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	<title>Arquivos Ramon Acaraz &#8211; SETCESP</title>
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	<description>Sindicato das empresas de transporte de SP</description>
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	<title>Arquivos Ramon Acaraz &#8211; SETCESP</title>
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		<title>Ramon Alcaraz: “Empresas que querem se manter relevantes e competitivas precisam olhar além do resultado financeiro”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aline Maciel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 17:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 82]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista SETCESP]]></category>
		<category><![CDATA[Ramon Acaraz]]></category>
		<category><![CDATA[setcesp entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eleito pela Forbes como um dos melhores CEOs do Brasil em 2024, no comando da JSL e na vice-presidência do SETCESP, Ramon compartilha, em entrevista, sua história e visão sobre representatividade sindical e o cenário econômico </p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>Eleito pela Forbes como um dos melhores CEOs do Brasil em 2024, no comando da JSL e na vice-presidência do SETCESP, Ramon compartilha, em entrevista, sua história e visão sobre representatividade sindical e o cenário econômico </em></p>
<p><strong>Conte-nos sobre sua trajetória profissional. Como ingressou no setor de transporte e logística?</strong></p>
<p>Minha trajetória profissional começou há 40 anos, desde que iniciei a faculdade. Ainda na casa dos 20 anos, desenvolvi um software de gestão de frotas e abri uma empresa de consultoria. Desde então, passei por diversas experiências e despertei meu lado empreendedor em 2001, ao fundar a transportadora Fadel, onde atuei por 20 anos.</p>
<p>Por questões sucessórias, resolvi vender a Fadel, foi quando conheci a JSL. Após 18 meses de negociação, aconteceu o M&amp;A [sigla para Mergers and Acquisitions – em português Fusões e Aquisições]. A partir de então, planejava me aposentar, mas a vida tem suas reviravoltas. O Fernando Simões precisava assumir a presidência da recém-criada Simpar e, consequentemente, deixar a da JSL. Foi aí que ele me convidou para assumir a presidência da JSL e a oportunidade de liderar a maior empresa de logística do Brasil logo me cativou, não pude deixar passar. Hoje, como CEO da JSL e vice-presidente do SETCESP, me sinto bastante orgulhoso por seguir contribuindo para o desenvolvimento do setor brasileiro de transporte e logística.</p>
<p><strong>Quais as vantagens que as empresas têm de estar inseridas em uma entidade representativa de classe? </strong></p>
<p>Diversas vantagens: defesa de direitos e interesses, desenvolvimento da área, debate de informações estratégicas. É a principal forma de ter um espaço permanente de diálogo com o poder público e demais agentes do setor. Diria que é também uma forma de valorização profissional, porque possibilita a participação ativa de todas as partes em decisões que impulsionam o mercado. Gosto do ditado: “Você pode escolher sentar à mesa e escolher um item do cardápio ou ser um dos itens do cardápio”. Em outras palavras: se você não fizer, alguém fará por você.</p>
<p><strong>Como o SETCESP pode gerar valor para seus associados?</strong></p>
<p>O SETCESP pode gerar valor estando cada vez mais próximo da realidade das transportadoras, ouvindo os desafios do dia a dia e ajudando a transformá-los em soluções. Seja por meio de capacitação, representatividade ou iniciativas que fomentem inovação e profissionalização do setor. O grande diferencial está em promover conexão e beneficiar cada associado.</p>
<p><strong>O que as entidades podem aprender com as empresas privadas em relação às práticas de gestão?</strong></p>
<p>As entidades podem se inspirar em aspectos como planejamento estratégico, foco em resultados, governança e inovação. Buscar eficiência na gestão interna é um caminho importante para gerar mais valor aos associados e atuar de maneira ágil e efetiva diante dos desafios do setor.</p>
<p><strong>Uma das principais responsabilidades do sindicato são as negociações salariais. Em sua opinião, quais são os fatores que mais colaboram para haver consenso em uma Convenção Coletiva?</strong></p>
<p>O consenso em uma Convenção Coletiva passa, antes de tudo, por diálogo e transparência entre as partes. Quando há entendimento mútuo sobre o cenário econômico, a realidade das empresas e as necessidades dos trabalhadores, as chances de se chegar a um acordo equilibrado aumentam muito. É importante que as negociações considerem a sustentabilidade do setor e, ao mesmo tempo, valorizem os profissionais que fazem tudo acontecer.</p>
