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	<title>Arquivos juros &#8211; SETCESP</title>
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	<description>Sindicato das empresas de transporte de SP</description>
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	<title>Arquivos juros &#8211; SETCESP</title>
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		<title>Em decisão unânime, BC retoma ciclo de alta dos juros e passa Selic a 10,75%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 15:08:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[10]]></category>
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		<category><![CDATA[Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi a primeira elevação da taxa básica desde agosto de 2022; decisão difere de movimento global de afrouxamento monetário.</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/em-decisao-unanime-bc-retoma-ciclo-de-alta-dos-juros-e-passa-selic-a-1075/">Em decisão unânime, BC retoma ciclo de alta dos juros e passa Selic a 10,75%</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) seguiu as expectativas do mercado e aumentou os juros em 0,25 ponto nesta quarta-feira (18), passando a Selic ao patamar de 10,75% ao ano.</p>
<p>Foi o primeiro movimento para cima da Selic desde agosto de 2022, quando a taxa básica foi a 13,75% ao ano, patamar mantido até agosto de 2023.</p>
<p>A decisão foi unânime entre os nove membros do Copom.</p>
<p>Em nota, o colegiado não apresentou orientações sobre os próximos passos da política monetária, também chamado de guidance, deixando a porta aberta para possíveis altas.</p>
<p>Segundo o BC, o ritmo de ajustes na taxa “serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação”.</p>
<p>A decisão do BC difere do movimento global de relaxamento da política monetária. <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/banco-central-dos-eua-corta-juros-em-050-ponto-primeira-queda-desde-2020/" target="_blank" rel="noopener">Mais cedo, o Federal Reserve (Fed) cortou os juros em 0,5%</a> e sinalizou novos cortes.</p>
<p>Na semana passada, autoridades monetárias do Reino Unido e zona do euro também tomaram medidas nessa direção.</p>
<p>Esta foi a primeira reunião do Copom após Gabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária, ser indicado à presidência do BC pelo governo federal. O nome do economista ainda precisa ser aprovada em sabatina no Senado, agendada para 8 de outubro.</p>
<p><strong>Mais riscos para alta da inflação</strong></p>
<p>O Copom ainda citou que o cenário apresenta mais riscos para alta da inflação, pontuando a desancoragem das expectativas para em período mais prolongado, maior resiliência da alta dos preços em serviços e conjunção de políticas internas e externas.</p>
<p>Já em fatores para uma possível queda da inflação, foram apontados a desaceleração da economia global e os impactos do aperto nos juros promovido por diversos países nos últimos anos.</p>
<p>O colegiado também voltou a falar sobre os riscos da política de gastos do governo federal, e disse que “uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária”.</p>
<p><strong>Mercado esperava alta dos juros</strong></p>
<p>A decisão vai em linha com as apostas do mercado financeiro, que esperava a retomada de um novo, mas curto, ciclo de alta da Selic.</p>
<p>Dados do relatório Focus, que reúne a mediana de opiniões de analistas, sinalizavam para alta de 0,25 ponto, colocando a taxa básica no atual patamar.</p>
<p>As previsões indicam novos aumentos de mesma magnitude nos dois últimos encontros do colegiado neste ano, elevando os juros à taxa terminal de 11,25%.</p>
<p><strong>Inflação desancorada e economia aquecida</strong></p>
<p>As expectativas de aperto monetário começaram a ganhar força após o último encontro do Copom, em julho, quando membros da cúpula do BC falaram em diversas oportunidades que não hesitariam em subir os juros em meio ao processo de desancoragem das expectativas para a inflação.</p>
<p>Dados do Focus mostraram seguidas elevações das revisões para a inflação, agora a 4,3% neste ano e 3,92% em 2025. Para 2024 e os próximos anos, o BC persegue a meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.</p>
<p>O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,02% no mês passado, o primeiro resultado negativo em mais de um ano. Na soma de 12 meses, a inflação doméstica desacelerou para 4,24%.</p>
<p>As previsões para alta da Selic ganharam novo fôlego após dados mostrarem que a economia brasileira está mais aquecida do que o previsto, após o Produto Interno Bruto (PIB) subir 1,4% no segundo trimestre.</p>
<p>A alta acima das expectativas levaram a uma onda de revisões das previsões para este ano, com o mercado passando a prever avanço de 3% das atividades.</p>
<p>Outra parte dos analistas diz que não haveria necessidade de subir os juros neste momento, citando que a taxa em 10,5% já é restritiva.</p>
<p>Para este grupo, é preciso considerar que a inflação perdeu fôlego no país, além da redução da pressão sobre o câmbio nas últimas semanas.</p>
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		<title>Em recado claro, membros do Copom afirmam que podem subir os juros para conter a inflação</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/em-recado-claro-membros-do-copom-afirmam-que-podem-subir-os-juros-para-conter-a-inflacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 13:18:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diretores do BC deixaram de lado comunicação típica e sinalizaram claramente que possibilidade de alta de juros está no radar.</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/em-recado-claro-membros-do-copom-afirmam-que-podem-subir-os-juros-para-conter-a-inflacao/">Em recado claro, membros do Copom afirmam que podem subir os juros para conter a inflação</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><span class="is_emphasis">Os membros do Comitê de Política Monetária (<strong>Copom</strong>) deixaram de lado a usual comunicação indireta na ata da última reunião publicada nesta terça-feira, 6. </span>Eles afirmaram, explicitamente e de maneira unânime, que não hesitarão em <strong>aumentar a taxa de juros</strong> para assegurar a convergência da <strong>inflação</strong> à meta se julgarem apropriado.</p>
