estavam concentradas principalmente no cumprimento de condicionantes ambientais. Nos contratos mais recentes, esses critérios passaram a orientar o planejamento dos projetos e incluem medidas de adaptação às mudanças climáticas, redução de emissões, segurança viária, inovação tecnológica e relacionamento com as comunidades.</p>
</div>
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<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/antt-amplia-acesso-ao-programa-de-sustentabilidade-em-rodovias-e-ferrovias/">ANTT amplia acesso ao programa de sustentabilidade em rodovias e ferrovias</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Governo aprova incentivo de R$ 2,1 bilhões para obras em rodovias de São Paulo</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/governo-aprova-incentivo-de-r-21-bilhoes-para-obras-em-rodovias-de-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 15:48:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://setcesp.org.br/?p=204649622</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ministério dos Transportes enquadrou o projeto da Rota Mogiana no regime de incentivos fiscais; obras abrangem 520 quilômetros de estradas paulistas.</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/governo-aprova-incentivo-de-r-21-bilhoes-para-obras-em-rodovias-de-sao-paulo/">Governo aprova incentivo de R$ 2,1 bilhões para obras em rodovias de São Paulo</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em>Ministério dos Transportes enquadrou o projeto da Rota Mogiana no regime de incentivos fiscais; obras abrangem 520 quilômetros de estradas paulistas</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <a href="https://www.gov.br/transportes" target="_blank" rel="noopener">Ministério dos Transportes</a> aprovou o enquadramento de um amplo projeto de infraestrutura rodoviária no Estado de São Paulo no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). A decisão, formalizada pela <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-663-de-18-de-agosto-de-2026-726705131" target="_blank" rel="noopener">Portaria nº 663</a>, beneficia a empresa Rota Mogiana SPE S.A. para a execução de obras em um sistema que compreende 520 quilômetros de rodovias. O investimento total estimado para o empreendimento é de R$ 2,1 bilhões, com uma previsão de suspensão fiscal de R$ 154,5 milhões em impostos federais.</p>
<p>A portaria foi assinada pelo secretário-executivo do ministério, Bruno Leitão Praxedes, e publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU). O projeto, denominado “Sistema Rodoviário Lote Rota Mogiana – Etapa 1”, foca na concessão de serviços públicos que incluem a ampliação, operação, conservação e manutenção de diversos trechos rodoviários sob jurisdição estadual, mas que recebem o incentivo federal para acelerar o desenvolvimento logístico.</p>
<p>O que é o Reidi</p>
<p>O Reidi (regime especial de incentivos para o desenvolvimento da infraestrutura) é um programa do governo federal que visa desonerar investimentos em setores estratégicos como transportes, energia, saneamento básico e irrigação. Na prática, o regime suspende a exigência das contribuições para o PIS/Pasep e da Cofins sobre a venda ou importação de máquinas, aparelhos, instrumentos e serviços destinados a obras de infraestrutura.</p>
<p>Para ter acesso ao benefício, a empresa responsável pelo projeto de investimento deve ser habilitada junto à Receita Federal após o enquadramento do ministério setorial. No caso da Rota Mogiana, o benefício fiscal de R$ 154,5 milhões representa uma redução direta nos custos de implantação das melhorias previstas, refletindo na viabilidade econômica da concessão.</p>
<p>Abrangência do projeto</p>
<p>O complexo rodoviário que passará por intervenções é extenso e corta regiões importantes do interior paulista. Segundo o documento oficial, o lote é constituído por trechos das rodovias SP-107, SP-133, SP-215, SP-225, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SPI-225/342, SP-344, SP-350, além de diversas vias de acesso (SPAs).</p>
<p>A concessão atende às diretrizes do edital de concorrência internacional da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A extensão aproximada de 520 quilômetros receberá investimentos vultosos em segurança e fluidez do tráfego.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Detalhamento das obras previstas</h3>
