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	<title>Arquivos acordo comercial &#8211; SETCESP</title>
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	<description>Sindicato das empresas de transporte de SP</description>
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	<title>Arquivos acordo comercial &#8211; SETCESP</title>
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		<title>Como o acordo UE-Mercosul deve afetar o bolso dos brasileiros?</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/como-o-acordo-eu-mercosul-deve-afetar-o-bolso-dos-brasileiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aline Maciel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 14:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acordo com Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[acordo comercial]]></category>
		<category><![CDATA[mercosul e União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tratado deve impactar os preços de carnes, etanol, vinhos, medicamentos e máquinas, ampliar o comércio e exigir adaptações do agronegócio e da indústria brasileira.</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/como-o-acordo-eu-mercosul-deve-afetar-o-bolso-dos-brasileiros/">Como o acordo UE-Mercosul deve afetar o bolso dos brasileiros?</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>O tratado deve impactar os preços de carnes, etanol, vinhos, medicamentos e máquinas, ampliar o comércio e exigir adaptações do agronegócio e da indústria brasileira.</em></p>
<p>Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra na reta final, e já é possível antever como ele deve alterar o fluxo de mercadorias entre os dois blocos. No Brasil, os efeitos tendem a alcançar tanto o consumo cotidiano quanto setores produtivos, como a indústria e o agronegócio.</p>
<p>Ao g1, a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Regiane Bressan, avalia que uma das mudanças mais perceptíveis deve atingir diretamente o consumidor: a maior presença de produtos tradicionais da UE no mercado brasileiro.</p>
<p>O objetivo do tratado é facilitar as trocas comerciais entre os 27 países da União Europeia e os quatro países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai —, reduzindo tarifas alfandegárias tanto sobre produtos europeus vendidos no Brasil quanto sobre produtos do Mercosul exportados para a Europa.</p>
<p>O acordo abrange um mercado de 720 milhões de consumidores — 450 milhões na Europa e 270 milhões na América do Sul —, o equivalente a cerca de 25% do PIB global.</p>
<p>Estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que o Brasil deve ser o principal beneficiado pelo acordo. Até 2040, a assinatura poderia elevar o Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 0,46%, crescimento superior ao projetado para a União Europeia e para os demais países do Mercosul.</p>
<p><strong>Quem sai ganhando?</strong></p>
<p>Entre os itens que podem ganhar espaço estão vinhos, queijos e lácteos, que passam a contar com acesso diferenciado ao país, abrindo caminho para uma redução gradual de preços ao longo do tempo.</p>
<p>Rodrigo Provazzi, CEO da Provazzi Consultoria e executivo em gestão de risco, destaca que outros itens de supermercado, como azeite, chocolate e algumas bebidas destiladas, também devem registrar queda de preços nos próximos anos.</p>
<p>Essa redução ocorre, em grande parte, pela eliminação gradual das tarifas alfandegárias. Carros importados da Europa, por exemplo, hoje enfrentam taxação de 35%, que deverá ser zerada em até 15 anos, contribuindo para o barateamento desses produtos.</p>
<p>No entanto, a queda de preços tende a ser gradual, especialmente em itens complexos como automóveis, por conta da dependência de uma cadeia global de componentes — incluindo insumos vindos da China. “Esse processo pode levar de dois a três anos”, explica o consultor.</p>
<p>Enquanto alimentos e veículos chamam mais a atenção do consumidor, medicamentos e produtos farmacêuticos — inclusive de uso veterinário — seguem como os principais itens importados da UE, representando mais de 8% do total, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).</p>
<p><strong>Efeitos nos custos da produção interna</strong></p>
<p>Os efeitos do acordo, porém, não se limitam aos bens finais importados e alcançam também insumos utilizados na produção. Embora o impacto imediato seja percebido no consumo, a medida tende a influenciar a estrutura produtiva brasileira.</p>
<p>O acesso a tecnologias europeias mais baratas pode reduzir custos para empresas nacionais e estimular investimentos em modernização.</p>
<p>Leonardo Munhoz, pesquisador do Centro de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), explica que a eliminação de tarifas deve baratear tecnologias usadas no campo.</p>
<p>O impacto não se restringe ao agronegócio. O acordo também deve ampliar a importação de bens manufaturados e tecnologias para a indústria brasileira, reduzindo custos e tornando mais viáveis os investimentos em modernização.</p>