<p>Na prática, os diretores do Banco Central (BC) sinalizaram claramente que podem <strong>subir os juros</strong> nas próximas reuniões.</p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty body-extra-large text-colors-text overflow-hidden py-3 lg:py-4">Com isso, <span class="is_emphasis">a dúvida agora passa a ser quando começará o ciclo de alta e se essas elevações serão de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto percentual.</span></p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty body-extra-large text-colors-text overflow-hidden py-3 lg:py-4">&#8220;À luz desse acompanhamento, o Comitê avaliará a melhor estratégia: de um lado, se a estratégia de manutenção da taxa de juros por um tempo suficientemente longo levará a inflação à meta no horizonte relevante; <span class="is_emphasis">de outro lado, o Comitê, unanimemente, reforçou que não hesitará em elevar a taxa de juros para assegurar a convergência da inflação à meta se julgar apropriado</span>&#8220;, informaram os diretores do BC.</p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty body-extra-large text-colors-text overflow-hidden py-3 lg:py-4">&#8220;Como usual, as estratégias adotadas pelo Comitê refletirão o compromisso com o cumprimento da meta de inflação, visando também a reancoragem das expectativas de inflação de modo a minimizar o custo da desinflação. O Comitê se manterá vigilante e relembra que eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta.&#8221;</p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty body-extra-large text-colors-text overflow-hidden py-3 lg:py-4">Os membros do Copom afirmaram que o cenário atual é marcado por projeções mais elevadas e mais riscos para a <strong>alta da inflação</strong>.</p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty body-extra-large text-colors-text overflow-hidden py-3 lg:py-4">E que o desenrolar do cenário será particularmente importante para definir os próximos passos de política monetária. De maneira unânime, eles afirmaram que o momento é de maior cautela e de acompanhamento diligente dos condicionantes da inflação.</p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty headline-small text-colors-text py-3"><strong>Inflação de serviços preocupa Copom</strong></p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty body-extra-large text-colors-text overflow-hidden py-3 lg:py-4">Segundo o Copom, as taxas de inflação de bens industriais e de alimentação no domicílio mantiveram suas recentes trajetórias, deixando de contribuir para a desinflação nesse estágio do processo desinflacionário.</p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty body-extra-large text-colors-text overflow-hidden py-3 lg:py-4">Para piorar, a <strong>inflação de serviços</strong> assumiu papel preponderante na dinâmica de redução de preços.</p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty body-extra-large text-colors-text overflow-hidden py-3 lg:py-4">&#8220;Debateu-se então o papel da dinâmica do mercado de trabalho e das expectativas de inflação para a determinação da inflação de serviços. Concluiu-se que o processo desinflacionário arrefeceu e que os níveis de inflação corrente acima da meta, em contexto de dinamismo da atividade econômica, tornam a convergência da inflação à meta mais desafiadora&#8221;, informou o BC.</p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty body-extra-large text-colors-text overflow-hidden py-3 lg:py-4">Além disso, os membros do Copom avaliaram que o cenário prospectivo de inflação se tornou mais desafiador, com o aumento das projeções de inflação de médio prazo, mesmo condicionadas em uma trajetória de taxa de juros mais elevada.</p>
<p class="m-0 p-0 lg:text-pretty body-extra-large text-colors-text overflow-hidden py-3 lg:py-4">Com isso, os diretores do BC concluíram unanimemente pela necessidade de uma <strong>política monetária ainda mais cautelosa</strong> e de acompanhamento diligente do desenrolar do cenário.</p>
<p>&#8220;O Comitê avalia que a condução da política monetária é um fator fundamental para a reancoragem das expectativas e continuará tomando decisões que salvaguardem a credibilidade e, consequentemente, reduzam o custo da desinflação&#8221;, afirmaram os membros do Copom. &#8220;O Comitê não se furtará ao seu compromisso com o atingimento da meta de inflação e entende o papel fundamental das expectativas na dinâmica da inflação.&#8221;</p>
<p><em>Foto: divulgação Exame</em></p></div>
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		<title>Copom prevê novas reduções de 0,5 ponto percentual na taxa de juros nas próximas reuniões, diz ata</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/copom-preve-novas-reducoes-de-05-ponto-percentual-na-taxa-de-juros-nas-proximas-reunioes-diz-ata/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 13:14:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Documento foi divulgado nesta terça-feira (26) e traz detalhes sobre a reunião na semana passada.</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/copom-preve-novas-reducoes-de-05-ponto-percentual-na-taxa-de-juros-nas-proximas-reunioes-diz-ata/">Copom prevê novas reduções de 0,5 ponto percentual na taxa de juros nas próximas reuniões, diz ata</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>De acordo com a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada nesta terça-feira (26), os membros do grupo “concordaram unanimamente” com a expectativa de novos cortes de 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões.</p>
<p>Segundo o documento, o Comitê avaliou que esse é o “ritmo apropriado” para manter a política monetária contracionistas necessária para o processo desinflacionário.</p>
<p>“Tal ritmo conjuga, de um lado, o firme compromisso com a reancoragem de expectativas e a dinâmica desinflacionária e, de outro, o ajuste no nível de aperto monetário em termos reais diante da dinâmica mais benigna da inflação antecipada nas projeções do cenário de referência”, descreve a ata.</p>
<p>O Copom aponta ainda que a avaliação é de que o “cenário inspira cautela”, portanto, não há evidência de que esteja em curso um aperto além do que seria necessário para a convergência da inflação para a meta, hoje em 3,25% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.</p>
<p>“O Comitê julga como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes, já que isso exigiria surpresas positivas substanciais que elevassem ainda mais a confiança na dinâmica desinflacionária prospectiva. Tal confiança viria apenas com uma alteração significativa dos fundamentos da dinâmica da inflação”.</p>
<p><strong>Corte de juros</strong></p>