<p>O cronograma de investimentos detalhado na portaria do governo federal elenca uma série de intervenções estruturais. Entre os principais destaques estão as obras de ampliação, que somam 378,53 quilômetros de duplicações e faixas adicionais. Esse tipo de melhoria é fundamental para reduzir o número de acidentes e aumentar a capacidade de escoamento de produção nas estradas paulistas.</p>
<p>Além das duplicações, o projeto contempla:</p>
<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Marginais:</strong> Implantação de 85,92 quilômetros de vias marginais, facilitando o acesso urbano e separando o tráfego local do tráfego de longa distância.</li>
<li><strong>Ciclovias:</strong> Construção de 36,84 quilômetros de pistas exclusivas para ciclistas.</li>
<li><strong>Dispositivos de acesso:</strong> Implantação de 162 unidades de dispositivos em nível e desnível (viadutos e trevos).</li>
<li><strong>Segurança para pedestres:</strong> Construção de 59 passarelas e passagens em nível.</li>
<li><strong>Obras de Arte Especiais (OAEs):</strong> Alargamento de 42 estruturas e construção de 37 novas pontes ou viadutos.</li>
<li><strong>Tecnologia:</strong> Instalação de três unidades de sistemas de pesagem em alta velocidade (High Speed Weigh-In-Motion).</li>
</ul>
<h3 class="wp-block-heading">Regras e vigência</h3>
<p>A fruição do benefício fiscal pela Rota Mogiana deve observar os efeitos da Lei Complementar 224/2025. A portaria estabelece que a empresa deve informar ao ministério a conclusão do projeto ou qualquer pedido de cancelamento da habilitação no prazo de 30 dias após o evento.</p>
<p>A portaria entra em vigor na data da assinatura do contrato de concessão decorrente do edital da Artesp. Os autos do processo ficarão arquivados no ministério para consulta e fiscalização de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU).</p>
<p>O projeto faz parte de um esforço conjunto entre as esferas federal e estadual para modernizar a malha viária de São Paulo, utilizando o Reidi como ferramenta para atrair capital privado e garantir a execução de obras de grande porte que, de outra forma, poderiam ser oneradas por uma carga tributária que dificultaria a modicidade tarifária ou a viabilidade do negócio.</p></div>
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		<title>Plano Nacional de Logística prevê R$ 1,2 trilhão em investimentos</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/plano-nacional-de-logistica-preve-r-12-trilhao-em-investimentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 19:25:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>PNL aposta na redução da dependência do transporte rodoviário.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><div class="header-noticia full-width">
<div class="linha-fina-noticia" style="text-align: center;"><em>PNL aposta na redução da dependência do transporte rodoviário</em></div>
</div>
<div>
<p>O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 entra em vigor nesta quarta-feira (12) tendo, como objetivo, orientar o planejamento da infraestrutura de transportes no país até 2050. <strong>O documento servirá de referência para investimentos públicos e privados em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1699455&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1699455&amp;o=node" /></p>
<p>Elaborado no âmbito do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), o PNL foi estruturado a partir da identificação dos principais gargalos da logística nacional. <strong>Ele prevê investimentos de R$ 1,225 trilhão em infraestrutura logística até 2050, dos quais R$ 734,4 bilhões deverão vir da iniciativa privada e R$ 490,5 bilhões do setor público.</strong></p>
<p>Os recursos deverão ser direcionados à manutenção de corredores estratégicos, à ampliação da capacidade de estruturas existentes e à implantação de novos empreendimentos.</p>
<p>O documento definiu 112 objetivos prioritários voltados à solução de gargalos atuais, ao atendimento de demandas futuras e ao desenvolvimento regional. Para isso, <strong>estabeleceu 31 eixos prioritários de transporte: 12 rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais.</strong></p>
<p>Entre as ações previstas estão a expansão de corredores ferroviários e rodoviários, a consolidação de hidrovias e a ampliação da infraestrutura portuária.</p>
