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02 de Fevereiro de 2018 – 02h34 horas / G1

Uma operação deflagrada na manhã de quinta-feira (01/02) pela Policia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar (PM) apurou a suspeita do uso de uma área de descanso para motoristas e de estacionamento de caminhões em frente ao terminal de cargas Fernão Dias, na Zona Norte de São Paulo, para encobertar um esquema de roubo de mercadorias e a prática de outros crimes.

 

O espaço usado pelos criminosos é um terreno da Prefeitura de São Paulo e, segundo a polícia, foi invadido por criminosos que exploram o local de forma ilícita. Um ex-policial militar, a sócia dele, que é irmã de uma ex-comandante da Guarda Civil Metropolitana (GCM) foram detidos. Eles admitiram que exploravam o local como estacionamento.

 

A estimativa inicial é a de que um grupo faturava em média R$ 300 mil só com diárias de estacionamento clandestino. Por dia, eles chegavam a cobrar R$ 80 dos caminhoneiros.

 

Por meio de nota, a Prefeitura informou que a SP-Urbanismo já havia entrado com pedido de reintegração de posse do terreno, que deverá ser usado para implantação de projetos habitacionais.

 

"O terreno, inclusive, foi incluído na PPP Municipal de Habitação, lançada na semana passada pelo prefeito João Doria. No local serão construídos 2.020 apartamentos, além de equipamentos públicos", diz a note.

 

Seis meses de investigação

Durante pelo menos seis meses de investigação, as equipes da PRF e da PM monitoraram a suspeita de tráfico de drogas, depósito de mercadorias roubadas, transbordo clandestino de carga nos fundos do pátio, ruas bloqueadas para o trânsito de outros veículos, tráfico de animais, "desova" de veículos roubados e ligação clandestina de energia elétrica como mostram imagens obtidas.

 

As investigações começaram depois que os agentes da PRF identificaram durante as fiscalizações que muitos desses crimes tinham origem nessa área. Ainda de acordo com a polícia, muitas seguradoras de cargas e de veículos relataram que rastreadores instalados nos caminhões e nas mercadorias apontavam para localização naquela região.

 

A operação foi batizada de Zona Verde, uma referência a zona considerada “livre" para circulação de pessoas, pratica de crimes e circulação de mercadorias de origem ilícita. Participaram da ação 80 policiais militares e 50 policiais rodoviários federais.


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