<p><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/bc-deve-manter-promessa-e-cortar-selic-para-1275-nesta-quarta-20-dizem-economistas/" target="_blank" rel="noopener">Conforme expectativa do mercado</a>, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidiu, na quarta-feira (20) fazer <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/banco-central-cumpre-expectativa-e-corta-juros-em-05-ponto-para-1275-ao-ano/" target="_blank" rel="noopener">um novo corte de 0,50 ponto percentual (p.p) na taxa básica de juros</a>. O movimento levou a Selic de 13,25% para 12,75% ao ano, o mesmo patamar de maio de 2022, quando os juros estavam em ritmo de alta.</p>
<p>No <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/copom-cita-serenidade-e-moderacao-na-politica-de-juros-leia-comunicado-na-integra/" target="_blank" rel="noopener">comunicado que acompanhou a decisão</a>, o Comitê ressaltou que é necessário “serenidade e moderação” na condução dos juros.</p>
<p>Votaram pela redução de 0,50 ponto percentual os seguintes membros do Comitê: Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente), Ailton de Aquino Santos, Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Fernanda Magalhães Rumenos Guardado, Gabriel Muricca Galípolo, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Renato Dias de Brito Gomes.</p>
<p><strong>Cenário econômico</strong></p>
<p>Para os membros do Copom, além de um ambiente externo mais incerto, as expectativas de inflação seguem acima da meta e “se mantiveram relativamente estáveis recentemente”. Segundo a ata, alguns membros se mostraram “particularmente preocupados” com a possibilidade de metas desancoradas por um período longo.</p>
<p>Contudo, apontam que prossegue o processo de desinflação, com a inflação de serviços desacelerando na margem, mas com núcleos de inflação ainda elevados.</p>
<p>“A inflação ao consumidor segue com uma dinâmica corrente mais benigna, exibindo desaceleração tanto na inflação de serviços quanto nos núcleos de inflação. Os indicadores que agregam os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, que possuem maior inércia inflacionária, apresentaram menor inflação, mas mantêm-se acima da meta”, diz.</p>
<p>A reunião debateu ainda sobre a resiliência nos mercados de trabalho em diversos países e as decisões de bancos centrais pelo mundo seguindo com ciclos de aperto monetário como forma de promover a convergência da taxa de inflação para suas metas, e ainda sinalizando um período prolongado de juros elevados para combater as pressões inflacionárias.</p>
<p>“O Comitê notou a elevação das taxas de juros de longo prazo dos Estados Unidos e a perspectiva de menor crescimento na China, ambas exigindo maior atenção por parte de países emergentes.”</p>
<p>No cenário doméstico, o Comitê vê que o conjunto de indicadores recentes indica um momento de maior resiliência da atividade econômica e que “dados referentes à atividade econômica do segundo trimestre, em particular a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto), indicam que setores não cíclicos da economia mantiveram dinamismo”.</p>
<p>Contudo, pondera que também se observou um crescimento no componente da demanda referente ao consumo das famílias.</p>
<p>“De modo geral, nos indicadores setoriais, observou-se alguma desaceleração no setor de comércio, moderada reaceleração na indústria e estabilidade do crescimento no setor de serviços, após ritmo mais forte nos trimestres anteriores. O mercado de trabalho segue resiliente, mas com alguma moderação na margem.”</p></div>
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<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/copom-preve-novas-reducoes-de-05-ponto-percentual-na-taxa-de-juros-nas-proximas-reunioes-diz-ata/">Copom prevê novas reduções de 0,5 ponto percentual na taxa de juros nas próximas reuniões, diz ata</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>CNT representa o transporte, no senado, em sessão de debates temáticos sobre juros, inflação e crescimento econômico</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/cnt-representa-o-transporte-no-senado-em-sessao-de-debates-tematicos-sobre-juros-inflacao-e-crescimento-economico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 May 2023 13:41:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CNT]]></category>
		<category><![CDATA[inflação e crescimento econômico]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Confederação expôs que o controle inflacionário é fundamental para o desenvolvimento do país</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/cnt-representa-o-transporte-no-senado-em-sessao-de-debates-tematicos-sobre-juros-inflacao-e-crescimento-economico/">CNT representa o transporte, no senado, em sessão de debates temáticos sobre juros, inflação e crescimento econômico</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>A Confederação expôs que o controle inflacionário é fundamental para o desenvolvimento do país, mas a taxa de juros não pode prejudicar investimentos, tendo em vista a perda de estoque de capital nos últimos anos</p>
<p>A CNT (Confederação Nacional do Transporte) participou, nessa quinta-feira (27), da sessão de Debates Temáticos do Senado Federal. Convocada pelo presidente da casa, senador Rodrigo Pacheco, a reunião contou com a presença de ministros e senadores para tratar de temas como juros, inflação e crescimento econômico. O ponto central da discussão girou em torno das expectativas inflacionárias e dos impactos da manutenção da taxa de juros elevada sobre o crescimento econômico. Além disso, a autonomia do Banco Central e a necessidade de aprimoramento do novo arcabouço fiscal pelo Congresso Nacional foram abordadas pelos debatedores.</p>
<p>A gerente executiva de economia da CNT, Fernanda Schwantes, destacou que a autonomia operacional do Banco Central, com atuação baseada em critérios técnicos, é fundamental para a execução da política monetária no país. No entanto, a manutenção de taxas de juros elevadas preocupa o setor transportador, pois restringe investimentos em infraestrutura, dificulta a reposição de capital na própria atividade e gera custos significativos de financiamento da dívida pública.</p>
<p>Schwantes salientou que cada um ponto percentual de aumento da taxa básica de juros (Selic) mantida por 12 meses eleva o custo da dívida pública em R$ 40,6 bilhões. Em 2023, esse montante foi 2,3 vezes maior que o orçamento federal para investimentos em infraestrutura de transporte, R$ 17,4 bilhões.</p>