<h2>Mudanças</h2>
<p>Durante a cerimônia de lançamento do PNL em Brasília, o ministro dos Transportes, George Santoro, destacou que o plano vai organizar “projetos, sonhos, vidas e iniciativas” que ajudarão a estruturar o futuro do Brasil e da América Latina.</p>
<p>“Por muito tempo, o Brasil escolheu obras e, depois, procurou uma estratégia para justificá-las. No PNL 2050, fizemos o contrário. Primeiro definimos que Brasil queremos construir. Depois, quais problemas precisamos resolver. Só então passamos a discutir quais investimentos fazem sentido”, discursou o ministro.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Instagram/@santoro.george" src="https://imagens.ebc.com.br/uBXR3ZBn3RCTRklYGlM9oGB2Jb4=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/12/sem_titulo_4.jpg?itok=MPvLLaOF" alt="Brasília - 12/08/2026 -Ministro do Transporte, George Santoro. Foto: Instagram/@santoro.george" /><br /><span style="color: #333333;">Para o ministro do Transporte, George Santoro, o PNL vai estruturar o futuro do Brasil e da América Latina</span></div>
</div>
<p>Segundo ele, esta não é uma mudança simples de se fazer porque, na verdade, é uma mudança de cultura. <strong>“E cultura é um processo que não será transformado por um único plano. O que esperamos é construir essa mudança ao longo do tempo e consolidar esse novo processo de planejamento”, complementou.</strong></p>
<h2>Cabotagem</h2>
<p>Entre as novidades apresentadas nesta edição do PNL, o ministro destacou a inclusão da cabotagem (navegação entre portos de um mesmo país). “O Brasil precisa voltar a olhar a cabotagem com seriedade. Esta foi uma evolução muito grande”, disse.</p>
<blockquote>
<p>“Ainda não colocamos a questão do transporte aéreo de cargas. Temos de evoluir nisso”, complementou.</p>
</blockquote>
<p>Também presente na cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse que o Brasil tem avançado em sua capacidade de infraestrutura, após grande ciclo de investimentos públicos e, sobretudo, privados.</p>
<p><strong>“A parceria com o setor privado trouxe resultados positivos, tanto no sentido da capacidade que foi instalada no país quanto, especialmente, no sentido da eficiência que alcançamos, elevando os patamares de desempenho, sobretudo nos setores de portos e aeroportos”, disse.</strong></p>
<h2>Modais</h2>
<p>Segundo ele, o grande desafio que o PNL traz como resposta é o de integrar os modais de transporte. “Os modais não são isolados. Precisam dialogar entre si. O porto é o nó desses caminhos. Mas ele não vive sem acessos rodoviários, ferroviários e hidroviários”.</p>
<p>“Entendo que a rodovia não é o melhor caminho para a expansão que precisamos. Portanto, precisamos avançar nas políticas de escoamento por meio do transporte ferroviário”, acrescentou.</p>
<p>“E não dá para começar uma ferrovia sem ser pelo porto”, complementou o ministro George Santoro.</p>
<p>Para o presidente da Infra (empresa pública federal criada para planejar, estruturar projetos e desenvolver engenharia e inovação no setor de transportes do país), Jorge Bastos, o PNL precisa, acima de tudo, “ter credibilidade, de forma a perpassar governos. Foi com essa perspectiva que ele foi elaborado”, disse.</p>
<h2>Desafios</h2>
<p><strong>Entre os desafios apontados no PNL 2050 estão a forte dependência das rodovias, que respondem por 54% da movimentação de cargas, a baixa utilização de ferrovias e hidrovias, dificuldades de escoamento da produção, problemas de abastecimento em regiões mais isoladas e barreiras à integração entre os modais.</strong></p>
<p>Para enfrentar esses problemas, o PNL prioriza a ampliação da intermodalidade, com maior conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.</p>
<p><strong>A expectativa é reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das exportações, melhorar o abastecimento interno e ampliar a integração do território nacional.</strong></p>
