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Os três conceitos de depreciação 2
03 de Março de 2017 – 04h53 horas / NTC&Logística

A depreciação operacional nada mais é do que a perda de valor de mercado pelo veículo ao longo da sua vida útil.


A depreciação operacional atende de maneira mais adequada do que a depreciação contábil às necessidades de elaboração de custos operacionais e de planilhas de fretes por idade dos veículos. Para calcula-la, podem ser usados métodos decrescentes ou lineares.


Os métodos decrescentes calculam a perda efetiva de valor comercial do veículo no mercado ao longo da sua vida útil e refletem melhor a realidade, uma vez que:


– A perda de valor é muito grande no início, mas decresce com o tempo, até praticamente estabilizar-se;


– Quando uma transportadora compra um caminhão, espera retorno rápido, podendo arcar com maiores custos nos primeiros anos;


– A eficiência do equipamento reduz-se gradativamente com o tempo. Após alguns anos, um caminhão de linhas longas é transferido para linhas curtas ou para entregas urbanas e pode encerrar sua “carreira” num pátio de manobra;


– Veículos mais modernos e eficientes vão sendo lançados, tornando o atual menos eficiente;


– Permite compensação entre o aumento do custo de manutenção e a redução da depreciação;


– Evita erros na distribuição dos custos de capital ao logo do tempo, pois os valores residuais a cada ano são diferentes para os dois métodos.


Uma maneira prática de se calcular a depreciação operacional é levantar o valor de mercado do veículo em revistas especializadas ou mesmo pelas tabelas de IPVA.
Usualmente, o que se faz é adotar como base o preço inicial e o valor residual (valor final de revenda) e interpolar valores entre os dois segundo uma lei de formação escolhida. Os métodos mais usados são o exponencial e o do dígito dos anos.


Pelo método exponencial, obtém-se os valores intermediários utilizando-se uma equação exponencial negativa do tipo:


b < 1
Vo = Preço de compra do equipamento
Vn  = Valor no fim do ano n
n = Vida útil econômica do equipamento

 

Pelo método do dígito dos anos, a taxa de depreciação de no ano N de um veículo de vida útil n corresponde a uma fração cujo denominar é a soma dos n primeiros naturais e o numerador equivale aos anos remanescentes de vida útil ao final de cada ano.


Quando a variação do custo com a idade do veículo é importante para o cálculo (por exemplo, na determinação da vida útil econômica de um veículo), devem ser utilizados os modelos matemáticos apresentados ou diretamente o valor de mercado do veículo usado.


No entanto, quando o objetivo é apenas obter o custo médio anual, para efeito de orçamento de custos, admitindo-se que a transportadora tenha uma distribuição equilibrada de caminhões por idade, os métodos lineares satisfazem plenamente, desde que adotado um valor residual correspondente ao preço de revenda do veículo no fim da sua vida útil.


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