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10 de Novembro de 2016 – 05h34 horas / O Globo – Por CCR NovaDutra

Em 2013, o Governo do Estado assinou convênio com o Banco Mundial para traçar uma análise inédita sobre a estrutura logística do Rio de Janeiro. Por meio de debates, painéis e estudos de origem e destino, o PELC RJ 2045 (Plano Estratégico de Logística e Cargas do Estado do Rio de Janeiro) aponta o que deve ser feito nos próximos trinta anos para que o estado alcance seu potencial como plataforma logística mundial.

 

– O estado do Rio de Janeiro tem uma posição geográfica muito importante. Ele está no meio do maior centro produtivo do Brasil. Logo, funciona como se fosse uma rótula, podendo atender todas as demandas das regiões produtivas e consumidoras do entorno – explica Eduardo Rebuzzi, que é presidente do Conselho Empresarial de Logística e Transporte da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio) e da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (Fetranscarga).

 

Para que esse objetivo seja alcançado, o planejamento estratégico aponta diversos gargalos de infraestrutura, como o acesso ao porto do Rio, problemas na BR 101 Norte e na BR 040, entre outros, que precisam ser solucionados o quanto antes. Mas um dos principais deles é Serra das Araras.

 

– Existe hoje um gargalo na via Dutra, a principal rodovia do país e uma entre as melhores em qualidade. Você não pode ter uma rodovia de 400 quilômetros prejudicada por um gargalo de oito quilômetros, que é a Serra das Araras. Ou seja, é um corpo que funciona bem, mas está com um entupimento na aorta. Tem que desentupir aquela artéria – analisa Rebuzzi.

 

Para o representante da Associação Comercial do Rio de Janeiro, a melhor opção no momento seria estender o contrato de concessão da CCR NovaDutra para que a obra de construção das novas pistas da Serra das Araras pudesse ser iniciada imediatamente.

 

– A partir do momento em que você desenvolve todo esse planejamento para os próximos 30 anos e tem gargalos que vão prejudicar esse desenvolvimento, você precisa combatê-los. A concessionária está disposta a investir, sem onerar a tarifa, fazendo a prorrogação de contrato. Não vejo por que não fazer isso. Não devemos esperar cinco anos para uma nova licitação, que ainda vai entrar em projeto. No total, levaria mais 15 anos para a obra ser concluída. Enquanto isso, perdem-se vidas, além de travar a economia – defende.

 

Citando dados da própria CCR NovaDutra, Rebuzzi lembra que, por conta da distribuição das cabines de cobrança e das grandes distâncias percorridas, apenas 10% dos usuários da via pagam pedágio. Destes, 70% são transportadores de carga que, apesar de serem os que pagam com maior frequência, são os que mais sentem a necessidade e a urgência do início das obras de modificação no trecho da Serra.


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