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10 de Março de 2014 – 02h40 horas / Globo Rural

Está mais caro transportar a safra de grãos do Centro-Oeste. Em Mato Grosso do Sul, o preço do frete já subiu cerca de 20% nesta safra.


O agricultor Mateus Tochetto plantou 2.300 hectares de soja, na região de Campo Grande e negociou 80% da produção, por um preço médio de R$ 58 a saca. Os ganhos poderiam ser ainda melhores, se não fosse o aumento no preço do frete para os portos.


O produtor não tira dinheiro do bolso para pagar por esse tipo de transporte, mas acaba deixando de receber mais pelo valor da saca por causa do reajuste.


Regis Cerutti, gerente de uma transportadora, explica os motivos para o aumento no frete. “O frete para porto tem um aumento de 20%, acompanhando o aumento do combustível. O que contribuiu foi o aumento dos pedágios, e quando sobe o óleo, sobe o pneu, a borracha, o lubrificante, então vem tudo carregando junto”, diz.


Outra preocupação desta safra é com a falta de caminhões. Almir Coco também é gerente de transportadora e afirma que precisa de 90 caminhões por dia para atender a demanda, mas que só consegue metade disso, por causa da concorrência. “Os caminhões saem da lavoura e estão correndo para os outros estados”, comenta.


Esta situação também mexe com outra ponta do processo de produção. Nesta época os armazéns precisam liberar espaço para receber a soja que chega do campo. O problema é que a falta de caminhões para o escoamento da safra acaba deixando esse trabalho mais lento.


“Em um dia normal de colheita, nós chegamos a receber de 35 a 40 mil sacas por dia. O interessante para nós é escoar no mínimo a metade disso, ou seja, em torno de 15 a 20 mil sacas por dia, para que a gente possa abrir espaço para ter condições de recebimento”, declara Jardel Ribeiro, gerente da cooperativa.


O preço da soja está compensando em parte o aumento do frete. Do começo do ano até sexta-feira (7) subiu 10% no mercado internacional.


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