<p>Segundo a professora da Unifesp, exportar produtos com maior valor agregado para a UE pode gerar mais empregos do que a venda de commodities para outros mercados. “O maior valor agregado envolvido nessas trocas muda a dinâmica da indústria local”, completa Bressan.</p>
<p><strong>Produtos exportados vão ficar mais caros?</strong></p>
<p>O acordo UE-Mercosul também abre caminho para a ampliação das exportações brasileiras de calçados, frutas e outros produtos agrícolas. No ano passado, essas vendas já vinham crescendo: as exportações do Brasil para a UE alcançaram US$ 49,8 bilhões.</p>
<p>Apesar disso, a balança comercial segue mais favorável ao bloco europeu, que exportou US$ 50,3 bilhões para o Brasil.</p>
<p>Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), o acordo cria uma rede de comércio avaliada em US$ 22 trilhões, com potencial de ampliar as exportações brasileiras em R$ 7 bilhões adicionais.</p>
<p>Calçados produzidos no Mercosul, hoje sujeitos a tarifas de 3% a 7% na UE, devem ter essas taxas zeradas em até quatro anos.</p>
<p>Em alguns casos, como o da uva, a taxação de 14% será eliminada assim que o acordo entrar em vigor.</p>
<p>Rodrigo Provazzi alerta que produtos do agronegócio exportados em maior volume poderiam ter aumento de preços no mercado interno devido à redução da oferta. Ainda assim, considera improvável que isso afete de forma significativa o bolso dos brasileiros. “Os efeitos macroeconômicos sobre a inflação são pequenos e não devem ser relevantes no curto prazo”, afirma.</p>
<p>Leonardo Munhoz ressalta que o acordo gera benefícios, como menor risco comercial e acesso facilitado ao mercado europeu de cerca de 500 milhões de consumidores. “Mas não vejo esses ganhos de forma automática e homogênea para todos. Isso vai variar de setor para setor, dependendo da eliminação de tarifas.”</p>
<p>Para o pesquisador da FGV-Agro, os ganhos do acordo para o agronegócio tendem a se espalhar por toda a cadeia produtiva, beneficiando grandes produtores e também pequenos e médios que exportam por meio de tradings — empresas intermediárias responsáveis pela logística, documentação e comercialização no exterior.</p>
<p>“Esse efeito será em cascata: o grande exporta diretamente, mas o pequeno depende de uma trader para vender. Assim, todos os elos da cadeia acabam sentindo os benefícios do acordo”, explica Munhoz.</p></div>
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		<title>Ponte da Integração pode gerar acordo comercial inédito entre Brasil e Paraguai</title>
		<link>https://setcesp.org.br/noticias/ponte-da-integracao-pode-gerar-acordo-comercial-inedito-entre-brasil-e-paraguai/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Aug 2019 19:01:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acordo comercial]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Paraguai]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um acordo comercial inédito entre Brasil e Paraguai poderá ser criado para evitar sobretaxações de impostos do material que será utilizado na construção da Ponte da Integração, nos dois lados da obra.</p>
<p>O post <a href="https://setcesp.org.br/noticias/ponte-da-integracao-pode-gerar-acordo-comercial-inedito-entre-brasil-e-paraguai/">Ponte da Integração pode gerar acordo comercial inédito entre Brasil e Paraguai</a> apareceu primeiro em <a href="https://setcesp.org.br">SETCESP</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Um acordo comercial inédito entre Brasil e Paraguai poderá ser criado para evitar sobretaxações de impostos do material que será utilizado na construção da Ponte da Integração, nos dois lados da obra. As tratativas sobre o tema foram levantadas em uma reunião que ocorreu, terça-feira (20), na Diretoria de Coordenação da Itaipu, que debateu, entre outros assuntos, as soluções para garantir que insumos, como cimento e aço, que já pagaram tributos no Brasil não sejam novamente taxados ao entrarem no Paraguai.</p>
<p>Financiada pela margem brasileira da Itaipu Binacional, a segunda ponte sobre o Rio Paraná vai ligar Foz do Iguaçu (BR) a Presidente Franco (PY). O acordo comercial, cuja proposta será levada à diplomacia dos dois países por representantes da Itaipu, poderá ser aplicado também na outra ponte entre Brasil e Paraguai – que ligará Porto Murtinho (BR) a Carmelo Peralta (PY), fazendo parte do Corredor Rodoviário Bioceânico (Brasil, Paraguai, Argentina e Chile), e que será financiada pela margem paraguaia da Itaipu.</p>
<p>Um acordo binacional como este já possui precedente: os anos 90, por ocasião da construção da também chamada Ponte Internacional da Integração, sobre o Rio Uruguai, ligando o município gaúcho de São Borja (Brasil) a Santo Tomé (Argentina). Na época, por meio de troca de notas assinadas pelos governos brasileiro e argentino, foi criado um acordo que isentou os materiais de toda tarifa de importação ou qualquer imposto.</p>
