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24 de Agosto de 2018 – 15h54 horas / Valor Econômico

Sondagem mensal realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o setor aumentou a produção e diminuiu a ociosidade em julho. Por outro lado, acumulou estoques indesejados. E o nível de emprego continuou a cair, ainda que de forma menos intensa. Segundo a Sondagem Industrial da CNI, o índice de evolução da produção registrou elevação, passando de 50,8 pontos em junho para 52,2 pontos em julho, o que significa que a atividade industrial mantém recuperação gradual.

 

O indicador varia de zero a cem pontos e resultados abaixo dos 50 pontos indicam queda frente ao mês anterior. De acordo com a CNI, é comum o aumento da produção no segundo semestre, pois o período é de maior atividade industrial. Em julho do ano passado, a produção marcou 50,5 pontos. O levantamento mostrou também que houve uma alta no porcentual médio de Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que ficou em 68% em julho, ante 66% em junho. Assim, o setor ficou menos ocioso em julho.

 

Segundo a CNI, esse percentual é o maior para o mês nos últimos quatro anos e três pontos percentuais superior ao registrado em 2017, porém ainda é 1 ponto inferior à média histórica para o período. A série mensal teve início em 2011. O índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual marcou 44,1 pontos em julho, valor 1,3 ponto superior ao registrado em junho e 3,2 pontos maior que o observado em julho de 2017.

 

O índice é o maior desde fevereiro de 2014. O indicador de evolução dos estoques ficou em 50,4 pontos, muito próximo da linha divisória, mostrando que não houve variação significativa. Mas o de nível de estoque efetivo em relação ao planejado passou de 50,4 em junho para 50,8 pontos em julho. Assim, ao se afastar da linha divisória de 50 pontos, mostra leve acúmulo de estoques indesejados. Já o indicador de evolução do número de empregados ficou em 48,5 pontos em julho, muito próximo ao registrado nos dois últimos meses (48,3 pontos em maio e 48,1 pontos em junho).

 

Como o índice encontra-se abaixo dos 50 pontos, indica queda do emprego industrial no período. A sondagem também mostrou que os empresários da indústria estão otimistas com relação ao aumento da demanda, da compra de matérias-primas, da quantidade exportada e com investimentos nos próximos seis meses.

 

O otimismo dos empresários em relação à demanda futura atingiu 57,8 pontos em agosto, o que representa uma melhora na comparação com julho e também agosto de 2017 (ambos 56,4). O indicador varia de zero a cem pontos e resultados abaixo dos 50 pontos indicam queda. A intenção de compra de matéria-prima também cresceu. Em agosto, o indicador foi 0,3 ponto superior ao mês passado e 1,1 ponto superior a agosto do ano anterior, registrando 54,8 pontos.

 

Diante de um cenário mais positivo, aumentou a disposição dos empresários para investir. O índice de intenção de investimento subiu para 51 pontos, 1,6 ponto acima do verificado em julho, o que recupera em parte a queda de 4,2 pontos registrada nos últimos cinco meses. O indicador de intenção de investimentos está 3,1 pontos acima do visto em agosto do ano passado. Conforme a Sondagem Industrial, o índice de expectativa sobre o número de empregados registrou 50,3 pontos.

 

Como está muito próximo à linha divisória de 50 pontos, indica perspectiva de manutenção do número de empregados. O valor supera em 0,8 ponto o registrado no mês anterior e 0,9 ponto o do mesmo período do ano passado. O otimismo em relação à quantidade exportada, no entanto, diminuiu este mês. O índice caiu 0,4 ponto em relação a julho, para 55 pontos. Apesar do recuo, o valor registrado acima dos 50 pontos sugere que o empresário tem expectativas de crescimento das exportações. O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 13 de agosto com 2.257 empresas.

 

Dessas, 932 são pequenas, 798, médias e 527, de grande porte.


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