<p>A gerente da CNT apresentou, ainda, uma série histórica elaborada pela Confederação que mostra como o governo tem perdido a sua capacidade de promover investimentos. “Desde 1975, o investimento em infraestrutura de transporte como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) alcançou o menor nível nos últimos anos”, destacou. Em 2022, o investimento federal em infraestrutura de transporte representou 0,09% do PIB, contra cerca de 1,80% de 47 anos atrás.</p>
<p>Para a CNT, as medidas estruturantes de contenção da inflação e a ampliação da capacidade de investimento do Estado perpassam a realização de um ajuste fiscal crível para os agentes econômicos, pois quem contribui para o pleno funcionamento do sistema econômico precisa acreditar no ajuste fiscal do governo. “O arcabouço proposto pelo Ministério da Fazenda tem o mérito de enfrentar o problema do crescimento da dívida pública, mas carece de aprimoramentos pelo Congresso Nacional. Está pautado no crescimento das receitas para que seja possível estabilizar a dívida, mas não prevê formas de reduzir despesas, especialmente os excessos da máquina pública”, adverte.</p>
<p>Em seus discursos, os senadores presentes reforçaram o compromisso do Congresso Nacional com regra fiscal. A ideia é contribuir com um cenário que viabilize a redução da Selic de forma sustentável. Dentre as autoridades presentes estavam o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto; além de economistas e representantes do setor produtivo e do sistema financeiro.</p>
<p>Na ocasião, Rodrigo Pacheco salientou que a taxa básica de juros praticada no Brasil, fixada em 13,75% pelo Banco Central, é muito alta e tem refletido na estagnação do crescimento econômico. Mesmo sabendo que a redução desse índice precisa ser feita de forma responsável, gradual e baseada nas projeções de mercado e do próprio Banco Central, Pacheco defendeu que seja encontrado um caminho que sane as desconfianças sobre o Brasil.</p>
<p>“Eu sei que o mercado vive muito de expectativas — ‘ah, se fizer isso, acontece aquilo&#8217;. O que eu quero dizer é que nós não podemos negar ou desconfiar do compromisso do Congresso Nacional de tornar expectativas realidade. Nós temos o arcabouço fiscal, que vamos aprovar no Congresso Nacional; nós temos uma reforma tributária, que não é uma vontade única e unilateral de ninguém, é vontade da sociedade brasileira que haja uma reforma tributária”, concluiu.</p></div>
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		<title>Risco de recessão mundial, juros altos e elevação da carga tributária requerem atenção do Brasil</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/risco-de-recessao-mundial-juros-altos-e-elevacao-da-carga-tributaria-requerem-atencao-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Apr 2023 12:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[carga tributária]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As previsões para o cenário econômico até 2024 foram tema de palestra promovida pela CNT para empresários e representantes do transporte</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>O mercado mundial dá indícios de recessão branda em 2023, mas que pode se agravar ou prolongar dependendo da resposta dos bancos centrais à inflação ainda elevada e à fragilização do sistema bancário após falências e vendas de instituições financeiras nos Estados Unidos e na Europa. Essas preocupações ecoam também no Brasil. No caso do setor transportador, somam-se a tais intercorrências a retomada de impostos sobre combustíveis, a maneira como será feita a reforma tributária e a manutenção da taxa de juros em patamar elevado, o que inibe investimentos dos setores produtivos.</p>
<p>Esse é o cenário econômico que se avista para 2023 e 2024. A perspectiva foi apresentada, nessa segunda-feira (10), durante palestra promovida pela CNT a empresários e representantes do setor. A exposição foi ministrada pelo economista Fernando Sampaio. “Fica difícil fazer apostas otimistas em um ambiente global desses”, observou.</p>
<p>O economista avaliou que, no caso do Brasil, ano passado foi melhor do que o inicialmente previsto em termos de atividade econômica. O pacote de benefícios, associado a desonerações de combustíveis, energia e telecomunicações, aqueceram a economia doméstica e o PIB acabou crescendo 2,9% em 2022.</p>
<p>“Ou seja, o conjunto de medidas deu certo. Só que, neste ano, é inevitável desacelerar, em função do fim das desonerações e da taxa básica de juros em 13,75% ao ano”, ressaltou Sampaio. O especialista ponderou, ainda, que será um grande desafio a inflação brasileira chegar e ficar em 3% ao ano. “A média dos últimos anos é de 6,5%”, explicou. </p>
<p>Em relação à reforma tributária no Brasil, o impasse de fazê-la ou não deve continuar, segundo Sampaio. Ele avalia que apesar de o debate sobre a necessidade de se reestruturar o sistema tributário estar mais maduro, ainda não está consensual. Existe apoio dos presidentes da Câmara e do Senado e de parte dos governos estaduais, mas as propostas discutidas até então, desoneram a indústria e não levam em consideração a realidade de outros setores, inclusive do transporte. Áreas cuja tributação deve se elevar significativamente.</p>
<p>Na melhor das projeções, com a virada de ano de 2023 para 2024, a economia mundial segura a recessão em um patamar leve e o governo brasileiro consegue aprovar o novo arcabouço fiscal e realizar a reforma tributária. Isso pode levar, paulatinamente, à queda do dólar e dos juros. Com isso, o Produto Interno Bruto (PIB) cresce e a inflação baixa. No caminho oposto está a chance de a inflação não ceder, os bancos centrais manterem os juros altos e, no Brasil, as mudanças do quadro político serem insuficientes para alavancar a confiança do mercado.</p></div>
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		<title>Pela 1ª vez em duas décadas, juros seguem elevados mesmo com inflação em queda</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/pela-1a-vez-em-duas-decadas-juros-seguem-elevados-mesmo-com-inflacao-em-queda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 13:38:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inflação resistente, longe da meta e deturpada por desonerações está entre razões citadas por economistas para o fenômeno</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Pela primeira vez desde o início do regime de metas para a inflação no Brasil, em 1999, a Selic, a taxa de juros de referência da economia, parou, nos últimos meses, de responder aos movimentos do IPCA, o indicador oficial de preços do país.</p>