<p>Este acordo é importante porque os insumos que serão incorporados à ponte, na margem paraguaia, são taxados com o Imposto Sobre Valor Agregado (IVA), relativo à importação daquele produto no Paraguai. Em relação ao maquinário não há problema, visto que ele é submetido ao regime de exportação temporária, que suspende o pagamento de impostos, desde que estas máquinas, como caminhões e tratores, retornem ao País de origem em prazo determinado.</p>
<p>“As duas pontes são estratégicas para os dois países, por isso, é do interesse de Brasil e Paraguai que sejam resolvidas estas questões”, comentou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna. “Com a Ponte da Integração concluída, vai começar uma nova era para os países, que poderão ampliar seu comércio e abrir os mercados de importação e exportação para os demais países da região”, concluiu.</p>
<p>Segundo o diretor de Coordenação, general Luiz Felipe Carbonell, outras reuniões com diferentes atores estão previstas. Um deles será com a Polícia Federal do Brasil e do Paraguai para tratar sobre o fluxo de pessoas envolvidas na obra. “É papel da Itaipu não apenas financiar a obra, mas atuar como facilitadora da construção, mediando encontros com as entidades e buscando soluções”, afirmou. A Diretoria de Coordenação é a área da Itaipu responsável pelo acompanhamento da construção.</p>
<p>Participaram do encontro de terça-feira (20) representantes da Receita Federal do Brasil, da Aduana do Paraguai, do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER-PR), do consórcio Construbase-Cidade-Paulitec (responsável pela obra), além de empregados brasileiros e paraguaios da Itaipu envolvidos no acompanhamento da obra.</p>
<p><strong>Facilitação logística</strong></p>
<p>A sugestão de um acordo comercial binacional para livrar da sobretaxa o material de construção é mais um esforço para facilitar a viabilidade da obra, que se soma à instrução normativa que está em desenvolvimento pela Receita Federal do Brasil. A intenção do documento é liberar mais rapidamente o trânsito de máquinas e material envolvidos na obra por meio de uma guia simplificada. A instrução será promulgada pela Coordenação de Aduanas de Brasília, em até 20 dias.</p>
<p>“Nosso objetivo é que a construção da ponte não prejudique o trabalho do porto seco em Foz do Iguaçu e que o serviço no porto não atrapalhe a obra”, explica o delegado da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Paulo Bini. Diariamente, mais de 700 caminhões passam pelo porto seco, considerado o maior da América Latina.</p>
<p>Além de agilizar os trâmites no porto seco, a instrução normativa vai permitir a saída do País por um porto auxiliar, dentro da obra, pelo qual o consórcio fará a movimentação de equipamentos, maquinário e pessoal. Na margem paraguaia, há a previsão de se utilizar o porto de Presidente Franco, que já conta com estrutura alfandegária.</p>
<p><strong>Andamento das obras</strong></p>
<p>Pelos próximos três meses, na margem paraguaia, o consórcio Construbase-Cidade-Paulitec vai concentrar o trabalho em fazer a terraplanagem, levantar o canteiro de obras e colocar as ensecadeiras para permitir, a partir do quarto mês, a criação da fundação – o bloco principal que vai segurar os mastros de 120 metros responsáveis pela sustentação da ponte.</p>
<p>Está previsto neste trabalho inicial o uso de cerca de 20 máquinas, como caminhões, tratores de esteira, motoniveladoras, escavadeiras hidráulicas, rolo compactadores, entre outras. O prazo de entrega da Ponte da Integração é de 36 meses.</p>
<p>O investimento de R$ 463 milhões é feito totalmente pela margem brasileira da Itaipu. Deste valor, R$ 323 milhões serão usados na construção da ponte e R$ 140 milhões nas obras da Perimetral Leste, entre a ponte e a BR-277. A previsão é que, no pico das obras, sejam contratados cerca de 500 trabalhadores &#8211; cem a mais do que previsto inicialmente &#8211; e que de 10 a 12 empresas atuem de forma indireta na construção da ponte.</p>
<p>Com 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, o maior de uma ponte estaiada no Brasil, a obra terá duas torres de 120m de altura. A pista será simples, com 3,7m de largura, acostamento de 3m e calçada de 1,7m.</p>
<p><strong>Perimetral Leste</strong></p>
<p>A Perimetral Leste vai conectar a Ponte da Integração com a BR 277, em Foz do Iguaçu, desviando do centro da cidade o tráfego pesado de caminhões. Esta obra está a cargo da Construtora JL, de Cascavel. A exemplo da ponte, o prazo de execução também será de 36 meses, contando a partir da assinatura da ordem de serviço. A expectativa da construtora é que essa assinatura aconteça até a próxima semana.</p>
<p>Do prazo total, os dez primeiros meses serão dedicados à conclusão dos projetos executivos e trâmites burocráticos. Os projetos serão aprovados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a obra, fiscalizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).</p>
<p>Neste contrato também está prevista a construção da aduana na margem brasileira, com os postos da Receita e Polícia Federal. </p></div>
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