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Ex-ministro da Fazenda avalia que Brasil pode viver novo ciclo de transformações
15 de Agosto de 2017 – 05h12 horas / CNT

Maílson da Nóbrega, sócio da Tendências Consultoria Integrada, concedeu entrevista à Revista CNT Transporte Atual.


O Brasil já dá mostras de que sua economia superou o período de desaquecimento, mesmo enfrentando uma de suas mais agudas crises políticas. Essa é a avaliação de Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda no governo de José Sarney (1988-1990).

 

Em entrevista à Revista CNT Transporte Atual, ele reafirma que alguns indicadores vêm crescendo de maneira contínua, como o crédito à pessoa física, a renda habitual dos trabalhadores, o fluxo de veículos pesados nas rodovias, a produção de papel ondulado e as vendas a varejo. Segundo Nóbrega, a equipe econômica do atual governo fez muito mais do que o esperado – diante de um cenário pós-impeachment.

 

Além disso, ele destacou a baixa da inflação, o que, na sua visão, abre espaço para a manutenção da linha de queda da taxa de juros, contribuindo para aumentar a demanda e a oferta de crédito. “Ainda é uma recuperação lenta e medíocre, mas é um sinal inequívoco de que deixamos para trás os maus momentos de 2015 e 2016.”

 

Sócio da Tendências Consultoria Integrada, Maílson da Nóbrega considera que o governo vem tocando reformas estruturais acima das melhores expectativas. Para ele, a legislação trabalhista brasileira é obsoleta: “A reforma dá o grande passo de estabelecer que o acordado entre empresas e trabalhadores prevaleça sobre a lei.” Ele defende urgência na continuidade dos debates sobre a questão previdenciária, a fim de sanar o deficit gigantesco, que, neste ano, já está na casa dos R$ 300 bilhões.

 

Também exalta a Lei da Terceirização, que permite que as empresas se dediquem ao que fazem melhor, terceirizando o restante. Celebra ainda as medidas para impulsionar o setor de infraestrutura, como a MP das Concessões e as ações do PPI, e a aprovação da PEC que estabelece um teto para os gastos públicos.

 

O ex-ministro defende, porém, a retomada das discussões acerca de uma reforma tributária, de modo a criar um novo e moderno paradigma de tributos no país.


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