<blockquote>
<p> “se você não fizer, alguém fará por você”</p>
</blockquote>
<p><strong>Como o senhor vê a atual situação do setor em relação às negociações salariais? </strong></p>
<p>Avanços acontecem quando há disposição das partes para ouvir, ponderar e construir soluções viáveis para todos os envolvidos. O setor de transportes tem tradição de diálogo, e acredito que isso seguirá sendo um ponto de equilíbrio.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: right;"><em>foto: Divulgação JSL</em></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Atualmente, qual a importância de as empresas do setor alinharem as suas atividades às práticas ESG?</strong></p>
<p>Hoje, alinhar as atividades às práticas ESG não é mais uma tendência — é uma necessidade. Empresas que querem se manter relevantes e competitivas precisam olhar além do resultado financeiro. O setor de transporte tem um papel enorme nisso, podemos impactar positivamente o meio ambiente com eficiência logística, promover inclusão com políticas de diversidade e fortalecer a governança com ética e transparência. Além desses pontos, o ESG tem que ser visto de forma sustentável num ângulo de 360 graus: sustentável para o meio ambiente, para a sociedade e para a própria empresa.</p>
<p><strong>No cenário econômico internacional, acompanhamos uma escalada tarifária dos EUA, que desencadeou até um conflito com a China. Que impacto isso pode ter para o Brasil? Podemos tirar alguma vantagem de tudo isso? </strong></p>
<p>Ainda é cedo para dizer, mas o Brasil pode surgir como alternativa em algumas rotas e fornecimentos. O essencial é ter uma estratégia sólida, com um portfólio de clientes diversificado, capaz de aproveitar as oportunidades do mercado e estar protegido diante de qualquer cenário adverso.</p>
<p><strong>O Governo Federal anunciou no início do ano o maior pipeline de concessões da história. </strong><strong>Qual a sua avaliação do andamento das concessões e privatizações rodoviárias no País? </strong></p>
<p>Avançar com investimentos em infraestrutura é algo que o setor demanda há muitos anos. Essa melhoria passa pela combinação de investimentos públicos e privados, e precisa vir acompanhada de diálogo com o setor. É fundamental que esses projetos sejam bem estruturados, com contratos equilibrados, previsibilidade regulatória e foco na eficiência de longo prazo.</p>
<blockquote>
<p>“Nunca subestimem o poder de um propósito bem definido”</p>
</blockquote>
<p><strong>Fale um pouco dos desafios em ser um empresário no Brasil?</strong></p>
<p>Empreender no Brasil exige resiliência, mas com criatividade e disciplina é possível construir negócios sólidos que geram impacto. Tudo se baseia em como você faz a gestão dos seus líderes, afinal, o sucesso vem quando todos compartilham o mesmo propósito. O setor de transportes continua sendo extremamente essencial para o Brasil e o mundo, e temos demonstrado que é possível aliar crescimento econômico à responsabilidade social e ambiental.</p>
<p><strong>Como foi para você ser reconhecido pela Forbes como um dos melhores CEOs do Brasil em 2024?</strong></p>
<p>Foi uma grande surpresa, mas também muito gratificante. Temos muitos CEOs excelentes no Brasil, e me senti lisonjeado por estar entre os dez melhores.  Também reconheço que essa conquista não é individual; é fruto do trabalho em equipe. Ela representa o compromisso diário de pessoas que sonham e acreditam no potencial de transformar o setor logístico brasileiro.</p>
<p><strong>No seu LinkedIn, em sua postagem de agradecimento à escolha da Forbes, o senhor afirma ter tido a sorte de contar com vários mestres que te ensinaram, nos quais pode se espelhar. Neste sentido, pode nos dizer quem são as pessoas que você admira e o porquê?</strong></p>
<p>Eu poderia citar vários, mas para não correr o risco de esquecer de alguém, vou citar apenas um, que faz parte da história do SETCESP e teve uma grande influência na minha trajetória. Ele não me conhecia, mas apostou no projeto dos jovens que se formavam na primeira turma de engenharia voltada ao segmento de transportes e me deu muito apoio, desde o primeiro estágio. Suas ideias eram bem à frente do seu tempo: Adalberto Panzan.</p>
<p><strong>Qual mensagem poderia deixar para os nossos leitores?</strong></p>
<p>Nunca subestimem o poder de um propósito bem definido. Em um setor tão desafiador e essencial como o transporte, nosso maior ativo são as pessoas. Valorize sua equipe, escute quem está na linha de frente e lembre-se de que liderar é inspirar e construir juntos. Nosso trabalho impacta vidas, e isso é um enorme privilégio.</p></div>
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