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06 de Maio de 2016 – 04h19 horas / AutomotiveBusiness

A venda de caminhões em abril somou 4,2 mil unidades, registrando queda de 13,2% em relação a março. No acumulado do ano foram licenciadas 17,3 mil unidades, uma retração de 31% ante o mesmo período do ano passado. Os emplacamentos de abril foram semelhantes ao do mesmo mês de 1999, apontando um retrocesso de quase duas décadas. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

 

A queda mais acentuada no acumulado dos quatro meses, de 41,9%, ocorre para os caminhões médios, que tiveram menos de 1,5 mil unidades emplacadas no período. A menor retração, de 7,5%, ocorreu para os veículos pesados: “Isso poderia indicar alguma retomada, mas não é o que notamos. Ela só é menor que as demais porque este foi o segmento que mais caiu em 2015”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Luiz Carlos Gomes de Moraes.

 

“O consumidor não tem confiança, por isso não está comprando”, diz Moraes. O executivo informa ainda que a idade média da frota de pesados está subindo e nenhum dos outros segmentos dá indícios de recuperação.

 

PRODUÇÃO

 

A produção de caminhões no acumulado até abril soma 20,4 mil unidades e revela queda de 32,4%. “A capacidade ociosa nas fábricas de caminhões está entre 70% e 80%”, afirma o presidente da entidade, Antonio Megale. Os modelos semipesados registraram o maior volume no período, 6 mil unidades produzidas, e também a maior retração, 50,8% ante o mesmo período de 2015.

 

EXPORTAÇÕES

 

Dos três segmentos (veículos leves, caminhões e ônibus), o único que registrou queda nas exportações foi o de caminhões. De janeiro a abril os embarques somaram 5,8 mil unidades, 4,2% a menos que no ano passado. “A venda externa de caminhões normalmente ocorre em grandes lotes e há ainda outras questões a considerar como a implantação de garantia, assistência técnica e até mesmo a ‘exportação’ do financiamento”, explica Megale.

 

O presidente da Anfavea acredita, porém, que as vendas externas de pesados devem crescer porque “todas as montadoras estão saindo em busca de novos negócios” e atribui a queda no primeiro quadrimestre a eventuais dificuldades com os compradores atuais.

 

O maior volume de embarques ocorreu para os modelos pesados, 2,3 mil unidades e alta de 14,2%. Foi o único segmento de caminhões cujas exportações cresceram no período.


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