<p>O IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, está em queda desde abril do ano passado, quando atingiu seu maior nível em 19 anos e chegou a 12,13% no acumulado em 12 meses.</p>
<p>A desaceleração nos meses seguintes foi bastante veloz e, ao término de 2022, a inflação já tinha caído a menos da metade. Em fevereiro, levantamento mais recente, ficou em 5,6%. Já são dez meses de recuo.</p>
<p>Em todo esse período, porém, o Banco Central, o responsável pela Selic, não fez nenhum corte na taxa, além de ainda tê-la elevado mais nos primeiros meses depois que a inflação já tinha parado de subir.</p>
<p>É normal haver um pequeno atraso entre o movimento da inflação e a decisão do BC de mexer nos juros, já que as variações de um mês ou outro podem estar ligadas a um choque passageiro ao qual a Selic não necessariamente precisa reagir.</p>
<p>É a primeira vez, no entanto, que os juros ficam parados por um período tão longo, mesmo com o IPCA já tendo mudado de direção há tempos.</p>
<p>Foi também a primeira vez, desde 1999, que o BC ainda elevou os juros, em vez de pausá-los, logo depois de a inflação parar de subir.</p>
<p>Entre pequenas defasagens, as duas variáveis tradicionalmente andam juntas, tanto para baixo quanto para cima.</p>
<p><strong>Acúmulo de problemas</strong></p>
<p>A explicação para o fenômeno, de acordo com economistas consultados pela CNN, passa por um encontro de diversos fatores que, em sua visão, justificaram uma vigília extra por parte do Banco Central.</p>
<p>Nenhum desses elementos é totalmente inédito para um país com passado inflacionário como o Brasil. Mas em poucos ou nenhum momento anterior todos eles tinham se colidido ao mesmo tempo ou com a mesma intensidade de agora.</p>
<p>A lista é longa. Uma inflação mais rígida que as do passado, de alcance global, vinda de um patamar extremamente alto, “maquiada” por uma série de desonerações, sem perspectiva de novas quedas no horizonte e ainda bem distante da meta que deveria cumprir, que é hoje também mais baixa, forma o conjunto das principais razões mencionadas pelos economistas para o descolamento que passou a acontecer entre a Selic e o IPCA nos últimos meses.</p>
<p>“É realmente raro ter uma diferença temporal tão grande; quando a inflação cai, não costuma demorar tanto para que o Banco Central corte os juros”, diz o superintendente de pesquisa econômica do Itaú, Fernando Gonçalves.</p>
<p>Ele destaca o fato de a queda acentuada do IPCA no último ano ter partido de um nível muito alto, inflado por um choque duplo, inédito e mundial de uma pandemia seguida por uma guerra.</p>
<p>“Houve um descolamento enorme da inflação, ligado a problemas de oferta no mundo. Ela passou de 12%, e, para conseguir trazê-la de volta para a meta, que é de 3,25%, os juros acabam tendo que ficar mais altos por mais tempo”, diz Gonçalves.</p>
<p>A função primeira do Banco Central é controlar a inflação do país e mantê-la dentro da meta estipulada pelo governo, que é de 3,25% em 2023 e será de 3% em 2024, com uma tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.</p>
<p>Até 2018, essa meta era mais alta, de 4,5%, mas passou a ser gradativamente reduzida desde então.</p>
<p>Agora, com alvos mais baixos em meio a um choque global de preços, o Brasil se encaminha para completar, em 2023, o terceiro ano consecutivo de inflação estourando o teto dessa meta – outra coisa que também só aconteceu uma vez, há 20 anos, e que colaborou para arrastar a possibilidade de o Banco Central baixar os juros.</p>
<p><strong>Desonerações e inflação “real” a 8%</strong></p>
<p>Os economistas reforçam o fato de que boa parte da queda brusca do IPCA se deveu, basicamente, ao pacote de desonerações feitas no ano passado pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>Aprovadas em junho, elas cortaram impostos federais e estaduais de produtos que têm peso significativo tanto no bolso dos consumidores quanto na metodologia do IPCA, como combustíveis, energia e comunicações.</p>
<p>Foi daquele mês em diante que o índice despencou, dando passagem para uma sequência rara de três meses de deflação.</p>
<p>“Só gasolina e energia têm um peso de 9% do IPCA, é muita coisa”, diz o Silvio Campos Neto, economista sênior para política monetária da Tendências Consultoria.</p>
<p>“Então boa parte da desaceleração foi resultado dessas desonerações, mas não está ligada à dinâmica inflacionária e não representa uma melhora do quadro, e, por isso, o Banco Central tem que ser mais cauteloso.”</p>
<p>Sem o corte dos impostos, a inflação estaria bem mais alta e ainda mais longe da meta – acima dos 8%, pelas contas da corretora e gestora Warren. De acordo com a casa, a média dos núcleos do IPCA ficou em 8,4% em fevereiro.</p>
<p>Os núcleos são um conjunto de métricas que retiram da conta do índice de preços os produtos que tiveram variações atípicas. Dessa maneira, revelam o que seria uma inflação mais perto da realidade e da sensação das pessoas com a maior parte dos preços que veem no dia a dia.</p>
<p>Os números levantados pela Warren mostram ainda que, graças ao efeito do pacote de isenções, esta foi também uma das poucas vezes nessas duas décadas em que os núcleos desgrudaram de maneira significativa do resultado oficial do IPCA – e a primeira em que esse descolamento é para cima.</p>
<p>Quando o núcleo da inflação fica mais baixo que o resultado oficial, é sinal de que há um choque de preços que deixou algumas coisas muito mais caras, enquanto a maioria dos outros itens segue variando de forma normal.</p>
<p>Já quando o núcleo ultrapassa a média, como agora, é indicação do oposto: há poucas coisas que ficaram muito baratas, enquanto todo o resto segue com preços salgados.</p>
<p><strong>IPCA estacionado e inflação futura</strong></p>
<p>“Apesar da queda, o IPCA ‘cheio’ ainda continua elevado e, quando se olha para os núcleos, o processo é ainda mais preocupante, porque eles estão incompatíveis com as metas”, diz Sergio Goldenstein, estrategista-chefe na Warren e ex-chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto do Banco Central;</p>
<p>“O Banco Central não faz política monetária olhando para trás; ele faz olhando para frente, e, para que possa reduzir os juros, é preciso um processo mais consistente de desinflação. E o que hoje as análises estão mostrando é que essa desinflação está mais lenta do que se imagina”, completa.</p>
