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29 de Novembro de 2016 – 05h14 horas / Folha de S.Paulo

Com resultados estáveis no terceiro trimestre deste ano, o segmento de condomínios logísticos (complexos de armazéns) prevê redução de estoques e aumento na demanda em 2017.


No Estado de São Paulo, principal mercado do país, a taxa de vacância ficou quase igual à do trimestre anterior. Chegou a 27%, com queda de um ponto percentual, segundo a cnsultoria Colliers.


A absorção líquida (área contratada menos a devolvida), no entanto, evoluiu, o que animou o setor.

 

“No ano que vem, a entrada de inventário deverá ser menor, e a absorção líquida voltará à casa de 500 mil m²″, diz Paula Casarini, vice-presidente da consultoria no país.

 

“No primeiro semestre, tivemos uma combinação de demora para fechar os negócios e entrega de armazéns superior à demanda.”


Em 2017, a taxa de vacância tende a regredir e girar em torno de 22%, afirma.


Entre julho e agosto, a AGV Logística observou queda de 9% na área contratada, na comparação com o primeiro semestre deste ano.


Mesmo assim, com despesas menores após uma reestruturação iniciada em 2014, a empresa projeta crescer aproximadamente 15% nos próximos três anos.


“Teremos aporte 50% maior que o de 2016, sobretudo em tecnologia e armazéns, para atender algumas regiões específicas em que não estamos presentes”, diz o diretor-executivo Mauricio Motta.


Obras no armazém

 

A Fulwood, de condomínios logísticos e industriais, planeja entregar três empreendimentos em São Paulo nos próximos anos, que somarão 136 mil m² adicionais de armazenagem.


Pelo menos um deles, de 56 mil m², deverá ser finalizado em 2017, para atender o aquecimento do setor.


O investimento previsto é de R$ 80 milhões. As outras duas obras serão financiadas por terceiros, diz Gilson Schilis, diretor-executivo da companhia.


“Após a execução de novos projetos, nossa vacância, hoje em 14,5%, deverá cair para um dígito no primeiro trimestre”, afirma.


“Diria que 2016 foi um ano estável. Houve bastante interesse local, mas poucas aprovações por causa da cautela dos estrangeiros.”


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