<p>O documento lançado nesta quarta-feira dá destaque também à redução das desigualdades regionais, com prioridade para projetos no Norte e Nordeste, e incorpora critérios de sustentabilidade, como adaptação às mudanças climáticas, redução de emissões e proteção da biodiversidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brasil precisa de R$ 2 trilhões para destravar transportes</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/brasil-precisa-de-r-2-trilhoes-para-destravar-transportes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 14:22:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CNT mapeia 2.837 projetos, enquanto investimento federal no setor ficou em apenas R$ 16,67 bilhões em 2025.</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/brasil-precisa-de-r-2-trilhoes-para-destravar-transportes/">Brasil precisa de R$ 2 trilhões para destravar transportes</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em>CNT mapeia 2.837 projetos, enquanto investimento federal no setor ficou em apenas R$ 16,67 bilhões em 2025</em></p>
<p>O Brasil precisaria investir R$ 2,03 trilhões em infraestrutura de transporte para executar 2.837 projetos considerados estratégicos para a integração logística e a mobilidade urbana. O montante equivale a cerca de 16% do PIB de 2025 e evidencia a distância entre as necessidades do país e os recursos efetivamente destinados ao setor.</p>
<p>O diagnóstico faz parte do Plano CNT de Transporte e Logística 2026 e da publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País, divulgados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Entre 2015 e 2025, os investimentos federais em infraestrutura de transporte corresponderam, em média, a apenas 0,15% do PIB por ano. Em 2025, foram aplicados R$ 16,67 bilhões, ou 0,13% do PIB.</p>
<p>A diferença reforça, segundo a entidade, a necessidade de combinar aumento dos investimentos públicos com maior participação do capital privado e novas fontes de financiamento.</p>
<p><strong>Rodovias ainda concentram 65,8% das cargas</strong><br />Outro desafio apontado pela CNT é o desequilíbrio da matriz brasileira. As rodovias respondem por 65,8% da movimentação de cargas, participação superior à registrada em países continentais utilizados pela entidade como comparação, como Estados Unidos, com 43%; China, 35%; e Austrália, 27%.</p>
<p>A CNT defende maior integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos para reduzir custos logísticos e aumentar a produtividade. A dimensão dos fluxos ajuda a mostrar o desafio. Somente em 2025, mais de 1,07 bilhão de toneladas foram movimentadas por rodovias, sendo 75% pelas empresas de transporte rodoviário de cargas. As ferrovias transportaram 554,5 milhões de toneladas úteis, enquanto os portos movimentaram mais de 1,4 bilhão de toneladas.</p>
<p><strong>Capital privado ganha espaço</strong><br />Diante das restrições orçamentárias do poder público, o financiamento privado já ganhou peso relevante. As emissões de debêntures incentivadas alcançaram R$ 177,97 bilhões em 2025, dos quais R$ 62,12 bilhões, ou 34,9%, foram destinados a transporte e logística, segundo os dados apresentados pela CNT.</p>
<p>A entidade defende o fortalecimento das concessões, das parcerias público-privadas (PPPs) e do mercado de capitais, acompanhado de maior segurança jurídica e estabilidade regulatória.</p>
<p>Entre as propostas estão ainda destinar ao próprio setor recursos arrecadados pela União com outorgas de infraestrutura de transporte, ampliar o uso da Cide-Combustíveis em investimentos e impedir o contingenciamento de recursos autorizados no Orçamento da União.</p>
<p>“Os países que mais crescem são aqueles que conseguem transformar infraestrutura em política de Estado. O Brasil precisa garantir planejamento de longo prazo, segurança jurídica e previsibilidade para investir”, afirma Vander Costa, presidente do Sistema Transporte.</p>
<p><strong>Impacto na atividade econômica</strong><br />A CNT também calcula que cada R$ 1 investido pela iniciativa privada em rodovias pode acrescentar até R$ 4,77 ao PIB do setor de transporte, com efeitos em até nove meses. No investimento público, o impacto estimado chega a R$ 4,64, em até 18 meses.</p>
<p>Além das obras, a entidade aponta necessidade de financiamento para renovação das frotas de caminhões, ônibus, navios, locomotivas, material rodante e aeronaves, além da modernização de polos logísticos e da melhoria da conectividade das vias.</p>
<p>Para a CNT, reduzir o déficit de infraestrutura dependerá, portanto, não apenas de ampliar os recursos disponíveis, mas de garantir planejamento de longo prazo, integração entre os modais e condições para aumentar a participação privada nos investimentos.</p></div>
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