<p>Depois de cair rápido dos 12% para os 6% no segundo semestre do ano passado, o IPCA em 12 meses estacionou em novembro e vem caindo em ritmo mais lento desde então, ao mesmo tempo em que os efeitos estatísticos dos cortes de impostos de junho começam a passar.</p>
<p>A expectativa para este ano, inclusive, é de que a inflação acabe ainda maior, e não menor do que está agora: pelo Boletim Focus do Banco Central, a projeção média dos analistas do mercado atualmente é que o IPCA encerre 2023 de volta aos 6%, ante os 5,6% atuais.</p>
<p>Mercado de trabalho aquecido e uma inflação de serviços também alta e descolada do número oficial estão entre os fatores que levam os economistas de dentro e de fora do BC a diagnosticarem um quadro inflacionário mais resistente.</p>
<p>“A inflação de serviços costuma ser mais resiliente e mais difícil de trazer para a meta, e há ainda o efeito da volta dos preços administrados”, disse Gonçalves, do Itaú.</p>
<p>Ele se refere ao retorno parcial dos impostos sobre os combustíveis que o ministro da Fazenda Fernando Haddad já encomendou para este mês e que, da mesma maneira que desinflaram o IPCA no ano passado, é inevitável que o empurrem a subir agora.</p>
<p>A alta do grupo de serviços no IPCA ficou em torno de 9% no ano passado, está em pouco menos de 8% agora e, para o fim do ano, deve cair lentamente até os 6%, nas projeções do Itaú.</p>
<p>Para Goldenstein, da Warren, não são os juros a 13,75%, hoje, que estão errados – mas, sim, a inflação. “Se ela tivesse continuado a 10%, a Selic nem estaria em 13%”, disse. “Estaria ainda mais alta.&#8221;</p></div>
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		<title>Juros altos e combustíveis explicam queda da inflação</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/juros-altos-e-combustiveis-explicam-queda-da-inflacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2022 14:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comportamento de preços em 2023 depende de fatores internos e externos</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Pelo terceiro mês seguido, o Brasil deverá registrar inflação negativa. Se as expectativas dos analistas de mercado se cumprirem, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar em -0,19% em setembro, conforme a última edição do boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) com instituições financeiras.</p>
<p>As estatísticas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) só sairão nesta terça-feira (11). Segundo especialistas, a política monetária antecipada do Banco Central e as quedas dos preços de combustíveis e de energia são os principais fatores que fazem o Brasil registrar inflação menor que a média global em 2022.</p>
<p>Segundo André Perfeito, economista-chefe da Necton consultoria, o comportamento da inflação em 2022 é uma combinação da política monetária agressiva e de efeitos externos sobre o preço da gasolina e da energia. “Os dois fatores criaram um cenário mais benigno para a inflação em relação ao ano passado. Existe um efeito acumulado”, diz.</p>
<p>Na avaliação do economista, a atuação do BC, que começou a subir a taxa Selic (juros básicos da economia) em março do ano passado não pode ser desprezada. “Os juros altos evitaram que a alta de preços se disseminasse por mais setores da economia”, comenta. “Nesse sentido, o Banco Central brasileiro foi mais ágil e começou a elevar os juros antes das principais economias do planeta.”</p>
<p><strong>Impostos</strong></p>
<p>Doutora em economia e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), Virene Matesco reconhece a importância da política monetária. Ela, no entanto, atribui a maior parte da queda da inflação nos últimos meses à redução de impostos sobre os combustíveis, aprovada pelo Congresso em junho.</p>
<p>“A política monetária é mais demorada para agir sobre a economia. O aumento dos juros já está se refletindo no encarecimento do crédito e na maior criação de empregos informais, mas o impacto sobre a inflação leva mais tempo”, diz Matesco.</p>
<p>A economista atribui somente 40% da queda da inflação ao Banco Central. Os 60% restantes, ela credita à limitação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis, telecomunicações, energia elétrica e transporte coletivo e a outras desonerações em vigor desde o início do ano.</p>
<p><strong>Perspectivas</strong></p>
<p>Segundo a última edição do boletim Focus, as instituições financeiras projetavam, na semana passada, inflação oficial de 5,74% para 2022. Em junho, a expectativa chegou a 9%. Para 2023, os analistas de mercado estimam IPCA de 5%. Os economistas ouvidos pela reportagem, porém, consideram imprevisível o comportamento da inflação para o próximo ano, por causa das incertezas em relação à geopolítica global e à política de preços para os combustíveis no Brasil.</p>
<p>“Por um lado, a Opep [Organização dos Países Exportadores de Petróleo] decidiu cortar a oferta. Por outro lado, a guerra na Ucrânia pode diminuir ou se acomodar nos próximos meses, por exaustão dos dois lados. Isso pode fazer o preço do petróleo ficar mais comportado ao longo do próximo ano”, diz André Perfeito.</p>
<p>Virene Matesco também ressalta a dificuldade de fazer previsões para o médio prazo. “Virando o ano, a economia entra em outra dinâmica. A inflação para 2023 dependerá não só da situação política no Brasil, mas também de fatores internacionais. Existem vários fatores que desestabilizam os preços, como se a Opep continuará a reduzir a produção”, adverte.</p>
<p>Independentemente do cenário, os dois economistas concordam que o Banco Central continuará a ter uma atuação importante no próximo ano. “Teremos uma situação diferente. No início de 2022, só o Banco Central brasileiro subia os juros. Agora, ele tem a ajuda dos outros Bancos Centrais, que também estão elevando as taxas. O combate à inflação está mais global”, explica André Perfeito.</p>
<p>“O Brasil agora tem um Banco Central autônomo. A ata mais recente do Copom [Comitê de Política Monetária] mostrou que o BC está vigilante com a inflação e não hesitará em aumentar os juros, se necessário. O Brasil está com 5% a 6% de juros reais [juros acima da inflação]. A política monetária está bem encalçada”, avalia Virene Matesco.</p></div>
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		<item>
		<title>Selic chega a 13,75% e traz desafios para os transportadores</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/selic-chega-a-1375-e-traz-desafios-para-os-transportadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2022 13:34:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CNT]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[transportadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trata-se do maior patamar da taxa básica de juros da economia desde o final de 2016</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_7 et_section_regular" >
				
				
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>A Confederação Nacional do Transporte (CNT) publicou hoje (4) o Radar CNT do Transporte – Copom/Selic Agosto/2022. O documento traz uma análise do aumento da taxa Selic de 13,25% para 13,75% ao ano, que visa reduzir a inflação. A meta foi elevada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e alcançou o maior patamar desde dezembro de 2016. Esse é o 12º aumento consecutivo desde março de 2021, período em que a taxa básica de juros era de 2,00% ao ano.</p>
<p>Para o transportador, essa dinâmica é preocupante porque torna o crédito mais caro e tende a reduzir a oferta de recursos para a atividade produtiva, uma vez que a rentabilidade de investimentos financeiros, como os títulos públicos, se torna relativamente mais atrativa. Soma-se a isso o fato de que a alta da Selic também afeta a decisão de investimento dos empresários e de alocação dos recursos por parte dos investidores.</p>
<p>Outras consequências da elevação da taxa de juros são o aumento do custo de rolagem da dívida pública e o comprometimento da capacidade de investimento do governo em infraestrutura. A elevação da taxa de juros tem sido adotada como forma de conter o processo inflacionário.</p>
<p>Não há consenso no mercado quanto ao fim do ciclo de aperto monetário. Tendo em vista o cenário desafiador e que, nacionalmente, ainda contará com possíveis novos complicadores advindos do período eleitoral, o relatório Focus tem revisto suas expectativas. O boletim do Banco Central aponta uma inflação de 7,15% ao final de 2022. Para 2023, o Focus aponta inflação em 5,33%, superior ao consenso registrado nas semanas anteriores.</p>
<p>Confira a íntegra do <a href="https://cnt.org.br/documento/5f38350c-831c-4c25-9e6c-bc9a132eb154" target="_blank" rel="noopener">Radar CNT do Transporte</a></p></div>
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		<title>Aumentos salariais geram inflação e juros altos, diz ministro</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/aumentos-salariais-geram-inflacao-e-juros-altos-diz-ministro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 13:27:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aumentos salariais]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[ministro da economia]]></category>
		<category><![CDATA[paulo guedes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paulo Guedes apresenta balanço da economia em 2021</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Um aumento salarial generalizado para o funcionalismo gera inflação, endividamento e juros altos, disse sexta (17) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em apresentação de balanço de fim de ano da pasta, ele afirmou que a concessão indiscriminada de reajustes sabota as gerações futuras, ao aumentar a dívida pública.</p>
<p>“Se todos tiverem esses aumentos, será uma desonra com as futuras gerações. Que aí nós vamos [ver]: a inflação vai voltar, nós vamos mergulhar no passado. Nós vamos nos endividar em bola de neve de novo. Os juros vão subir, a inflação não terá tido uma alta temporária, será uma alta permanente”, declarou o ministro.</p>
<p>A declaração ocorre um dia depois de o Ministério da Economia enviar ao Congresso Nacional ofício em que solicita a abertura de R$ 2,5 bilhões no Orçamento de 2022 para a concessão de aumentos para algumas categorias de servidores. No documento, a pasta pede também R$ 355 milhões em emissão de títulos públicos para financiar o aumento da contribuição da União para a previdência desses servidores.</p>
<p>O ofício não menciona que categorias de servidores seriam beneficiadas pelo reajuste. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro prometeu, nesta semana, aumentos para policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários em 2022.</p>
<p>Na apresentação desta sexta-feira, Guedes não detalhou que categorias serão beneficiadas pelo aumento. Apenas disse que diversas categorias do funcionalismo federal, estadual e municipal têm pedido reajustes. “O Brasil vai mergulhar num passado conhecido e tenebroso [se todos os pedidos de aumento forem concedidos]. O nosso papel é assegurar que isso não aconteça”, afirmou o ministro.</p>
<p>“Nós nos endividamos um pouco mais e transferimos recurso para estados e municípios, além de fazermos o que parecem não querer fazer. Mal nos levantamos, e está cheio de estados e municípios e categorias pedindo aumento de salário de novo”, acrescentou Guedes.</p>
<p>Segundo o ministro, os pedidos de aumento representam uma “desonra” com as futuras gerações, por causa do aumento da dívida pública, e com as gerações atuais, em um cenário em que o setor privado ainda está recriando empregos, na maior parte com salários mais baixos que antes da pandemia de covid-19. Guedes ressaltou que o congelamento da remuneração do funcionalismo, que vigorou entre junho do ano passado e dezembro deste ano, foi necessário para elevar os gastos com saúde ao longo dos anos de pandemia.</p>
<p>“Estamos criando empregos, com o salário médio um pouco mais baixo porque a economia ainda não recuperou o seu nível, e já tem gente querendo desonrar o compromisso com os contemporâneos falando: ‘olha eu já tomei minha vacina, me dá aqui o meu aumento agora de volta’”, comentou o ministro.</p>
<p><strong>Recuperação</strong></p>
<p>Durante a apresentação de fim de ano, o ministro repetiu que a recuperação econômica acabou e que o país está na mesma situação de antes da pandemia de covid-19. Segundo Guedes, 2021 foi o ano em que o país “se reergueu”, depois de enfrentar receios de desemprego em massa, de fome e de registrar centenas de milhares de mortes provocadas pela pandemia.</p>
<p>“Em 2020, essa sombra nos lançou na escuridão, a doença estava em pé, ameaçadora, forte, e o Brasil no chão, o Brasil tombou. Se tivesse que fazer uma síntese de 2021, eu diria que o Brasil se reergueu, e a doença tombou. Fizemos vacinação em massa da população brasileira, de novo surpreendemos o mundo com o funcionamento da nossa democracia”, destacou o ministro. Guedes disse que as mortes estão na menor média diária desde o início da pandemia.</p>
<p>“O Brasil está em pé porque a economia está como estava no dia em que a doença chegou”, comentou o ministro. Segundo ele, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) e o desemprego estão em níveis semelhantes aos registrados antes da pandemia.</p></div>
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		<title>Alta de juros e pandemia pressionam empresas</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/alta-de-juros-e-pandemia-pressionam-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2021 14:53:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Tributos]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pagamento de dívidas é desafio em economia debilitada</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em>Pagamento de dívidas é desafio em economia debilitada</em></p>
<p>A subida mais forte das taxas de juros torna ainda mais desafiador o cenário para milhares de empresas neste ano, já pressionadas pelo fracasso do Brasil no combate à pandemia e pelo aumento de custos. Especialistas em reestruturação de passivos, bancos e associações setoriais veem risco de inadimplência e quebras num ambiente econômico ainda fraco.</p>
<p>Compromissos que foram adiados para 2021 com o objetivo de dar fôlego aos empresários começam a se aproximar sem encontrar uma retomada consistente da atividade &#8211; o que deve levar a uma nova rodada de renegociações com os credores. Enquanto isso, a trajetória de alta da Selic iniciada nesta semana combinada aos juros futuros já elevados fará com que as companhias passem a pagar mais caro pelo dinheiro.</p>
<p>“A hora da verdade está chegando para as empresas”, diz Thomas Felsberg, sócio do escritório Felsberg Advogados, tradicional em processos de recuperação judicial.</p>
<p>A partir deste mês, começam a expirar o prazos de carência das linhas emergenciais de crédito abertas em 2020 para socorrer pequenas e médias companhias na crise do coronavírus. Também há uma parte dos contratos prorrogados pelos bancos e até por fornecedores prevista para voltar aos fluxos normais de pagamento.</p>
<p>Essas medidas foram adotadas nos primeiros meses da pandemia para dar fôlego às empresas e desarmar a bomba-relógio dos calotes. Funcionou, e a inadimplência até caiu em 2020. Porém, as iniciativas tinham como pressuposto a retomada da atividade neste ano &#8211; o que não aconteceu no primeiro trimestre e já é dúvida para o segundo.</p>
<p>Muitas companhias se endividaram em busca de liquidez e também para aproveitar os juros baixos oferecidos pelas linhas oficiais. Agora, lidam com um faturamento muito aquém do que estava previsto para este ano. “Não houve muito critério na concessão desses recursos e as empresas foram captando”, afirma Luis Alberto de Paiva, presidente da Corporate Consulting, que atua em reestruturação de dívidas. “Houve casos de empresas que já estavam paradas antes da pandemia e mesmo assim conseguiram tomar os recursos.”</p>
<p>A previsão da consultoria é que entre 90 mil e 120 mil empresas &#8211; principalmente pequenas &#8211; fechem as portas no Brasil neste ano. O número é superior ao de 2020, quando 75 mil deixaram de operar. Nem sempre essa situação é refletida nos números oficiais, diz Paiva, já que muitos empreendedores abandonam seus negócios sem encerrá-los formalmente.</p>
<p>Dependendo de quanto as taxas de juros subirem na ponta, ficará difícil para muitas companhias acomodarem os pagamentos de dívidas à geração de caixa que terão numa economia debilitada. “Os bancos até estão cooperando, mas a Selic está subindo. Estamos num impasse porque o volume de dívida que se acumulou no balanço das companhias vai ser obstáculo à recuperação”, diz Salvatore Milanese, consultor especializado em recuperação de empresas, que está trabalhando em quatro pedidos de recuperação judicial. Ele diz que, neste ano, aumentaram as consultas de empresários sobre como repagar dívidas.</p>
<p>As concessões de crédito a pessoas jurídicas somaram R$ 2 trilhões no ano passado, conforme dados do Banco Central. O volume é 9,15% superior ao liberado em 2019. Parte do crescimento se deveu às linhas anticrise. No Pronampe, programa com garantia do Tesouro voltado a micro e pequenas empresas, foram liberados R$ 37,5 bilhões. No Peac/FGI, o volume chegou a R$ 92 bilhões. Agora, há discussões no Congresso e no governo para reeditar essas linhas, só que com juros mais altos.</p>
<p>Outra parte do crescimento das concessões reflete as prorrogações oferecidas pelos bancos em 2020. Foram pausados os pagamentos de parcelas referentes a um total de R$ 971,5 bilhões crédito, incluídos aí os segmentos de pessoas físicas e jurídicas. Do total, R$ 105,1 bilhões foram flexibilizações para micro e pequenas empresas.</p>
<p>Executivos de bancos já admitem a necessidade de nova rodada de medidas para dar fôlego aos clientes. No entanto, a tendência agora é que o setor não atue de forma tão generalizada e se concentre nos setores mais afetados. A análise será caso a caso, segundo fonte do setor.</p>
<p>Uma subida da inadimplência já estava prevista para este ano, e as instituições financeiras estão com provisões reforçadas. A dúvida é se o indicador voltará ao patamar pré-pandemia, como esperavam os bancos, ou se irá além. A taxa de calotes de empresas caiu de 2,2% no fim de 2019 para 1,2% em 2020. “Não aumentou ainda, mas vai aumentar”, diz executivo da área de crédito de um banco.</p>
<p>O fim dos benefícios emergenciais e uma queda na confiança são sinais de alerta para a inadimplência, destaca o Itaú BBA em relatório a clientes. Os analistas do banco veem tendência de alta nos indicadores de atraso neste ano.</p>
<p>Essa também é a expectativa de Patricia Krause, economista da Coface para a América Latina. A seguradora prevê alta de 2,8% para o PIB brasileiro. “Um prolongamento da pandemia, sem novas medidas e com alta de juros, é preocupante”, afirma.</p>
<p>A Coface, que atua no seguro de crédito, apontou num relatório em fevereiro que a intervenção estatal evitou um estouro da inadimplência em diversos países, e o Brasil foi um dos mais beneficiados por esse efeito. Porém, a seguradora apontou o risco da proliferação, no mundo, de “zumbis”, empresas ainda vivas, mas endividadas demais para investir e crescer.</p></div>
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